15 de março de 2018

Fui e já voltei


É um novo tempo, e a mais nova maquiagem,
da engrenagem que a ferrugem não come.
A bondade sendo real ou miragem
é o mal travestido em nós (bicho homem).

Ele é barco à deriva,
com pernas já cansadas 
olhos que veem pouco
a voz que é quase nada.
Mas ainda joga o jogo
tem asas para o voo
e aposta sempre alto
num farto salto solto...
Ele pode ser eu
ser você
e ser todos.

Essa minha metafórica escuridão saiu do incoerente ostracismo,
viu a luz do dia e subiu até a nuvem mais supina, fez vigília,
até que do nada resolveu tornar-se arco-íris.

Foste no preto e no branco
E trouxeste na mente
Aquela ideia de mim.
Fazia onze anos
Dos sorrisos benfeitos
Nos olhares, trejeitos
E o coração nada ardil...
Apego de zero a mil
É paixão até o fim
Amar tim-tim por tim-tim.

Fui com Dora
Comer codorna
(Uns ovinhos)
Na mesa do bar, um chopinho
Ouvindo Bach, Chopin, Vivaldi... 
Viva o dia, viva à noite!
Tudo manso, mero mosaico
E à mesa, o flerte
Na música
De Mozart.
A dois na rede
Me faço breve
E lasco um beijo!
Viva a natureza
Verde que te quero Verdi.

André Anlub

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Escritor, autor de seis livros em papel: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia...