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Mostrando postagens de Setembro 5, 2017

Das Loucuras (pai bola e Coisa e tal)

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Das Loucuras (pai bola e Coisa e tal)

Despertou e arregalou os olhos
Agora até sua digital é um labirinto;
Levantou para fazer um poema simplório
E de café da manhã bebeu seu absinto.

Crime perfeito tem uma alcunha qualquer,
E se desejar suborna o mundo de jeito;
Entre o efeito real, o quebra-pau e o imaginário,
Há o detalhe do malhe do amadurecimento.

Curvas e esquinas beijam entradas,
Abraçam a saída no antes e no agora,
A rapadura, o queijo coalho e a felicidade estão na mesa...
Obesa e sentada – vê-se Coisa e tal –,
Fartada e sorridente está à sorte indefesa...
A janela fechada para tapar sua visão anormal
Da nuvem negra inexistente muito ao longe lá fora.

Hoje a vida trouxe-lhe dias melhores
E novas galochas bem mais alongadas.

A solidão a enxuga e expurga um possível derramamento de águas...
Na parede a foto de um nariz nervoso de encontro à luva de um boxer,
Nariz quebrado, olho inchado, um nocaute e tudo se torna blecaute
No simples esquecimento das lutas corriqueiras quaisquer.

André Anlub
(5/9/17)