22 de novembro de 2021

Excelente semana aos nobres amigos












Assim começa a história:

Tatuou todo o corpo, sem treta,

e para não fazer desfeita,

deixou que tatuasse toda a sua memória.


Cantar do futuro


Na trilha do som e do cheiro,

entre outros planejes,

já havia o longo tempo de um asilo,

e saiu, enfrentou,

nisso e naquilo,

foi certeiro.


Conhecia um pouco de tudo,

e de todos a prudência do cantarolar,

mas de cor, tão-somente, do sábio sabiá.


O verde vivente evidente,

fez nuance nos raios dourados do sol,

que surgiam e sumiam

ao bailar de folhas,

no cair de sementes,

da jabuticabeira.


E a comunhão com a quietude,

ao chegar o negrume,

o que estaria por vir?


E os motores aos ouvidos em dores;

os odores do carbono a calhar;

o cruzar de mil pernas;

as janelas com visão limitada;

e a empreitada de ser e estar.


André Anlub®

17 de novembro de 2021

Das Loucuras (zeitgeist)


 










Das Loucuras (zeitgeist)


E a lava corre quente, venenosa e ligeira

Pelas veias e artérias do mundo

Uma leva nada leve segue esse fluxo vagabundo

Achando todas as críticas, besteiras.


O chá preto e a mente em branco

O banco lhe cobrando taxas

As tachas perfurando o cano

O que se passa com as uvas-passas?


Aquele olhar meio de lado

Pelado, o meio-ambiente agoniza

Pois ninguém quer sofrer calado

Feito a natureza que o homem aterroriza.


Ao enforcar o outro grita que a paz é o intento

Mesmo com a lupa nunca vê a saída

É preconceito nascendo em qualquer vento...

Na venta o cheiro de pólvora da bala perdida.


O chá branco e a mente é preta

Penteando macaco e o tal cabelo em ovo

O que há de novo, que nesse fronte há treta

O que há de velho, que é nas costas do povo.


E a lava resfriou novamente

Transformou-se em estrada para um novo pouso

Alguém lá em cima vai salvar o planeta,

Já estava na hora de no fazer contente.


André Anlub®




13 de novembro de 2021

Líquido sagrado de Baco














Sinto muito quando meu coração aperta

E nesse aperto ele grita, se expõe e seca.

Compreendo pouco quando fingem indiferenças

E nesse embuste são vítimas de seus próprios estratagemas

São guerras internas

São cegueiras eternas.


Por que fui tão rude com ela?

Pensei como seria o presente 

se no passado agisse diferente 

Ponderei as decisões que tomei

Algumas sensatas, muitas egoístas

Algumas erradas mas otimistas

Mas muitas, mas muitas mesmo

foram precipitadas e a esmo.


Ando com ideias antigas

de modernizar meus conceitos.

No fundo, são adágios superados...

Há tempos que tenho a teimosia saudosista

de querer ser atualizado.


Coloco nosso “amor” ente aspas

Para que em cada dia que nasça

Possa ter uma definição diferente. 


Derramo-me ao extremo no chão, no choro, no corpo e no copo...  Mas só por você.


Líquido sagrado de Baco


Rigoroso esse tempo bom na tela do céu azul,

Enorme pingo quente dourado, 

Mas amargurado ele caminha sem norte (também sem sul).


Só esperou o cair da noite e foi-se frenético abraçar a boemia:

Nas mesas bambas dos piores bares sentiu-se bem, satisfeito,

Era aquilo ali (Alá, a luz, além) que ele queria.


Com as paredes descascadas e encardidas, 

Banheiros de intolerável cheiro ruim;

A meia luz...

A farra no garrafão de vinho barato que esvazia:

Todo feio se faz tolerável;

O detestável é a alegoria da vida.


Com três palitos de dente se faz um xadrez psicológico,

De deixar Freud confuso e Confúcio fã de Pink Floyd.


O que eu faria em uma atmosfera assim? 

Além do porre corriqueiro:

De janeiro e meu aniversário;

De ver estranhos saindo do armário;

De tudo que é falso tornar-se verdadeiro.

O que eu faria?


Largaria o último copo e voltaria ao primeiro,

Desde onde a mente vai demudando,

O tom de voz aumenta, palavrão atroz vira salmo,

E enterra-se qualquer tormenta.


O que eu faria?

Vou voando – bem calmo ao terreno estrangeiro.

A insanidade das horas perdidas no líquido sagrado de Baco:

Com uma mão vai afundando o barco

E com a outra fornece o salva-vidas.


André Anlub®




11 de novembro de 2021

excelente quinta












Esvazie-me – preencha-me

conheça o verso e o avesso,

rima após rima,

sabe que deixo!

E depois,

ao acordar sozinha,

vá viver se estou na esquina.


Limpeza (um quê de Bovarismo)

A realidade concorre com minhas vertentes,

e elas, céleres e insanas, saem na frente.

Ouvi dizer que sempre vale a pena.

Faço roleta russa com o imaginário,

e nesse voar de um total inventário

castram-se cobiças e integra-se a pena.

Vozes tendem o som do trovão

apocalíptico pisar no vil tédio.

Letras brotam num mata-borrão,

curam, inebriam, quão doce remédio.

Estouram paixões sempre aludidas,

cantam canções, danças nas chuvas.

No certo e no cerco um céu de saídas,

arte que inspira expurgando áureas e auras turvas.


Ser brioso

Demasiada compostura

Poeta afetuoso

Sem um pingo de agrura

Escreve torto em linhas nuas

Inspiração ao natural

É um vira-lata puro

O ostracismo de sombra

Assombra o vento que bate

Deixa as portas abertas

Entra o vento de tumba

Do personagem morto

De um Shakespeare atual.



9 de novembro de 2021

Das Loucuras (o voo e o pouso da coruja de Atena)

 










Das Loucuras (o voo e o pouso da coruja de Atena)


E a inspiração mergulha profundamente num cio...

A infalibilidade da coruja ao perceber sua essência,

Na metáfora proposital da “inteligência vazia”,

Deixa todos como num sonho – invídia –, a ver navios.


Segue sua vida na humildade da experiência,

Hoje se vai, ao contrário de um passado “dia do fico”...

Assimilando a lógica e logicamente, assim, mirando

E calando modestamente o bico.


O voo pela vida não é alto, pelo contrário,

É extremamente profundo.

Entra num túnel confuso, arbitrário,

Flerta com o mundo, o submundo e o sobre mundo do tudo. 


A coruja é faceira de infinitas faces,

E fazes que fizeram, fazem e farão feitos infindos.

Abre as asas e defeca nos trastes,

Agarra com suas garras e beija os bem-vindos.


Ao som de Charlie Parker passeia no parque,

Delicia-se com a delicia de ser quem é – à vontade!

Tudo que ensinarem está de bom tamanho – é de praxe...

É receptiva ao aprendizado; é devoradora de detalhes.


O pouso bem suave numa jam session é seu lema,

Seus ouvidos agradecem todo esse afago.

Por hoje basta de sacanagem, capricho ou moralidade...

Amanhã lubrificará as engrenagens para o Sistema.


André Anlub®



31 de outubro de 2021

Das Loucuras (vivendo ainda em construção)



 Das Loucuras (vivendo ainda em construção)


Feições alegres em refeições fartas,

Farpas furando pés, ao pé da letra. 

O prego enferrujado na sola do sapato,

O emprego da palavra certa

 É o incerto do desempregado.


Dois dedos de pinga

E pingam suor e sangue adoidado,

Nesse corre e corre,

Nesse corte sem cura

De revanchismos baratos.


Segura essa:

Assegura alguém que essa história termina bem,

Sem abismos...

Contudo, mesmo com tudo e todos, 

Há os pessimismos.


O chefe Apache faz o de praxe:

Incendeia a rima...

A tribo só confirma, é o disfarce.

Ninguém aproveita a sombra

Do coqueiro solitário na ilha...

E nós aqui, vendo os meus lábios tatuados

Na sua virilha.


Na boca do lixo o grito do absurdo,

A prensa que é a pressa que faz a prima...

Mas no nosso caminho há silêncios,

E indícios de areia movediça...


Às vezes o tiro é à queima roupa,

E sempre isso pouco importa...

Agora está você roubando a maresia

Que antes refrescava as minhas hortas. 


Saudosismo que nocauteia as memórias,

Inventando absolutos do submundo...

Estou eu, doentiamente organizado

Na bagunça de vitórias e derrotas.


A jiripoca pia; a pele arrepia,

E tudo sempre esteve escrito...

Foi para ser assim – foi para ser infinito...

Mas é tão obvio, pois não pode ter fim

Onde jamais houve começo.


Na morte não sabemos

Se a escuridão nos abraçará...

Mesmo assim me olho no espelho

E com esmero

Penso em mim, em Roma, em Nero

E o que for que seja, será...

Eu mereço.


André Anlub®




29 de outubro de 2021

Excelente sexta a todos



Das Loucuras (último escrito de 2018)


Sem rabiscos, pois não tenho mais 18;

Sem pernoite, sem biscoitos, tudo há tempos.

Livre dessa loucura que acabou me fazendo banhar na cura...

Vejo-me sem agrura dos maus ventos,

Mas não ainda do jeito que se procura.


O lá lá lá de Milton, de pano de fundo,

Um olhar vagabundo, de fim de tarde.

Já foi tarde o pensamento absoluto

De ouvir a certeza sem ter certeza de não ser surdo.


Sem abismos e que haja fomentos oportunos...

Sou cacique, sou xerife, fecho o tempo da maldade.

No pensar desse ano, fez-se engano nas pretensões de liberdade,

Dentro dos planos malfeitos, mal acabados ou nascituros.


É tudo ou nada? 

Né nada, borra nenhuma...

Folha de taioba, tapioca e inhame em inhaúma.

Veio a chuva me trazendo segredos antigos,

Pelo comodismo estavam esquecidos,

Agora, pela destreza,

São lembrados com delicadeza.


Apuro em apelo – é puro – é verdade...

Mas isso seria voltar ao começo – não vem ao caso.

É a maravilhosa mão da vida

Deixando-nos a esmo (livre arbítrio)...

Sem árbitro, sem desprezo, sem brio sem ermo,

Vindo ao encontro do outro, de você, de mim mesmo.


Continua em 2019...


André Anlub

23 de outubro de 2021

A candura do aplauso

 



A candura do aplauso


É, joguei a toalha - acho que já escrevi isso antes

No meu inferno de Dante, a vida sempre me malha.

Larguei novamente a navalha, deixei-me ir no amor

O sol vai sorrir ao se por; a lua desfaz tal fim triste.


De tempo em tempo a mente não mente, e molda, e muda...

Como uma mola que estica e torna-se um espeto de aço.

Tirei meu colete à prova de balas e delineei meu espaço

Derreti meus nervos de aço nessa equação absurda.


Há sempre notas musicais que adornam o dia

Aliviando os tímpanos, desopilando o fígado.

Compete aos comprimidos cumprirem sua sina

Todas as bodas de Fígaro têm certo tom de ironia.


Salve, salve, pois a maré sempre estará para peixe

Por isso deixo essa deixa; por essa haverá quem se queixe.

Uma Quimera, uma Górgona, uma goela, uma garrafa 

E a nau sem vela nem leme, o lance é lançar a tarrafa. 


Suprimindo qualquer coerência, homens seguem otimistas

Nessa vida de artista, a arte foi quem pintou o seu sete.

No deserto doído da alma, colocaram certas cores intimistas 

Desdenhando de peça e de palco; desenhando o aplauso à vedete.


André Anlub


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Das Loucuras (na hora que o barco afunda, jacaré vira tronco)


Parte I – a descoberta


Nuvens cinzas passaram a mil nesse celeste céu

E o sol afinal mostrou toda sua sexy nudez.

Contornos calorosos que incitam à criação

Fez as mãos darem mais um passo rumo ao pincel.


Fina camada de um lilás bem forte no residir de sua alma

Felina, selvagem, certeira;

Faz em mim lambança, lembrança, loucura.

Águas que molham a timidez dos desertos

E inventam de tudo para purificar o que já é pura. 


As mentiras estão lá,

Em letras embaçadas fora de contexto;

Mesmo sóbrio ninguém nunca será mais o mesmo

Nessa narrativa bem-vinda totalmente no eixo.


Toalhas voam e mãos balançam em desespero

É o enterro do ermo que já se encontra a sete palmos.

Saltos ornamentais para se viver apenas mais um dia

Quem diria, qualquer um pode contar um falso segredo.


Nuvens cinzas estacionaram sobre o ninho...

E num deus nos acuda, o diabo quer que o mundo obedeça.

Rápido, bem rápido, a força se esvai com a falência.

Tentando alcançar a cura que voa num vazio. 


Olhos tremulam numa convulsão astronômica

Abundância de liquido limpo que inunda as artérias

Um ensaio perfeito num antidepressivo harmônico 

Na intensidade absurda enterra-se o roteiro de tragédias


As informações estão ai,

Em letras garrafais dentro da garrafa;

Alucinando o inconsciente

Numa ciência cômoda e bem-vinda.


Nessa lida divina, 

Perfeita trilha,

Na conjuntura “ente safras”,

Definitivamente mergulhado no tempo;

Nessa altura da vida,

Respirando a contento...

Paro e piro,

Pois tudo conspira para que eu me safa.


Saio safo de um crime perfeito,

Num dia preciso e num sonho embriagado...

Dormindo num domingo qualquer,

Numa alameda largado.


André Anlub

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.