O calor da Flor



O calor da Flor 
(André Anlub - 18/11/14)

Prefere a Natalie a Keira, mas isso é outra história!
Aproveitando o gancho, a deixa, dá-lhes os loucos amantes, sempre por ai, largados e atinados.
Há um poeta que tem amor platônico,
na verdade são tantos... antagônicos e adjacentes... 
(por que não insanos?).
Prefere, no inverno, usar um cobertor de orelha,
ao invés de um casaco de pele, desses de pele de ovelha... 
e ele escolhe, acolhe e se recolhe no conforto do lar e do sonho... (bardo sonhador).
E sonha! sonha em se abrigar do frio com o calor da Flor... 
(é, ela mesma! a Maria).
É franco, modesto e aprendiz; é raro um sujeito assim, muito raro; 
tem a alcunha de “Macuquinho-preto-baiano”, e não há engano: é bem assim!
Na luz dos olhos verdes, azuis ou pretos,
no bate-papo na cama, caminhando pela praia ou na rede da varanda, nas várias opiniões contrárias, 
nas várias ações que valham o tempo sublime em comunhão... sempre entrega seus pontos.
Vem, acorde-o, puxe uma cadeira e sente-se;
Prepare a paciência para ouvir seu longo sermão.
Depois surgem histórias lindas, poesias doces e inúmeras canções. 
Irão servir também uns trecos para acompanhar: canapés com camarões e azeite de dendê, sucos de frutas raras, amor verdadeiro e música “démodé”. - Lembra-se daquele boneco de ventríloquo?
Resolveu ser astronauta, mas não conseguiu!
Mas pelo menos agora ele se mexe sozinho,
Fala o que quer e deixou de ser menino.

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