Voo entre terra e céu, sonho q crio na escrita Lua q derrama no papel, Sol q desbanca na tinta

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7 de dezembro de 2016

Meu Mar é mais melo que marmelo




Meu Mar é mais melo que marmelo

Dizem que a inspiração vem pelo ar,
E é absurdamente bem-vinda, como o amor esvanecido.
E as asas invisíveis já estão batendo em sintonia...
Distintas criações e influências passeiam pelo ar;
Surgem e vão-se como uma espécie de epidemia... voejando;
Passam por frestas de janelas, levantam e assentam folhas,
Ouvem besteiras da larga e desumana boca da intolerância...
Que um dia há de se acabar.

Seguem voando...
Incidem nos cabelos das morenas, das meninas,
Pegando carona em seus luxuosos pensamentos...
Aprofundam-se em sonhos e estacionam nas imagens, 
Nascem delas ou as inventam; criam pessoas, situações; 
Criam o Mar e canoas – criam o navegante – esculpem a perfeição.

“Queijo coalho, pamonha, acerola, açaí”...
Gritou o vendedor enquanto eu resolvi rabiscar esse texto;
O açaí lembrou-me o Mar.
Quero o som do Mar, a visão do Mar, o sabor do seu sal.
Tombar na monumental percepção de bem-estar;
Mesmo estando longe, e onde mais eu estiver...
Quero seus beijos, seu toque, seu banho.
O açaí e o tudo me lembram o Mar,
Lembram que o amor foi mergulhar e não voltou,
Transmutou-se em Mar...
E assim está bom; está de bom tamanho.

André Anlub

6 de dezembro de 2016

Pegadas do mar


Pegadas do mar

O mar bate, volta, se revolta e descansa...
Banha a criança, o idoso, o jovem, a moça...
É dança! 
O mar crê que ficar agitado é dar espaço a outras existências.
Bondoso, bravio, carrega a lua e navios, sua completude tem força.

As aguas felizes que molham e salgam as essências.
Onde o mergulhão dá seu beijo da vez
Onde o mergulhador contempla o salão.
É dança!
Sendo então uma força o mais imponente
Enquanto o surfista – em desafio – sem piedade rasga sua tez

O mar segue e seguimos o seu puro ser, para sermos.
Longe ou perto conectados na vivas memória e fragrância...
Bate a vontade de constituirmos parte da sua história
Tudo no fato do seu infinito viver, para assim vivermos.
É dança!

André Anlub
(6/12/16)

5 de dezembro de 2016

Nada e tudo



Nada e tudo

Nada poderá ser dito
Pois coisa alguma mudará o agora...
O concreto é espelho
São olhos verossímeis e diretos.

Nada poderá ser visto
Pois tudo é breu
Qualquer fagulha nesse espaço...
É como vulcão no vácuo
Tamanho sem poder.

Nada poderá ser tocado
Pois se não pode ser visto...
Onde estará?
Absolutamente preto no preto.

De repente alguém saiba o que é para ser dito
Até tocá-lo com delicadas ou nervosas mãos
Quiçá vê-lo nitidamente
Aonde se encaixam o sim e o não.

Mas se estiver no âmago de um buraco negro
Na fantasia de um artista
Ou meramente no amanhã?

André Anlub

Sempre vivo


Sempre vivo

Precisamos de dias mais longos,
cheios de ar, aves;
árvores por todos os cantos,
cantos açucarando os pesares,

Afagando aos ouvidos.

Ouvi dos sinceros seus sins,
som de detalhes.
De talhes simplórios,
corpos notórios, 
felicidade e gemidos.

Precisamos de larga boca
e nada oca a mente.
Mente aquele que no medo,
em segredo,
no paladar do azedo, 
expõe que não ama
e não segue passo à frente.

Por aqui, por ali,
o sol nasceu mais vivo,
vi você de repente,
menos breve e arredio
arrepender-se contente.

André Anlub® 
(4/11/13)

A voz


A voz

Finalmente uma tal voz foi escutada
Buscando na verdade o seu alicerce
Na certeza de ouvidos a ouvirem
E pela maioria ser desvendada.

A princípio fez de conta ser coisa ingênua
Para depois elucidar os básicos detalhes
Voz esperta e complexa de gente humilde
Que repassava a realidade de histórias tristes.

A tal voz descongelou de longas datas
Levantando sua bandeira e seus princípios
Perdendo a timidez de ser sempre atada
Enfrentando a indiferença dos inimigos.

Mas a voz não se viu representada
Os que ouviram fingiram indiferença
Perdeu sua crença, achou sua mágoa
Restou o confinamento de manter-se calada.

André Anlub
(5/12/16)

Manancial


Manancial 

Bebi em fontes de águas puras, outras nem tanto
Ri com os anjos e joguei com as bestas
Coisa besta é não citar meus prantos;
Coisa e tanto é que eu não me envaideça.

Em diversos sonhos banhei-me em cachoeiras
Que iam além dos vales, dos tempos, da verdade.
Minha vaidade não me deixa enfermo, arrependido;
Minha crença ensinou-me o aprendizado desde menino.

Nos inúmeros afluentes que percorri,
Me sequestrei, me sabotei, me socorri;
As memórias fortes de quando fui fraco,
Fizeram meu olhar mais amplo e menos vazio
Me colocando sempre e corretamente nos trilhos.

Manancial que nunca seca, de vida não tão sã,
Fez o que fui, o que sou... fará meu amanhã...
Transformará os destroços em uma nova muralha,
Beijará o meu momento abençoando minha alma.

André Anlub
(5/12/15)

Dueto XV


A doidice raiando em açoite,
Que acalora nessa noite,
Com a inspiração no girassol (que dormia)...
Fizeram eu, minha 35 mm e minha rebeldia
Idealizarmos a noite tornando-se dia

Surto na lua brilhar quão o sol. 

Dueto XV (André Anlub e Rogério Camargo)

Depois que a sombra tomou conta da lua, fazendo-se menina também,
Desenhou um sorriso (lá e cá), e agora almeja ir além.
Depois que a lua mostrou à sombra que era ela e mais ninguém,
Desvendou os mistérios, trouxe a paz que apraz o “porém”.
Estavam as duas como sempre estão as duas quando o mar se acalma,
Ponto de luz cintilando no espelho, desvanecendo o receio de um futuro breu na alma.
Para a imagem de sol que guardava ainda na lembrança, ergueu as mãos, mostrou as palmas,
Sentiu o respeito, o respiro, o silêncio, a saliência e o bendito dos peixes e de todas as finas floras e faunas.
Era um tempo gasto em se mirar nos espelhos das águas mansas e reticentes,
Em ver o próprio rosto sorridente, ver felicidade e futuras pulcras nascentes
Onde reconhecer a sombra das coisas e a sombra das gentes.
Assim molda-se a vida, construindo as saídas pelos naturais caminhos
Que dão à sombra da lua modo e razão para amar seus desalinhos
E ela se dispensa; entra em cena e põe a mesa a energia dos astros vizinhos.

26 de novembro de 2016

Espadas da vida


Espadas da vida

Coisas se vão, coisas em vão, 
Casos a mais e a menos...
Coisas são apenas coisas;
Casos são meros momentos.

Ideias às cegas que surgem ligeiras,
Com esse vento quente de dezembro...
Dizendo-nos quais nós desatarmos
Nessa tarde que transborda em asneiras.

Ideias liquefazem-se em fendas,
Como fezes em fraldas;
Como amalgamas em águas;
Não antes de mostrarem-se valer a pena.

No espaço entre as cascas do tempo,
Onde forjam as lâminas; onde não cabe saída.
Enquanto o vento arrasta as folhas secas,
As ideias são postas em prática
Na pragmática e corriqueira corredeira
Que passa com pressa pelas veredas da vida.

Sorrindo e assobiando aos cantos
Nos cantos que os vivos se mostram;
Prostram coisas que não prestam,
Protestam posando de piegas. 

Guerreiros são meros guerreiros
Pois só cabem a eles as declarações:
O que são amores; o que são desilusões.

Duas espadas em batalhas distintas;
Duas espadas que só a imaginação enverga.

André Anlub
(25/11/16)

25 de novembro de 2016

Espadas da vida

Espadas da vida

Coisas se vão, coisas em vão, 
Casos a mais e a menos...
Coisas são apenas coisas;
Casos são meros momentos.

Ideias às cegas que surgem ligeiras,
Com esse vento quente de dezembro...
Dizendo-nos quais nós desatarmos
Nessa tarde que transborda em asneiras.

Ideias liquefazem-se em fendas,
Como fezes em fraldas;
Como amalgamas em águas;
Não antes de mostrarem-se valer a pena.

No espaço entre as cascas do tempo,
Onde forjam as lâminas; onde não cabe saída.
Enquanto o vento arrasta as folhas secas,
As ideias são postas em prática
Na pragmática e corriqueira corredeira
Que passa com pressa pelas veredas da vida.

Sorrindo e assobiando aos cantos
Nos cantos que os vivos se mostram;
Prostram coisas que não prestam,
Protestam posando de piegas. 

Guerreiros são meros guerreiros
Pois só cabem a eles as declarações:
O que são amores; o que são desilusões.

Duas espadas em batalhas distintas;
Duas espadas que só a imaginação enverga.

André Anlub
(25/11/16)