9 de maio de 2012


Armageddon I e II

Nunca um céu se fez de feio
Nunca houve uma cor de fogo
Muitos galopes se ouviam à distância
Eram quatro homens ao todo.

Ventos fortes surgiram num estalo
Tsunamis do além
O mundo esvaindo-se para o ralo
Uns orando para outrem.

Os pecados vindo à tona
Abandono dos vinténs
Correria, fogo e ferro
Almas perdidas vagueiam
Feridas se abrem
O belo se faz feio.

É a tristeza que invade
O fim não está próximo
Já chegou e fez moradia
O dia não mais existe
Faces de melancolia.

Cães sem dono vagando nos destroços
Idosos tentando se equilibrar
Pessoas fazendo menções aos mortos
Cogumelos de podridão a brotar.

Uns saqueavam o comércio
Outros deixavam para lá
Olhos ficando cegos
Elos a se quebrar.

Todos no mundo são réus
A bola se partindo em duas
Os cavaleiros sorrindo no céu
Sempre acha quem procura.

Caçadores de cobiças e amores perdidos
Senhores dos seus projetos de ações duvidosas
Jardineiro na ufania das flores de cera de ouvido
Decifram a nostalgia de ocorrências rigorosas.

Lenhadores brutamontes com os seus machados cegos
Filhos de escravas negras com índios
São brancos com seus olhos claros de guerra
Sem ego mas com a ganância de buscar o infinito.

Se a chuva de meteoros chegar em má hora
E quatro cavaleiros lhe derem guarida
Com parcimônia de quem cultiva uma passiflora
Empunha a espada, dá meia volta e procura saída.

Vivendo em um singelo passado do agora
Azul que faz fronteira com um feio absurdo
Os vieses que ecoam aos ouvidos de muitos
Aquecem como o nome de Nossa Senhora.

André Anlub

Super simples

Quero só proferir palavras agradáveis
Não a expondo ao risco de ouvir injustiças
Por decorrência de eu não ter o que dizer.

Quero realizar suas íntimas fantasias
Quero ter e ser suas boas e más manias
Só pelo fato de assim poder ser sua área de lazer.

Quero que possa contar sempre comigo
Ser sua labuta e seu domingo
Ou até ficar bem longe... É só querer.

Quero carregá-la suavemente no colo
Poupando-a de gastar prévia energia
Em direção ao seu quarto de prazer.

E, no entanto, mesmo que eu não seja suficiente
Que falte sal ou que falte açúcar
Que falte o ínfimo arrepio na nuca
Sempre a deixarei livre para fazer o que bem entender.

André Anlub

Agridoce - BDay (Demo Version)

Existe um enorme frenesi, um furor, em torno de que se deve sempre tentar alcançar a perfeição! - Mas isso a meu ver é um erro crasso, pois alguns podem achar já tê-la alcançada.
- André Anlub -



Imagem: Namastê - O divino (Deus) em mim abençoa e honra o divino (Deus) em você.

Aprendi a engolir sapos para no futuro pisar em brejos!
- André Anlub -




A prolixidade é a invenção dos tolos que não tem o que falar, por isso falam demais o que não tem!
- André Anlub -




O tempo passou e passa, semente que germinou e germina ao som das boas ondas.
Vi e vejo as ondas de beleza, simples, como a natureza.
A vida segue, sentinela, olhando por onde anda e onde pisa.
Na minha essência isso é de praxe.
- André Anlub -



Ainda é Tempo de Sorrir

Já fui desesperançoso
Já desisti de dizer amém
Sentia-me no fundo poço
Procurando e fugindo de alguém.

Já fui uma pessoa sem fé
Buscando salvação em todos
Andei milhas a pé
Vasculhei esgotos.

No final da vida me descobri
Achei o sorriso perdido
Foi em uma árvore que eu vi
A força do amor erguido.

A natureza me ensinou
Por mais fraco que eu possa estar
Tão forte que eu sou
Sou a natureza do amar.

André Anlub

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Escritor, autor de seis livros em papel: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia...