13 de março de 2018

Diamantes de sangue


Diamantes de sangue

Como um presente esperado
nas mãos, aquecidas com luvas
estendidas e espalmadas
lisas e leves, como plumas.

Alcançam um inferno estrelado
abafam gemidos e gritos de dor
que, por fim, pensam que tocam o amor.
Coroam um rei e seu reinado
ouvindo o mais terrível louvor.

Diamantes vindos da África
de suor, de sal e sangue
são pedras, a saga de uma gangue
que alimentam, com a fome, sua máfia.

O povo, com humildade e inanição
comete, em si próprio, eutanásia
perde o orgulho para a ambição
não vê que de certas bocas saem falácias
e anda, por pura vontade, na contramão.

E assim, mais uma vez explorado
sem arma, comida e força
um continente, que o contente ficou atolado
tem o tamanho, a dimensão, da sua forca!

André Anlub®

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Escritor, autor de seis livros em papel: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia...