Indo ao Brio e pequena ponderação


Indo ao brio

Pousa para dar pé, pausa para um café;
Asa em construção – voo em atuação;
Ao distante a verve chamando, pois...
Incitante é a vida entoando:

Ela está insatisfeita (sem motivo),
Vive questionando o próprio talento,
Diz que é como um cágado...
Está lenta:
- não consigo agora chegar, ou, talvez, me virar no improviso.

Pausa para ter fé, pousa para outro café;
Pena, papel, ideia e silêncio...
Deixou bem longe a peleja, a amnésia,
A ausência de novo pensamento...
A inércia.

Alçando voo desbancando o frio, cruza o vale e o rio,
Voa com os sãos falcões peregrinos, aves de rapina, 
Sente quão facões na espinha, rasgando a carne e a alma...
A inspiração que lhe ataca, 
Afaga, assanha... e, na manha, a eleva ao brio.

André Anlub®
(6/8/14)


Há um vírus pernicioso que atua na contemporaneidade, sai dos grandes meios de comunicação (rádio/TV); há um vírus agourento que faz com que nivelem o povo por baixo, empurram goela abaixo o que se produz com menos disciplina, menos conhecimento, menos sonoridade e até letras pleonásticas e rasas... (sem querer citar exemplos e nem citando). Na literatura acontece a mesma coisa, só que é um pouco pior, pois o brasileiro não tem o hábito de ler, e a cada ano diminui o numero de leitores (vide matérias recentes sobre o assunto). Mas o que fazemos então? Fazer da sua arte o seu hobby? Sigo sem resposta... Meu abraço em todos, muita sorte e inspiração.

André Anlub®
(7/8/14)

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer