OPB - ENTREVISTA ANDRÉ ANLUB


OPB - ENTREVISTA ANDRÉ ANLUB
ENTREVISTA CONCEDIDA A MAURICIO DE AZEVEDO
UM POETA DO MODERNO

POETA E ARTISTA PLÁSTICO PRESTIGIADO POR SEUS PARES E MEMBRO ATUANTE DE VARIAS ENTIDADES DE CULTURA E ACADEMIA DE LETRAS, ANDRÉ ANLUB É UM AUTOR PREMIADO E DE VERSO MODERNOS E INTELIGENTES. UM PRAZER-LO COMO MEMBRO DA NOSSA ORDEM DOS PETAS DO BRASIL. MUITO OBRIGADO; COM VOCES, O POETA ANDRÉ ANLUB.

ANDRÉ ANLUB
Escritor, imortal da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) Cadeira N° 95 - Prêmio Medalha Personalidade 2013 pela Academia de Artes de Cabo Frio e Comenda Excelência e Qualidade 2014 pela Braslider. Em novembro será empossado Acadêmico Correspondente da ALB - Academia de Letras do Brasil Seccional Araraquara (SP). Artista Plástico com uma pintura no Acervo Permanente do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Bahia - Membro Escbras (MG) e membro N°55 da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele de Porto Alegre (RS) - Técnico em Prótese Dentária formado pela SPDERJ. 

1- QUEM É O POETA ANDRE ANLUB?
RESP – André Anlub é uma pessoa simples no dia a dia, na convivência com o trabalho, com a família e amigos, mas complexo no si próprio. Teve uma infância tranquila na Rua Siqueira Campos (Copacabana) até os 10 anos, depois continuou no mesmo Bairro na Rua Santa Clara, sempre frequentando a Praça Edmundo Bittencourt (Bairro Peixoto) e ficando por ali até os 31 anos, quando mudou-se para a cidade de Itaipava (distrito de Petrópolis). Na pré-adolescência, durante e pós, fez inúmeras amizades, percorria o Rio de Janeiro de bicicleta para cima e para baixo, ia em diversas turmas de rua e turmas de surfistas para trocar ideias, fazendo assim amizade com várias mentes pensantes de histórias e ideologias diferentes.
2- COMO AVALIA A SUA TRAJETÓRIA POÉTICA ATÉ O MOMENTO?
RESP - Comecei a escrever tarde, sempre penso como seria se eu já conhecesse a poesia na época que montava num cavalo e, na maioria das vezes, ia solitário até o açude, me balançava num balanço que fiz e sentava num banco de madeira para ponderarsobre a vida; quantas vezes me vi também na praia do Arpoador... ficava sentado na pedra, na areia ou na prancha admirando o sol ao longe... A poesia já existia em mim, mas ainda não se manifestava.
Os anos de 2012, 2013 e início de 2014 foram excepcionais em minha trajetória artística; conquistei alguns espaços, fiz novas e importantes amizades (sem jamais esquecer das velhas) e tive um retorno muito bom. Mas meu divisor de águas se deu no início de 2009, quando já estava com meu primeiro livro solo todo no papel (rascunho) e decidi coloca-lo num livro e publicá-lo; foi o ano também em que me mudei para o Nordeste, e em meados desse mesmo ano comecei uma produção sem freio para em outubro estar com o livro finalizado. 
O livro em questão é o “Poeteideser”, livro modesto, despretensioso, livro que fiz para desafogar os sentimentos e colocar os desabafos em dia. Consegui vender muito bem, a um preço bastante popular, graças aos amigos que fiz na rede social do Orkut.

3- VOCÊ É UM POETA QUE PARTICIPA DE VÁRIAS ANTOLOGIAS E FAZ PARTE DE ACADEMIAS. QUAL A IMPORTÂNCIA DELAS PARA A ATIVIDADE DE ESCRITOR?
RESP - Apoiar a literatura, sobretudo em um país com baixíssimo número de leitores, é primordial. Qualquer incentivo à leitura será sempre valido, qualquer manifestação artística, idem; temos que colocar a literatura de um modo muito mais significativo na vida das novas gerações... vê-los desligando os televisores e computadores (redes sociais) e abrindo os livros, principalmente os de papel (o cheiro do livro é salutar, é vicioso e transformador).
As antologias são de suma importância para os nossos registros poéticos, para divulgações e para outros terem acesso ao trabalho do escritor que ainda se encontra engatinhando, ainda se encontra no ostracismo.

4- QUAIS OS POETAS QUE INFLUENCIARAM ANDRÉ ANLUB?
RESP- Pablo Neruda, Sylvia Plath, Ana Cristina Cruz Cesar, Emily Dickinson, Paulo Leminski e Manoel de Barros.
5 A ATUAL POESIA BRASILEIRA VIVE UM MOMENTO DE EXPANSÃO, ACHA QUE A QUALIDADE ACOMPANHA?
RESP - A qualidade sempre será mais divergente quando houver quantidade, as contradições, as discussões, as críticas, só fazem bem! Acho que o ato de escrever, por si só, já é válido e paga o “ingresso”.

5- QUE CONSELHO DARIA A ALGUÉM QUE DESEJA SE INICIAR NA CARREIRA POÉTICA?
RESP - Ler muito, o tempo todo. Sempre carregar um bloquinho e uma caneta, ter blocos espalhados pela casa e pelo trabalho, banheiro, gavetas, etc. Mas o mais importante é a leitura.

6- ACHA QUO BRASIL TEM VALORIZADO OS SEUS POETAS?
RESP - A meu ver não! Acho que o hábito de estacionar nos grandes nomes do passado abafou os escritores atuais, principalmente os poetas e/ou os que têm uma escrita mais moderna, mais arrojada e marginal; não devemos deixar nada ser empecilho para uma produção artística, em todos os âmbitos. A arte, assim como o dom, não pode ser sobrepujada por pessimismos ou modismos, ela é muito além de qualquer coisa artificial de cunho materialista. Escrever é um parto, e a cada poesia gerada é mais um filho no mundo. 

7- FALE SOBRE A POESIA NA SUA VIDA ESCOLAR?

RESP - Não era um leitor de poesias; lia muitos jornais, gibis de humor, alguns romancistas clássicos, quadrinhos do Sandman e as revistas MAD e Playboy. 
Sempre me liguei demais em música, principalmente nas letras (brasileiras e estrangeiras). Meus ouvidos podem ser definidos como: Antes de Chico e Depois de Chico. (Chico Buarque)

8- ACREDITA QUE MOVIMENTOS COMO A ORDEM SÃO IMPORTANTES PARA A POESIA?

RESP - Sem sombra de dúvida. Incentivar a literatura no seu ventre e a posteriori na sua nascente, tendo ajudado a chocar esse “ovo” na concepção, é o tapa de luva de pelica na inatividade dos pincéis e das penas (no modo geral)... é o grande “touché” da arte!
9- CITE UM LIVRO EXCELENTE DE POESIAS PARA SER LIDO?
RESP - Canto Geral - Pablo Neruda

10 - O QUE A SUA POESIA OFERECE EM ESPECIAL AO LEITOR PARA QUE ELE A CONHEÇA?
RESP - Minha poesia é uma enorme metamorfose e totalmente indisciplinada, não segue preceitos, Normas nem Marias e Joãos (brincadeira). É uma poesia do âmago, do dia a dia, do suor do momento. Denomino-me um voador e um eterno aprendiz.

11-ACHA QUE A POESIA BRASILEIRA ESTÁ NO MESMO NÍVEL DA POESIA UNIVERSAL?
RESP - Absolutamente! (no sentido de com certeza).
12-A POESIA É IMPORTANTE EM QUE ASPECTO PARA AUXILIAR NA EDUCAÇÃO:
RESP - A leitura é o principal aliado da educação. Mas tem que se tomar muito cuidado com o que lê! Sempre pesquisando, quando houver dúvida, sempre questionando e variando nos estilos, sendo em poesias ou romances. Acho interessante conhecer as épocas, as maneiras de pensar e escrever dos autores. Particularmente leio muito os amigos poetas, muito mais do que os poetas renomados. 
13 - FALE TUDO O QUE DESEJAR SOBRE POESIA.

Eu poesia
(André Anlub)

Não seremos prolixos, vamos falar de poesia:
Eu, meu Eu lírico e o Alterego se exporão:
Poesia no âmago é cega - um lince
Feia – linda; em sua saída, abraçada na verve
Leva contigo tato e emoção.
Poesia pode lhe trair - atrair - extrair.
Estimular muitos - ou nenhum.
Ser alento, veneno, somar, subtrair;
Levar aos sonhos, ser foice perversa, vertigem, seu “metiê”,
Ócio, dar ordens, ser forte, obedecer.
Em poemas libertinos, que quase sempre em linhas tortas,
Ficariam mortos (desatinos),
Mas comovem plateias e alcançam destinos.
No arcano que é a poesia,
Fazemos uma idolatria doentia;
Poesia pode ser menina traidora, menina mentirosa;
Mesmo que na ferida exposta da fossa, batemos palmas - damos guarida,
Damos espaço - nossas almas.
Tem sido poesia que me invade, e em alarde e envaidecido, 
Sigo saciado na sua maestria.
Malucos são os que tempo perdem
Nas ingênuas redundâncias da vida,
Loucos nas frias vielas imaginárias,
Procurando a boemia das letras mal resolvidas;
Contudo, naquele por do sol ao longe, vê-se a luz (fim do dia)
Refletido na gota do pranto etílico,
Que cai por baixo de uma máscara sombria...
Vejo novos poetas parindo vida e feitiço,
Graça e sonoridade, avivando o agora, 
Alcançando os ouvidos e bulindo mil verves afora.

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Um Eu qualquer

Parte XI