Só cantava para o mar
aquilo que o mar
já cantava para si mesmo.

..........................

Olho nos olhos da tarde
e vejo lá o brilho da manhã
já cansando.

..........................

Estava tudo lá.
Então foi lá que fiquei
quando não quis mais nada.

..........................

Vivi de viver.
Nada mais era essencial.
Nada era a resposta
para a pergunta que eu não fazia.

..........................

Antes de me despedir,
cheguei à beira do penhasco
e ele era uma nuvem rosada.

..........................

As estórias da História.
Quando me vejo em mim,
é um retrato falante.

..........................

Eu cultivo rosas e rimas.
Quando forem outra coisa,
ainda serão rosas e rimas.

..........................

Uma janela aberta
para outra janela aberta
continuar abrindo-se.

..........................

O que me vens falar
me falar já veio
sem que me viesses.

(Rogério Camargo)

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Tempo de recomeço

Um Eu qualquer