tarde de 24 de julho de 2015



Bem nas preliminares, fantástica no principal, chegou à final, mas desistiu de jogar.
(tarde de 24 de julho de 2015)

                   Momento decisivo nem sempre decide algo; melhor uma ótima atuação que um final decepcionante... Até porque finais que decepcionam são muitos recorrentes. A resistência estava feita, as palavras encaixadas de forma primorosa, um verso espremido aqui, um temperinho sem exagero na prosa. Esfria-se a cuca, pois valeram todas as esperanças, nota mil às alianças junto às fichas e os sorrisos; a belíssima e gorda aposta na mesa, ao lado da magra e amarga sobremesa de uma torta de ameixa com gengibre e sem açúcar. Vamos rebobinar a fita daquela música antiga; vamos aumentar o volume enquanto há no lume uma saída. Pena que nem sempre há energia para tudo; pena que no fundo há uma fria barriga com medo. Muito mais que querer mais, muito é a satisfação. Na hora de comer: substitui-se a torta por um prato recheado de frios. Atenção que agora é sério: as férias na beira do rio, há férias no colchão frio; atenção que as pernas estão bambas... há bombas, mas há o frio..., dessa vez bom, na barriga. Emagreceu para ver se ainda existe o bom gosto; engordou para provar o bom da vida; não fez o que queriam enfiar-lhe goela abaixo, mas preferiu limpar o básico da poeira que ainda insistia. Momento mágico em abdicar-se de criar expectativas; momentos esses de vitórias, anseios, joelhos e preces. Quanto mais o tempo passa, mas os pés pisam, mais se estanca durante o jogo; mais prazer, mais suor, mais o pó volta a ser uma suntuosa moradia. Inconfundível esse sorriso largo no vasto dessa nossa harmonia. Estou feliz que tudo tenha sido vasto, nada nefasto e com muita valentia. Mesmo dentro dessa toada, com a toalha jogada, mesmo com sua desistência na briga. 

André Anlub

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