Nada além do tudo que veio do nada.



Nada além do tudo que veio do nada.
(tarde de 25 de agosto de 2015)

Um pouco mais, aquela dose daquela sede saciada. Na verdade nem se procura a coisa em si, procura-se o bem-estar do logo após! É duro constatar a necessidade de um ‘tradutor’ de objetivos, de focos, de saídas; a necessidade de um cinto de utilidades, de uma armadura ou de ser invisível; a necessidade de estar online no dia a dia, ter asas imaginárias no céu azul ou negro da existência ou ter guelras em mares de sangue... É duro, mas de certa forma é até bom. Há um brilho no olhar e não há o porquê de sempre ter que ter o brilho cheio no luar... Contenha-se! Assim é bom: relaxado e esperançoso. A boca se mexe, se murcha e se ameixa... doce, doce... jovem idoso e velho criança na creche que torna-se bar que torna-se escola que torna-se hospício; há de se fazer sacrifícios, ontem, hoje e sempre; há de se ater aos dentes, escová-los com zelo e cuidar bem da gengiva; há de ser a vida uma ogiva, que explode ao leve toque e derruba todo o castelo de areia, tudo o que já foi feito, todas as palavras proferidas. Tudo, no fundo, se mantém no vai e vem do mundo. 

André Anlub

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Um Eu qualquer

Parte XI