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Biografia quase completa

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Escritor, autor de cinco livros: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos, em março de 2015 lançou Puro Osso – duzentos escritos de paixão e o livro de duetos A Luz e o Diamante, todos pelo Clube de Autores; em novembro de 2015 lançou o livro em trio “ABC tríade poética” pela PerSe e em 2017 lançará Gaveta de Cima - versos seletos, patrocinado pela Editora Darda. É membro e conselheiro da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele (RS) e Consultor pela Editora Becalete. Como coautor participou em mais de 80 Antologias Poéticas em papel e mais de 20 em e-book.

Imortal da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) Cadeira N° 95. Membro Correspondente da ALB (BA), de (SP) cadeira N° 24, da ALG (GO) e também do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa (PT)
Medalha Personalidade 2013 pela Academia de Artes de Cabo Frio, Comenda Excelência e Qualidade 2014 pe…

Tribos urbanas

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Tribos urbanas (16/11/14)
O precipício perdeu boa parte do seu encanto, Deixando fraco canto e a sensação de não ser mais original; As estrelas tornaram-se muito mais convidativas, E o amor na ativa, com sua calentura e seu interminável brilho, Astuciosamente esculpe o seu brio: Antônio Francisco Lisboa – atemporal.
Vem à luz amistosa, A luz da Lua cheia,  Faceira, Que parece acariciar o vento;
Caminha pelas ruas de pedras através das sombras dos postes, dos bêbados e árvores, Dobra as esquinas e passa de janela em janela, de porta em porta; Passa pelas casas antigas, casas recentes e silentes, Casas de Ouro Preto.
Por longas datas as bocas gritaram, cantaram e se tocaram em desejos, Corações se uniram e se iluminaram em suas vielas; As bocas deles e delas perpetuaram e protegeram todo o, e o de sempre, luar.
O lugar e o legado, agora foram contidos pelo silêncio. Só por um instante: - Um minuto de tributo!
Assim como ocas ocas, sem seus índios que saíram para caçar E voltaram com a caça, com a raça e o en…

Ótima noite!

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Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma melhor compreensão de nós mesmos. (Carl Gustav Jung)
Sobre o amor? - Sim, eu conheço, sei bem dessa fábula sei qual o seu curso, bons e maus imprevistos. Falam de alguns vícios, falam de absurdos não provaram na língua o que dizem amargas.
Construo meus barcos no sumo da imaginação: Minhas naves, pés e rolimãs; Como imãs com polos iguais, passo batido...  Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa; Quero ancorar nas ilhas Gregas, Praias dos nudistas e ventos de ação.

Ótima terça

O mapa da alegria em branco
Deixou os corações frígidos.
Só um abraço pra aquecer a vida.

Os que pecaram, ou nunca pecaram, não atirem pedras.
Desde a antiguidade muitos já faziam bom proveito delas.

Quem fala bem passa de jato ou de trem
Quem fala mal pega a cadeira e o jornal.

Sabe, existe um país que tem mais reis que qualquer outro; 
o curioso é que esses reis não colocam a coroa na cabeça, põe no umbigo.

Será mesmo que importa se alguém faz a boa ação para se sentir bem e atender ao ego, se mostrar altruísta e abrilhantar sua imagem para seu vizinho, amigos e parentes? 
Bem, para os que têm fome e frio garanto que não!

Só uma tarde qualquer

Foste no preto e no branco
E trouxeste na mente
Aquela ideia de mim.
Já fazia seis anos
Dos sorrisos benfeitos
Nos olhares, trejeitos.
E o coração nada ardil...
Apego de zero a mil
É paixão até o fim
Amar tim-tim por tim-tim.

Le Petit Maurice

Depois de sair do seu banho...

Reparte o cabelo ao meio,
passa um pouco de Gumex,
no pulso seu belo Rolex.
Separa um trocado pra cerva,
não se esquece da erva
e a chave de seu Chevrolet Veraneio.

Coloca uma bermuda de marca,
um chinelo de dedo,
mesmo sabendo que é cedo,
um uísque e dois cubos de gelo.

Vai sem rumo pra Urca,
louco varrido na praia,
depois uma pizzaria famosa,
com gente bonita faz prosa
(nunca soube o que é uma árdua labuta!)

Esse ano fez trinta anos,
(nunca na vida fez planos!)
mede um metro e noventa,
um par de olhos azuis,
ama bala de menta,
pai rico, famoso juiz.

Estudou nos melhores ensinos,
fez inglês nos Estados Unidos;
mulheres ele coleciona aos quilos,
é inteligente e feliz.

Fundou uma confraria de solteiros,
charutos e bebidas - prostitutas e cavalos
Quando ch…

Ótima semana aos amigos

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"(...) há outro mundo na barriga deste, esperando. Que é um mundo diferente. Diferente e de parto difícil. Não nasce facilmente. Mas com certeza pulsa no mundo em que estamos.”

- Eduardo Galeano

Das mudanças (releitura)

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Bispo do Crato, Dom Gilberto Pastana, chama para caminhada pela vida no 28/04 - dia de GREVE GERAL contra perda de direitos do trabalhador. pic.twitter.com/9Bwt9UvIkq — Jornalistas Livres (@j_livres) 23 de abril de 2017


Das mudanças (releitura) 

Acordei com desejo de tocar-te
Ver teus olhos abrindo devagar... meus baluartes;
Sentir o calor de teus abraços – acalorar do corpo
Beijar tua boca até dar câimbra no maxilar... meu escopo.

Acordei sabendo que laços podem arrebatar
Sendo todos pintores do arco-íris... íris só para enxergar-te;
Responsáveis, loucos motivados... deuses e réus;
Tecemos a seda dos nossos próprios céus.

No mundo que os olhos são quatro,
És minha deusa, sagrada e áurea... pacto;
Tens-me em estendidas palmas... entrega;
Sou uma espécie de servo confesso, podado à rega. 

Acordei mais livre, luvas descalçadas,
Com novos aforismos; com novas alçadas.
Poderei te amar com tenacidade... pela nossa cidade;
Na igualdade e empatia de sermos um só.

Nó cego de vontade própria,
Imprópria a olhos …

Está no sol, mas nem percebe; está na chuva e passa sede.

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Está no sol, mas nem percebe; está na chuva e passa sede.  (madrugada de 11 de junho de 2015)
Todos dizem em voz alta, em alto e bom som, em tom de pura sinfonia com enorme euforia, sem ironia e sem sabotagem, com emoção e pura paixão. A palavra sai solta no ar no caminho que foi imposto... como um castigo. Conjecturas à parte: quatro letras, quatro lindas estrelas.  Presunções à parte: se divide corretamente em duas vogais e duas consoantes. Apoia-se no democratismo, se abriga na coerência das suas idiossincrasias; seja noite – seja dia, dança e canta conforme a música. Tem sonolência, tem ansiedade, há a vontade de estar à vontade para sempre estar. É a hora de se deitar e relaxar; vir e ver o buscar de uma nova meta, de certa cota de colossal comprometimento e entusiástica razão. Há casos raros: entre enormes muros de pedra, na sombra e quase sem água, nascem rosas. No subconsciente está no mar, aquele mar calmo de sonho bom. Agora foi ao parque comprar algodão doce, salsichão e toma…

Despedida X

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Despedida X (11/1/15)

A vida é assim:
De repente a batucada do Olodum;
De repete um “pam” e tchau.

Foi nesse pensamento antigo
Que começou a abraçar excessos.
Nessa sensação de trem expresso
Que já vai chegar, já está chegando.

Usava como sombras a boemia,
Nostalgia e a arruaça.
Ontem ele era um pouco doido,
Hoje continua sendo,
Apenas segue fazendo
Um pouco menos de alvoroço.

Foi cachorro louco,
Daqueles que despontam nas esquinas,
Com alma de menino
E pensamento torto.

Hoje ele é mais ponderado,
Muito mais “na dele”;
Hoje segue na trilha
De trem Maria Fumaça,
Sentindo na alma e na pele
O que deixou no passado.

A vida é assim:
De repente acaba o repente,
Acaba o velho e o novo,
Acaba a sobra e acaba o ouro...
É nesse estouro que se vai um corpo:
(casca de ovo no galinheiro de um Deus).

Luzidio

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Luzidio (2011)

Seu amor é luzidio
Intenso e ao mesmo tempo brando
Franco, quase doce suicídio
Vida vencida, algoz após extinção.

Busco no cerne, no coração esmiuçado, o soluto...
Busco o calor absoluto, mas a energia térmica é fria.

Calafrio, calo e ouço, calabouço
Não sinto nada, aguado, magoado e minguado...
Não sinto nem dor.

Meu amor é breu
Não é seu nem meu,
Apogeu do asco
Cego que só nego...
Tudo que seu amor me deu.

Mas juntos nosso amor é neutro
Uma soma do sincero com corriqueiro
Céu ou inferno... não importa
Nossas tortas portas sempre abertas...
Dão passagem ao amor inventivo e verdadeiro.

André Anlub

Do chão ao empíreo

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Pássaros que vem e que ficam também são os pássaros que passam.

Do chão ao empíreo (29/03/13)

Vou fiscalizar nosso termômetro da relação
Tem que permanecer além de quarenta graus.
E nossos complexos e imensos litorais
Sempre agitados com grandes furacões.
Mas está tudo de bom
Gostamos assim.
Devemos manter sempre os pés no chão
E deixarmos tranquilamente o girar da bola.
Mesmo com as areias quentes, queimando
E nada mornando o mormaço na cachola.
Deixei a vaidade ir embora
E na raça e coragem
Apertei o cinto e a embreagem
Engrenei a quarta
Arregacei as mangas
Pois já passava da hora.
E voltando ao furacão
Que carrega tudo por onde passa
Demolindo paredes sólidas
Abalando alicerces
“liquificando” a massa
E deixando escombros no chão...
A queda nos obriga a levantar a cabeça
Reconstruir com paciência
Cada passo, cada tijolo,
Cada pecado e cada inocência...
Erguendo-se mais rígido e harmônico
Com o cimento da convivência.

Imponência

- Que fatalidade: ao fechar seu zíper, Zappa perdeu seu Zippo; ficou com o fumo, mas sem consumo, sem fogo, sem fósforos; ficou famélico e – quem diria – com fisionomia de abstêmio, perfume de absinto e sorriso de feijão-fradinho... Mas com uma caixa cheia de barrinhas de cereal sabor chocolate com avelã. 

- Rótulos são para todos que gostam; conteúdo é só para quem o procure e mereça.

Imponência

De uma forma deveras palpável
A grafia renasce no arcabouço 
Vindo de uma sensação mutável
Tornando-se finalizada ante o esboço.

As letras jamais envelhecidas
Amareladas com rigidez perene
Órfãs sem jamais terem nascidas
Lapidadas pela sutileza do cerne.

Apólogo nas mentes funcionais
Decreto soberbo dos irracionais
É boa imprecação em todas as formas.

Sem acatamento diante da alusão
Dona de si perante comunhão
Jamais dará ouvidos às normas.