Arte do inacabado


Dentro e fora do nada prático homem apático
Um específico sentimento colossal abrolhou. 
Abrigou a cautela num juízo lunático básico,
Cingindo o corpo e tocando o amor.

Arte do inacabado
(30/07/12)

Estão nos planos os santos de barro,
Tem sarro por debaixo dos panos.
Clamam alto para nós que somos insanos,
Na cruz em chamas vai que um dia me amarro.

Vagueando por claras crenças,
As prensas apertando o miolo.
Escuridão de densas indiferenças,
No preconceito não se reparte o bolo.

É obra-prima a arte do inacabado
Foi passado, é presente e futuro.

Se o azul é insígnia do infinito,
Onde o mito tem morada e poltrona,
Na telona vê absurdos dos filhos,
Um cochilo para diminuir a insônia.

Nada fiz, pois encarei só o que pude...
Livre arbítrio é um tiro no pé.
Tratei de lixo quem me mostrou ser rude...
E pra um suposto embuste sou feito de fé.
É obra-prima a arte do inacabado
Foi passado, é presente e futuro.
Poesias querem ser livres e voar; não fazem questão de egos e glórias! Senão seriam como belos pássaros em gaiolas!


Não devemos deixar ferver a cobiça, para não queimarmos a cabeça, grelhando os neurônios e temperando a soberba. Na bondade existe a candura, a face do nosso verdadeiro “eu”. 
E tão logo se alcança o apogeu quando estendidas nossas mãos tratando todos como irmão, nivelando à mesma altura e sem julgamentos em vão.


Se sou retrógrado? - Digo que sou como uma velha locomotiva a vapor, mas que gosta de uma sauna seca; tenho no eucalipto o odor e no suor minha seiva.


Fita uma rota, faz uma bola: 
(amassa, arremete, amarrota.) 
Na lixeira dos olhos no mundo, vendo tudo e uma suntuosa esmola que pelos dedos escorre.


Nunca temas as vozes: 
(algozes – atrozes) travestidas de pouco caso...
Não é um rei deposto, ainda tem um reinado,
E coroado de alento, tem a(s) rainha(s) de gosto.

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