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Biografia quase completa

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Escritor, autor de cinco livros: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos, em março de 2015 lançou Puro Osso – duzentos escritos de paixão e o livro de duetos A Luz e o Diamante, todos pelo Clube de Autores; em novembro de 2015 lançou o livro em trio “ABC tríade poética” pela PerSe e em 2017 lançará Gaveta de Cima - versos seletos, patrocinado pela Editora Darda. 
Como coautor participou em mais de 80 Antologias Poéticas em papel e mais de 20 em e-book. 

• Técnico em Prótese Dentária formado pela SPDERJ.
• Artista Plástico com obra no Acervo Permanente do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Bahia.
• Membro N°55, escritor e conselheiro da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele (RS)
• Consultor pela Editora Becalete.

Academias:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) Cadeira N° 95
• Membro vitalício e Embaixador Internacional da Academ…

Ótima noite

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Quando a mente e o corpo estão em absoluto equilíbrio
o achaque de um mundo inteiro não passa de um arrepio.

Utopia do bem viver (2010)

No final tudo dará certo
Águas límpidas em terreno fértil só pode acabar bem
Vi folha seca cair e adubar
Ouvi cantos desafinados de pessoas zens.

Chorar sozinho não faz mal a ninguém
Muitos estão sozinhos; muitos estão mal acompanhados...
Se te encontrarem de joelhos deixem que te achem maluco
A verdade só pode andar junto com o ser - primeiramente por si mesmo - amado.

Árvores mais altas tem os frutos mais doces
Muita gente não gosta de açúcar.

Vi-me pensando na vida e questionei-me;
Peguei-me ouvindo as ondas e mergulhei...

Olhando estrelas do mar e do céu senti-me maravilhado
Respiramos a vida, respeitamos a vida, natureza e além.

Comemos o fruto proibido, que na verdade se podia eu não sei;
Dando as mãos iremos longe, mas o perto é menos afanoso.

O que é gostoso muitas vezes pode fazer mal
Olhando para baixo ou para cima é maravilhoso
Sentindo o amor se espalhando, ag…

Da loucura, do som, da união

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- A condição “sine qua non” para sua existência é macabra:
Língua de serpente, asa de morcego e chifre de cabra
Seu amor é cego... 
Arrancou-lhe os olhos.
Nesse holocausto é só mais um fausto
Fato verídico que poucos notam
Na ponta da faca escorre uma gota
Podendo ser sangue, suor ou pranto.


- Às vezes uma doença grave pode ser a irmã mais velha da fé.


- Aves que voam no além-mar
Sentindo a salinidade existente
Liberdade de tocar a epiderme da vida.
Aves migratórias de voos extensos
Atravessam continentes com suas asas enérgicas
A brisa é sua amiga e confidente
O homem aqui embaixo
Plantado! confinado na inveja.


- Cai dente de leite
Estrela cadente
No céu da boca.
Dança de línguas
Mingau adoçado
Letrinhas na sopa.
Um pé de manga
E bem ao lado 
Pé de fio dental.
Um ponto final
Logo depois
Etecetera e tal.


Da loucura, do som, da união
Larissa Linda Rosa e André Anlub (Minas/Rio - 17/5/13)

Quando o batuque ecoa em meus ouvidos
sinto o vento da floresta
escuto sua escuridão
a ritmar as batidas do meu coração.

Som de idolat…

Caso do Acaso do Amor

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Caso do Acaso do Amor
Belas brumas sobre águas de um charco, Achaques dos impérios de um só Rei; No brilho lírico do meu espírito de porco, Oco ato da ata do fato em feito se fez.
Perdura perdida sem remos nem barco, Parco pecado, e cria-se um grande amor; No horror do ontem o hoje se torna infinito E como amiga navego banhada em um fardo.
Sinto-me colhida e calhada madura, Do pó ao pé da árvore que vocifera a vida; Ávida, nasci – nascendo – para todo sentido... Sentindo o amor, de pé ao pé de um novo muro.
Natural, ao natural, no atual e sublime, Sublinho e friso a cega irmã da justiça (eu); Nem me atiço: entro fresca na alma e na carniça Deitada calmamente em uma cama de vime.
Te aceito, traiçoeira paixão imprevista, Amor à primeira vista (meu início); Faço do acaso companheiro (terra à vista)...
Agora dono do meu mundo inteiro (precipício).

Finitude

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Fim de tarde – Finitude – 7/5/2015 

Taras, manias e projeções: trupe rebelde de pássaros perdidos. Eis o fato fictício do inexplicável improviso; fez valer a música desafinada com voz quase nada dentro da canção elegida errada, mas em boa companhia. Abro a boemia com som de interrogação. Abro a mão e leio a linha da vida, sem contramão. Trago, mas não trago o que me viciou e vicia para bem perto de mim, bem ao meu alcance, quase extensão da ponta dos dedos. Não abuso – sequer uso. Cresce no quintal a árvore que enfeita a melancolia de dias obtusos e noites à revelia. Cheira no quintal o cheiro de mato verde ao cair da tarde e da chuva fina. Pinta no quintal o viveiro natural dos amigos de asas, parentes conexos da fértil mente. Não há nada tão belo e tão próximo a mim que meu simples sorriso ao vê-los. Admirar nada me cobra, me custa, mas faço questão de pagar acrescendo minha estadia no mundo ocioso e belo. Lavo o corpo e vou-me ao encontro da garbosa era de reflexão – hora de meditar…

No tempo certeiro

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No tempo certeiro (7/1/17)
Hoje meu céu amanheceu encarquilhado Com tons bucólicos e forma cactácea; Dentro de um escarcéu de folguedo afundado Circo pegando fogo; chama em círculo de encruzilhada. 
A breve paixão derreteu ao calor da ideia Escorreu pelo meio-fio; se escondeu na própria sujeira. De asneira em asneira minha juventude torna-se velha; De vela em vela rezo a oração de uma vida inteira.
Posso e passo, verso e frente, sou veemente crente; Logo veio-me um pensamento peremptório: Eu, engravatado e indiferente, esgaravatava o dente... Tudo diante e dentro da minha breve memória.
Já fui esnobe, indiferente sem nunca pisar em ovos, Sacudindo pouco minha alma diante dos belos corpos. Certa noite caiu mais doce, e meu coração foi usurpado... Sem culpa ou culpado, sou no amor paciente e derrotado. 

Ode a alguém que conheço

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É mentira (Ode a alguém que conheço)
– Habitua-se a tudo na vida... Flexibilidade. Quando se habitua com assiduidade dá-se o nome de comodismo.

Ouço aquele antigo e famoso soneto; aquele soneto penoso, faceiro e genioso. Criou um rolo que rola pela rua ao desígnio; sopro do delicado açúcar que soa e sara como seiva na sua nuca.
Vou fingir ressentimento, pirar e respirar o mais fundo possível: vem passando o caminhão do “fumacê”. Faça como fiz: coloque seus espertos óculos espelhados e vire um servo que serve de espelho aos cabelos despenteados dos amigos.
Lá vem ele de novo! - enganou-se o bobo na casca do ovo. Teve tal sujeito sem jeito para quase nada, mas que fez cabana na colina. Colhia taioba e fazia um refogado supimpa. Tal homem babava – bebia sidra e dormia cedo, sonhava muito e muito sorria... era gente boa, boa bica, de boa índole – dependente de sol e insulina. Lá vai ele de novo! - é mentira!

Desjuízo final

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Desjuízo final
(Círculo de fogo - faca e ferro no jogo)

A tarde cai e muitos colesteróis sobem
É nobre (talvez esnobe) de se dizer: tudo vai passar!
Sob a luz do tempo, num “time” perfeito, o enfermo se recupera
Numa longa espera até o novo penhasco para pular.

Palidez nas folhas, mas nada importa...
Há o abre e fecha de fechos e de portas
Pessoas em carros, em coros, em choros atravessam ruas
Carcaças, cachaças e almas ficam nuas
E a terra permanece capengamente a girar. 

Renasce a felicidade que grita, e torta sobe pelos ralos
Inspiração que preenche as folhas; rolhas saem dos gargalos...
As garrafas se abrem (elixir) à boca de torneira
Vem tonteira, agonia, ventania feito zoeira.

Dias dos dias para jogarem-se os dados e tudo voltar ao anormal;
“Psicodelia” rasteira, confusão (ultra e extra) mental...
Nenhum sinal de nuvens; nenhuma sensação precoce
Só a espera do coice para um desjuízo final. 

André Anlub
(22/6/17)

Ótima quarta

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Mesmo você não sendo negro, pobre, sem teto/terra, dependente químico, descendente de Sírios, Libaneses... homossexual e afins... A Luta por direitos, travada por aqueles que você não simpatiza – pois não fazem parte do seu “lado” – irá um dia ter a ver com você e/ou beneficiar alguma ideologia sua.

Entrevista para a Pérola Bensabath Oiye em Janeiro de 2015

Você é famoso por suas frases de impacto. O volume 3 das COLETÂNEAS ELOS LITERÁRIOS está usando uma de suas frases como "frase-guia". 
2 - Quem é André Anlub, o ser humano?
 - Sou um cara tranquilo, simples, sincero, de bem com a vida que teve/tem muita sorte e muita gratidão com a família, a poesia  e com uma força maior, superior; sou um cara de fé que acredita na verdade, na filosofia, no amor, em aproveitar a vida, acredita na música, na natureza e no ser zen. Anlub tem muita simpatia pela doutrina Budista; falo “Anlub”, pois é um apelido muito antigo de adolescência, que faz uma espécie de anagrama com meus nomes e o pri…

Óleo da mola do mundo

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A consciência deve estar leve que não há maleficência que leve.
Óleo da mola do mundo (19/6/13)
Mesmo o planeta sendo redondo, E fazendo frio nos polos, Nada mais importa, Pelo menos agora.
Após a ideia original De algo ser descoberto, No som – aos olhos – aos toques, Tudo vira cópia.
Não podem expor a verdade E não ligam se alguém o fizer. São loucos que rasgam dinheiro, Com o sorriso de um rosto inteiro No mistério do palhaço e o sério.
Então se voltam somente para o lucro, Para a pobreza de míseros vinténs; Com o víeis do santo sepulcro,
Ou a graxa da (es)mola do mundo.

Bom domingo!

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Saramago - 18 de junho, 7 anos depois.
Saber que está sendo enganado, e nada fazer, só te adiciona na lista dos que te enganam.
Manhã de 1 de janeiro de 2016
Nada como um peixe após o outro... um anzol no meio... e nada bem. Depois dos percalços vividos ficam calos e vestígios... carrego os ossos do ofício, com mais cálcio e cuidado; cuidado... na minha vida não entre sem aviso! Já na estrada, na esteira estreita do caminho desconhecido; voo de encontro ao mar e a mim mesmo; vou mergulhar nos mistérios de algo novo que na verdade é eco presumidamente vivido e esperado. Talvez absolvição, quiçá apenas passo à frente, colocando um tijolo na parede e milhões de batidas no coração. Chegou minha vez, outra vez, já é quase sempre; sorriso de orelha a orelha no misto de querer a vez com a poesia em excelência e essência. É bom demais, é gratidão, é usufruto, é ‘usufarto’. Olhar por cima do muro é xarope de bom humor concentrado, em estado sólido, massageia a alma e retoca a alegria; é o present…

Houve um tempo

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Houve um tempo (20/1/15)

Um homem saiu para procuras utópicas longe de pessoas estigmatizadas 
Com tatuagens internas do interesse e da cobiça;
Focou os fulanos que não apontam dedos, vivem livres de julgamentos (amores, famílias, conhecidos – pérfidos); vivem presos a coisas próprias (autoconhecimento).

Houve um tempo que a vida era quente,
Saborosa, bem passada, ou no ponto, ou al dente.

A vida abraçava o fulano, ofertando beijos,
E nesses beijos o vendava;
Ao invés do breu ele assistia a um filme,
Sentia o vento, saboreava vinho,
Vida com ritmo, alegria entorpecente.

Fulano se conhecia muito bem... 
Defeitos – qualidades
Força – fraqueza.
Foi um homem como muitos outros,
Apenas não desistiu, não entregou o jogo.
Cresceu, mas continuou criança,
Seguiu na andança além dos delinquentes.

Fulano gostava dos paradoxos da vida, 
Das antíteses do ser, do estar, do viver;
Gladiava-se com algumas sombrias sombras
Festejava com algumas brancas brumas.

Houve um tempo e esse tempo se foi.
Há o hoje com pintura, com m…