Olheiros

et pendant ce temps là du côté d'Hawaii...
Posted by MCS Extrême on Quarta, 8 de abril de 2015


Olheiros 
(André Anlub - 2/4/14)

Em ziguezague, cá e lá, tantos olhos nus,
Aguardando a ponta do sol
Que vai nascer num mote distante...
De um lugar nenhum... não importa!
Como sossegos que assustam morcegos
Escondidos em cavernas,
Companheiros dos sentimentos tímidos;
Alma cálida daquela paixão nada passageira,
Derramando na veia, demudando o que corre no corpo.

Da sola do pé ao topo:
- Vinho tinto - Vinho do Porto... saboreia.

Seu lugar à mesa não está vazio,
É seu disponível - é seu abrigo.
Inimigo e amigo do seu espírito
Em plena consciência da compaixão...
Humildade; venha fartar-se tão breve
Nessa mesa ou naquela
Na panela de quem se atreve...
Venha sentar-se tão logo
Nesse ou naquele colo ou no solo frio do chão.

As torradas estão prontas,
Saltam da torradeira,
Na hora exata de derreter
A manteiga; o aroma intenso do inexperiente mel
Espalha-se pela mesa junto com as tintas
De um novo artista que os olheiros cobiçam.

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