Minha alma é como um pastor
e no meu poema está o assobio
que ele usa.

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Conhece o vento e o sol
como se ventasse,
como se solasse
também.

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A tarde nas mãos.
Impossível fazer manhã
outra vez.

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Princesa dos olhos mansos.
Pousa os olhos
como se tivesse luvas neles.

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Onde costumas deixar a vida
também deixaste teu coração.
Para buscá-lo, que esta ferida
seja teu signo, sol, direção.

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O vento desgrenhado
e sua disposição
de desgrenhar todo o resto.

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Quando cheguei,
era o princípio.
Fui ficando
e ainda era o princípio.

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Não sei de mim
sem saber
que sei de mim.

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O sangue da pedra
escorre em pedra
pelo sentimento dela.

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Verás e estará visto.
De toda vez
e ainda porque não sabes.

(Rogério Camargo)

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