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Mostrando postagens de Agosto 16, 2017

A voz

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A voz

Então finalmente uma tal voz foi escutada,
Buscando na verdade o seu alicerce,
Na certeza de ouvidos unidos a ouvirem
E pela infalível maioria ser desvendada.

A princípio fez de conta ser coisa ingênua,
Para depois elucidar todos os básicos detalhes.
Voz esperta, alerta e complexa de gente humilde
Que repassava a real realidade de histórias tristes.

A tal voz vicejou e descongelou de longas datas,
Levantando sua bandeira, viço de seus princípios;
Perdendo a timidez de ter sido e ser sempre atada,
Enfrentando a apatia e antipatia de seus inimigos.

Mas a voz não se viu/ouviu/refletiu representada;
Os que ouviram deram de ombros e mostram indiferença;
Perdeu sua crença, tornou-se caça e achou sua mágoa...
Restou a cárcere de manter-se – em eco vazio – calada.

Das loucuras (jogo que virou o jogo)

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Das loucuras (jogo que virou o jogo)

Vida em jogo antes mesmo do bem ser destapado ao mal...
Mal criada, indispensável e louca: vida que vive ao nosso encalço.
Cadafalso de corda sisal; cada passo em doçuras e melados com sal;
O caráter, a poesia, a alma, o amor são espelhos em cada passo.

Vão-se o tempo, corredores escuros, as doações em comunhão;
Há de se galgar o tempo para criar um escape, um escopo, para a propulsão.
Força que sai da pedra, visão para além do horizonte,
O levantar da cabeça, o alongamento, café bem fresco e seguir adiante. 

Tece-se o andar sereno – quando tem de ser;
Traça-se o cantar ameno – sempre de solução.

O jogo não existe: tela branca com indagações que não cessam;
É assim que é, estando vivo, altivo, ouvinte e falante.
À noite desenhada com caneta ótica de baixa resolução;
O dia impregnado na sua rua, casa, cama;
O dia ardia endeusado no seu só, sol, lua, casta, lama...
Como seu mais sincero – ao mesmo tempo, mero – amante.

André Anlub
(16/8/17)