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Mostrando postagens de Agosto 17, 2017

A poesia faz reprise

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Se a vida estiver em arquivo morto, a poesia faz reprise.

Escrevo à tia – escrevo às tantas – escrevo à toa. Já sei, nosso grito ecoa; ah, e na boa, parei com os versos... Mentira! Por ironia, versei. Esvazie-me, preencha-me, conheça o verso e o avesso, rima após rima, sabe que deixo! E depois, ao acordar sozinha, vá viver se estou na esquina. Ajude-me a nadar sedento em sua correnteza, pois fico confortável e feliz; tal bela força fiel e resistente me diz: “atravesse novamente o Oceano Pacífico e me beija”. Um flerte, um beijo, paixão e o doce cheiro... Mas podem chamar simplesmente de: natureza. No meu barco ou no seu – em mares calmos ou bravios? Não importa! Juntos, nós dois, somos muito mais fortes que nós dois. Pois somos – nada sós e tudo somente – amor. Busque o sol apenas para ti: privado, intransferível, infindável; ele há de retribuir: livre, comunitário, efêmero; assim, como quase sempre é o amor. A realidade concorre com minhas vertentes, e elas céleres e insanas sempre ch…

Finalidade da Arte

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Finalidade da Arte  

Abraço o pincel como se fosse meu pai:
Chega de despedida, chega de adeus;
A inspiração chegou, a timidez se foi
Sou Netuno, Odin, Zeus.

Faço um traço, entro em ação,
Cores dimanam do meu pensar;
Encéfalo explode, ogiva nuclear:
Arco-íris, cogumelo, refração.

Começam a germinar imagens...
Transpor o que tinha na gaveta da mente;
Minhas passagens, viagens incoerentes
Saem absolutos, imponentes, pelas mãos.

Os "nãos" e os "sins" de outras épocas ou horas
Conspurcam a tela branca...
Formam uma figura que desbanca
A imaginação do artista, sua história.

E pronto, o rebento lindo e bem-vindo,
Ali, à sua frente, imaculado...
É mais uma obra, quase do divino,
Da verve, alento, do artista amado.

Gosto de pintar, gosto de poesia, de escrever, tocar bateria; gosto de viver longe da vida vazia... faço das artes minha orgia.