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5 de janeiro de 2020

20 de setembro de 2015

Tarde de 2 de julho de 2015

Pensamento nada vago
(Tarde de 2 de julho de 2015)

As causas principais de alguns gritos atualmente são justamente o combate ao patriarcado, ao machismo intrínseco e muitas vezes explícito, e a visão de domínio dos homens no mercado de trabalho. Tenho total propriedade dessa visão (pelo menos acho), pois já desconstruí minha vil machidão de criação, e atualmente admito cada passo à frente dado por essas lutadoras até o momento. Até ai tudo bem (para mim); mesmo porque elas não necessitam de minha admissão em nada (tenho plena consciência disso). Ao ver/ler algumas pessoas não querendo a cumplicidade, quiçá o “dedão de positivo” em riste e, muitas vezes, sequer a presença masculina nas lutas, chego a uma triste bifurcação: ¿ já que sou excluído devo simplesmente continuar vivendo minha vida tratando todos com respeito e sem discriminação, sendo um homem que acerta e erra muito, tem visão e cabeça amplas, aceita as qualidades e defeitos alheios... mas mesmo assim ter que olhar com indiferença para uma certa causa? – Ou devo procurar outro movimento, com menos radicalismos, com mais flexibilidade (não na luta), em que me encaixe, seja aceito e possa contribuir? Tenho como princípio a comprovação de que toda ajuda é valida. Muitos homens acordam tendo que provar sua masculinidade ao longo do dia; foram criados assim e sequer sabem que são machistas, apenas vivem. Quando se tira o homem da luta, tira-se também a possibilidade dele desconstruir esse pensamento atrasado e atravancado, tira-se dele a possibilidade de mostrar o caminho aos amigos e aos filhos, e mostrar/admitir/repassar que há como coexistir sem oprimir e ser oprimido.

André Anlub

Ótimo domingo...

Modern Family star Jesse Tyler Ferguson thinks Bear Grylls is 'such a show-off'. Do you agree? #RunningWild continues Wednesday 9pm
Posted by Discovery Channel UK on Sábado, 19 de setembro de 2015


Eu já sei,
Nosso grito ecoa.
Ah, e, na boa,
Parei com os versos...
– mentira!
Por ironia, versei.

Esvazie-me – preencha-me
Conheça o verso e o avesso,
Rima após rima,
Sabe que deixo!
E depois,
Ao acordar sozinha,
Vá viver se estou na esquina.


André Anlub

19 de setembro de 2015

Anéis de ouro branco

Veja o tamanho da ilegalidade! Vídeo com pouco mais de um minuto. Vale a pena! Resultado do trabalho do CESeC - Centro de Estudos de Segurança e Cidadania e do Sou da Paz!
Posted by Julita Lemgruber on Segunda, 14 de setembro de 2015


Se a vida estiver em arquivo morto, a poesia faz reprise.

Anéis de ouro branco
(André Anlub - 27/7/13)

Teus anéis de ouro branco brilham como os dourados,
São de dureza feito ferro, redondos como o globo.
Anéis como tu és, valiosos e únicos... Carregados com gosto...
Mas que ostentam a penúria de serem vistos e terem utilidade.

Tu viajas onde divagas – devagar –, reages.
Vives na teia da aranha que abraça o todo: mundo, as pessoas e os desejos.
Na elegância que tens, encontras versos na ponta do lápis.
E todos tem dito: como é bom ler-te; cada letra, cada frase, cada verso...
A união das palavras em coito vivo.

Está ai, pra quem quiser ver, a paz e o amor,
Que saem do coração e derramam em delírio, em choro e em grito.

Falaste que a inspiração havia encontrado o fim, perdendo o ritmo, sem voz no coro.
Os anjos não voavam nos sonhos, e loucos, sem as flechas – em vestes brancas,
Riam das caretas das carrancas.
Talvez tenha desgarrado a ovelha negra do rebanho;
Conseguindo a liberdade, desfrutando do assanho.

Gritaste que as vidas são como as famílias, como os aflitos;
São alimentos das almas, raízes, origens, sonoras águas,
Todos rejuvenescem dos papiros.

Manhã de 19 de setembro de 2015



Lá vem ela com essa má intenção de sexo, e sempre são muito bem-vindas.
(Manhã de 19 de setembro de 2015)

O tempo é absurdamente incoerente, menosprezando a vaidade, a bolsa de valores, os valores vigentes, as vidas correntes, as previsões do tempo e as correntes de vento, de Foucault e as marítimas. Mas o tempo segue dando sabor ao vinho e ao queijo entre outros milhões de sujeitos. O tempo tem uma amizade colorida com as horas, que por sua vez a tem com os minutos, e ele com os segundos, e todos entre si, em uma orgia cósmica, de estampidos e gemidos eternos, que rompe dias e noites causando inveja a qualquer prostíbulo e que também inspirou o Kama Sutra. Sem perder mais tempo vejo a serpente me oferecendo uma cuia com cereais, com amoras, mirtilos, muitas maças picadas e leite de cabra para umedecer toda a coisa. Pelo outro lado vem um barco (aquele velho barco que carrego em meus sonhos) me convidando ao passeio, já com seu jeito moleque com a vida e a seriedade no trato com o mar. Como o cereal, tiro a aveia do dente, e embarco sem pensar duas vezes... Lá vou eu no vento e no ventre das minhas pretensões impulsivas. Vou com gosto já conhecido, pois o sabor navega comigo muito antes de eu me apaixonar pelo mar; penso no mar como a versão masculina de um conto de fadas: a princesa encantada, bem simples, com aquele moletom preto, tênis Nike no pé, os cabelos negros e longos, um sorriso “mulher”... ‘montada’ em uma Harley Davidson (ou pode ser ao volante de uma Toyota antiga) me convidando ao passeio no campo, já com o isopor com a bebida gelada, queijos e guloseimas, duas longas toalhas e a “má intenção” de fazer sexo selvagem... Que sempre será muito bem-vinda.

André Anlub

18 de setembro de 2015

Brumas...



Brumas sobre águas do charco
confuso sem remos nem barco
coração aturdido.
Lhe aceito amor repentino
o deixo colher-me maduro
na macieira do paraíso.

André Anlub

Post vitam

A humanidade precisa sair da sua eterna adolescência.
Posted by Viviane Mosé on Sexta, 18 de setembro de 2015


Agora o sol despontou no oceano,
Só porque você quis assim.
Os raios vão cozinhando em fogo brando,
Desentupindo os enganos,
Só porque você está a fim.

Post vitam

É intrusão essa voz na minha cabeça
repetindo por horas e horas em diferente idiomas
são crianças, mulheres, homens e idosos
vozes roucas, vozes loucas
sussurros e gritos.
Às vezes emudecem
mas em curto tempo voltam.

Vozes eufóricas que dizem coisas desconexas
falavam de amor
de entrega
falavam de salvação
companheirismo
tudo que pra mim já estava enterrado.

Criticavam-me
bajulavam-me
jogavam rosas e depois pedras.

Por fim, desisti
aceitei as vozes e seus conselhos
deixei cair minhas máscaras
saí do meu ostracismo egoísta
fui me arriscar com mais afinco
viver mais intensamente
e fincar minha bandeira branca
em terreno inimigo.

Post vitam...

Caminhando na praia
com meu bloco de notas
rabiscando pensamentos
seguindo sentimentos
encontrei uma antiga paixão.
Aquela que marca
como marcador de gado
deixando uma cicatriz
impossível de esquecer.

Ela disse estar com saudade
e ter toda a liberdade
para um novo começo.
Meu coração já enferrujado
fez-se novo, jovial
fez-se outro
heavy metal.

A recomendação do meu ego
era não se alongar na conversa.
Mas não haviam mais máscaras
nem amarras, nem pregos
tampouco cruz ou pressa.

Procurei dois coqueiros
amarrei minha rede
saciei minha sede
e me permiti ser feliz
mais uma vez.

André Anlub

17 de setembro de 2015

Anjo sedento

Quinta-feira é dia de Retratos do Mar. Conheça o trabalho de Chris Grant, o fotógrafo queridinho das meninas. Veja mais detalhes no site: www.canaloff.com/retratosdomar
Posted by Canal OFF on Quinta, 17 de setembro de 2015


Ajude-me a nadar sedento em sua correnteza, pois fico confortável e feliz; tal bela força fiel e resistente me diz: atravesse novamente o Oceano Pacífico e me beija.

Anjo sedento
(André Anlub - 15/04/13)

Sedento cupido chegou
e nas costas carrega
mágicas flechas de ardor.

Arco de osso de brontossauro
corda de tripa de triceraptor
flechas feitas de costelas
de homens que semeavam amor.

São lançadas aos desígnios
voam ultrapassando cometas
seguem as luzes das estrelas
e aos corações as carícias.

Fartas águas brotam límpidas
em nascentes de rios.

Abriga, na paixão periga
amparo, advindo da alquimia
já para, alvejado o amor.

Saciado, o cupido se engasga nas gargalhadas.
Deleita-se na verdade da entrega alheia
em seguida lamenta, aos prantos, devora-se
grita, ajuíza e tonteia.

Inflama seu próximo armamento
derrama seu secreto tormento
de punho bem cerrado
o arco e a flecha tomados na mão
aponta para o próprio peito.

Arte do inacabado

Você é capaz de imaginar quais são as dificuldades que um deficiente visual enfrenta no seu dia a dia pela cidade? O...
Posted by TV Brasil on Quarta, 16 de setembro de 2015


Arte do inacabado
(André Anlub - 30/07/12)

Estão nos planos os santos de barro,
Tem sarro por debaixo dos panos.
Clamam alto para nós que somos insanos,
Na cruz em chamas vai que um dia me amarro.

Vagueando por claras crenças,
As prensas apertando o miolo.
Escuridão de densas indiferenças,
No preconceito não se reparte o bolo.

É obra-prima a arte do inacabado
Foi passado, é presente e futuro.

Se o azul é insígnia do infinito,
Onde o mito tem morada e poltrona,
Na telona vê absurdos dos filhos,
Um cochilo para diminuir a insônia.

Nada fiz, pois encarei só o que pude...
Livre arbítrio é um tiro no pé.
Tratei de lixo quem me mostrou ser rude...
E pra um suposto embuste sou feito de fé.
É obra-prima a arte do inacabado
Foi passado, é presente e futuro.

Poesias querem ser livres e voar; 
não fazem questão de egos e glórias! 
Senão seriam como belos pássaros em gaiolas!

Para pensar...


AS 7 DIFERENÇAS
1º- Mudou o trono dourado por uma cadeira de madeira...
2º- Não aceitou a estola vermelha bordada a ouro ou a capa vermelha...
3º- Usa os mesmos sapatos pretos, não pediu o vermelho clássico...
4º - Usa a mesma cruz de metal, nenhuma de rubis e diamantes...
5º- O seu anel papal é de prata, não de ouro...
6º - Usa sob a batina as mesmas calças pretas para lembrar-se de que é apenas um sacerdote...
Já descobristes a sétima diferença ? - ( Retirou o tapete vermelho )

5 de agosto de 2015

Ponderações...

Flying under the arm of the Christ statue back in the day with my buddy Luigi Cani   :)  Super fun project but before the HD revolution    :)
Posted by Jeb Corliss on Segunda, 29 de junho de 2015


O segredo é parar de bater o pé falando que o tempo voa e começar a bater as asas voando mais alto que ele.

O problema não é o sujeito ter avidez exacerbada por dinheiro; o problema é ele pensar que todos seguem esse objetivo.

A gente se habitua a tudo na vida; dá-se o nome de flexibilidade. Quando habitua-se com assiduidade, dá-se o nome de comodismo. 

Não nasci cá, nem acolá, nem além ou aquém; sou melhor e pior que ninguém. Vivo o amor e a arte, assim sou do mundo, quiçá limpo ou imundo... mas de nenhuma parte. 

Quando se lida com a vida alheia o erro quase sempre é perigoso, mas não raro! Quando lidamos com nossa própria vida temos a tendência de achar que o erro é raro. Isso o torna tão, ou mais, perigoso.

Livro, música e café são três vícios, ente tantos outros, que atualmente sobressaem no meu corriqueiro.

Confio mais em leões com a barriga vazia do que em certos homens de barriga cheia.

Café e sucos bebo feliz amargos; pessoas vis tenho dificuldade em digerir.

Tenho enorme admiração e extremo respeito com quem é feliz – realizado – pleno com pouco dinheiro.

31 de julho de 2015

Beltrano dos Santos

Prefácio escrito pelo amigo poeta Rogério Camargo para o meu livro 3 da trilogia poética "Fulano da Silva", "Sicrano Barbosa", "Beltrano dos Santos"

"Conheço André Anlub há muitos anos. Conheço a poesia de André Anlub há muitos anos. Delicio-me com ela desde que a conheci. Não me falhou uma vez que fosse. Ainda não entramos (e duvido que entremos) naquela fase da amizade em que passam-se os dias e ninguém sente a falta mútua. Não sei que falta a poesia de André Anlub sentiria de mim, da leitura sempre atenta que faço dela, mas eu mais do que posso imaginar o anverso... 
Desde que conheço André (ou a poesia dele, pois de seu autor tenho o que se pode ter de uma amizade virtual; excelente amizade virtual – já me valeu em horas de aperto e muita alegria/prazer/satisfação sempre me dá com suas observações precisas e preciosas), um detalhe me chama a atenção. É gritante para minha atenção: o senso de ritmo de nosso poeta. Em uma dessas auto-apresentações que a gente faz aqui e ali (acho que é no seu email) André informa que toca bateria. Pois a poesia dele, com seus ritmos quase tão ásperos quanto os de João Cabral de Melo Neto, sempre me despertou a vontade de vê-lo tocar seu instrumento. Porque se André “entorta” os ritmos tocando como “entorta” escrevendo, merece entrar para o hall da fama do instrumento. 
Alie-se a isto uma temática quase sempre carregada de, sem favor nenhum, boa intenção - no sentido de provocar reações positivas, fazer pensar no que vale a pena pensar, mexer com sentimentos que não devem ficar parados  - e tem-se um poeta muito, muito peculiar. É uma honra para mim apresentar o Beltrano de André para todo e qualquer bom leitor de boa poesia. Os demais não me interessam muito, vou ser bem franco e honesto. Com Fulano e Sicrano, tem tudo para ser “tri”, como diz o gaúcho. Eu sou gaúcho. A poesia de André é universal."


Rogério Camargo

26 de julho de 2015

Textos pensamentos



Textos dedicados ao caríssimo amigo: Jacques Azicoff. 

Manhã de 14/4/15 – bardo que brada na quebrada.
Vim novamente da escola da história; aquela sofrida – ou nem tanto. Passo e vejo a rasteira do capoeirista que entorta a pista ou somente meus olhos. Leio enquetes no céu sobre cores do tempo, sobre sofrimentos e felicidades, casos eternos perdidos em uma bolha chamada: “talvez”... E algo mais, ou algo assim – ou nem tanto. Sinto o cheiro de grama encharcada, de cavalo, daquele mato irrigado, daquela bosta de gado – estrume fresco. Pois bem, estou em casa, enfim. Vou fazer café fresco, pão de centeio, queijo coalho e Muddy Waters no som bem alto. Acendi a lareira, o incenso, a ideia e vi o moleque Manoelzinho descendo a ladeira nesse frio congelante e inventivo... Menino sem casaco, sem uma calça quente, sem gorro, sem dente, sem família; voa por cima do muro uma coberta de linho (tenho uma nova que ganhei da minha avó), ele pega e se transforma em um casulo gigante – algo pré-histórico. Deu-me um nó na garganta e não consegui cantar! Resolvi fazer uma oração, calado (antigamente era mais fácil ser enfático, fantástico, fanático, fantasioso e sonhador). Nesse instante um dos santos da estante me olha com um olhar de quem quer dar um passeio; me fala mudo com olhos fixos, e, por fim, me cala em receio. O pego e levo ao outro cômodo e o acomodo em cima do parapeito da janela. Nesse momento o tempo abre, o sol brota tímido e as nuvens quase se transluzem – dando para ver a felicidade ao longe. 

 Noite de 18/4/15 – apoteose poética/divisor de águas.
Na sombra dos medos nasceu o pé de luz (meu pé de cabra arrombador de Eus). E o pé cresceu – se ergueu, ficou forte – criou porte, deu frutos, assim... Amadureceu a chave do mundo – a chave de tudo e futuro eternizado: chavão. Janelas se abrem; se abrem cortinas e vem o beijo do sol e vem penetrando o clarão. Mistérios nas nuvens, e obtusos e abstrusos e absortos. Abriram-se dentro de um aberto brilho no imaginativo castelo os portões. As notícias melhoraram com o céu lavado, o infinito ficou mais perto; ouço aquela menina me chamar para um drink no escuro, ou no inferno, “a la Tarantino”. Visões de queijos, vinhos – paladares de bocas e intestinos, tudo faz sentido de alguma forma. Há um gigante ou há um anão entre o rei e o umbigo, decididamente isso é de fato uma norma. Já ouvi a menina exibindo cantando que nada a deprimia... E depois sumia. Talvez fosse para outra galáxia ou talvez tocasse violino para inspirar um milhão de alguém. Lá vem um inverno rigoroso... Vou colocar um casaco, deitar, ler e tirar um cochilo. Na luz da coragem o pé de luz cresce (além de contador de história, da necessidade de mentir, objetivos, escritos e glórias). Até coloquem palavras em minha boca... Mas que nasçam poesias. Não, não é meramente escrever poesias... É desenhar sentimentos.
Manhã de 20/4/15 – pé na estrada, estado e estribo.
Já de praxe: meu maracujá gelado e a impressão de algo largo longo lerdo no ar. Ser leigo nas conclusões não é estranho? Não, nem tanto! Cobiço sempre pingos nos “is” e até levo desaforo para casa, mas sabendo e admitindo que esteja levando. Sou totalmente parcial e gosto de ter conceitos sobre tudo; mas sabendo que os mesmos podem mudar, admitindo e procurando acertar, caso esteja errado. “Isso ou aquilo” - coisas corriqueiras; mas nada é corriqueiro quando se vive o momento. Há algo no ar: talvez seja somente ar mesmo; talvez seja poluição; talvez seja cheiro doce que ficou na memória; talvez cheiro de comunhão, velas acesas... Esses “trens” com jeito Mineiro (saudade de MG). Vou comer um queijo com doce de leite e goiabada, beber uma cachaça e volto. Há algo no ar: não é comum. É algo turvo, fora de foco, que necessita arremate. Sem martírio! Fiz jura de arrumá-lo, deixa-lo tinindo, seja lá o que for. Em dado momento a brisa invade a sala e sinto o odor de flor de lírio (voltei com duas talagadas de cachaça na cachola). Joguei a moeda ao alto, escolhi “cara”; e foi assim: bateu no chão e caiu no vão da pedra. Peguei a lanterna e fui ver o que havia dado. A luz foi nela e nada! Agora é algo que me tira a atenção e vai à contramão do desejo; pão sem queijo/sexo sem beijo/desconstrução da ação. Peguei o imã, a corda e acabei com o imbróglio; resgatei a moeda, mas no ínterim do resgate/viagem/volta, ela rodopiou na linha e jamais saberei o que deu. Então não perdi nem ganhei... Empatou. Não sei o porquê/por onde/por quem, só sei que danço a dança mais zen. Danço no embalo do samba da vida; na alma o brilhar, bailar de amores cheios de cores, festas e todos. Dança frenética de ritmo e tambores, de velho menino, gigante e rei; de ruas/rios de deuses plebeus; danço na raça, na praça ditosa, no coreto da vitória e no viés do além.
Tarde de 20/4/15 – ação, doação, dor e adoração.
Vem à dor de cabeça, mesmo que imaginária. Vêm os placebos da leitura, escrita e ficar solitário. A versão da história há tempos foi deturpada, pois nunca se faz nada que não traga um avesso apraz. Nada é capaz de entreter intermitentemente os eu próprio capataz; loucura, e é mesmo. (hoje pensei em ir doar sangue). O avesso agora se fez travesso e belo, repartindo o bolo em ¼ de desequilíbrio. Complexo colorido de ajustes perfeitos aos olhos perplexos e mentes entreabertas; mentes de calibres sutis, situações de insinuações sinuosas e citações hostis (tirei a noite para ler Foucault, mas faltou fetiche e o fantoche para findar tal festa). Vem à dor na perna, mesmo que real. Após a corrida vespertina em um suor mais forte, em um sol mais forte, um pique mais forte de um corpo mais fraco. É abril, mas poderia ser sonho; é um mês escancaradamente gordo (novamente a sensação que tenho mais do que preciso/mereço). Os bordões estavam prontos e os bordéis idem: tais “ai” e “hum” e “ha” num vai e vem intenso de dar inveja ao pêndulo do relógio antigo da sala. É mês que escancara; vou dar a cara à tapa e pronto para quaisquer jornadas. (tirei a noite para ler Ana C., vai faltar você. Já cedo faltou enredo, há medo sem meio no querer). 

Noite de 20/4/15 – poética e orgulho das conquistas
Iniciava-se: há ditadores querendo salgar a carne do churrasco. Isso é inadmissível! Fiz aniversário no começo do ano; não tinha bolo, mas tinha bala! E da boa, e bem doce. Não sou mais um consumidor assíduo de doces, só os mais “light”. A criação atualmente é meu carboidrato, minha glicose, minha paçoquinha, meu doce de leite com suco de amora (vou comer torrada com ricota de leite de búfala e, de sobremesa, trufa de chocolate). Agora vi na televisão: mulher deu a luz a cinco crianças; agora olhei para o céu e cinco estrelas se destacaram. Medianamente o meridiano escolhe uma ponta; espontaneamente o espontâneo fica indeciso. É muito siso para um inciso nessa pouca boca; é muito oca para se construir uma oca e ocupar todo espaço preciso (vou tocar Blues pesado na minha gaita de boca e pegar pesado no semblante de louco). Farei aniversário no começo do ano que vem. Talvez tenha bolo, talvez tenha bala! E, de boa: nada de doce.  

Manhã de 24/4/15 – gelo, Absolut e água com gás.
“Êta, porreta, qual é?” Deixo para trás o rompante e no montante e na montanha vejo essa manhã sedenta, tamanha, de inspiração. Manhã avermelhando ao longe... Cereal, frutas, café – sustentação –, o branco da parede e quadros coloridos, aqui. Vou dar minha corrida e ganhar pensamentos; ganhar sonhos e novidades; vou dar minha pitada de irrealidade e abarcar fingindo ser um monge (não escondo a simpatia pelo Budismo; e nem deveria, e nunca assim farei). À revelia estão em quilo/peso à crença contraditória, algumas oratórias sem noção; há momentos em que não me queixo, e o quebra-cabeça se deixa e se encaixa... Na maioria dos momentos não. Prefiro sempre a adequação de ter uma/duas/três escolhas (fiz escola nisso) e fazer o que acho sensato, justo e honesto: sem ordem – desordem – prevaricação, não escondo a simpatia pela pessoa simples, direta, sincera e nada gananciosa. “Êta, disposição”, é bom acordar para vida depois de acordar da cama e depois de anos estagnado; não vou mais reacender tal (nenhum) carma (não foi para fazer trocadilho). Já vivi na lama; já vivi no limo; já vivi no limbo; já vivi sem gama e “me virei” na vida sem colorido – sem poesia – sem improviso, com garrafas e ideias vazias (ou a caminho)... Sem fim, sem confetes e sem ninho. Na obsessão pela saída achei a poesia. Hoje a amo sem a necessidade da recíproca e/ou carinho.

Madrugada de 25/4/15 – Bovarismo e quão de Marx.
Não se diz ganancioso, apenas não se contenta com pouco; só não percebeu ainda que também não se contenta com muito. Uma corda: já baixou a noite, deitado e cansado vejo pela janela as estrelas sorrindo no céu; faz um frio atípico que pode futuramente principiar um temporal (tem sido a poesia que me invade e, em alarde e envaidecido, sigo saciado na sua maestria). Já fiz minha leitura noturna, escovei os dentes e bochechei o enxaguante bucal. Vou até a cozinha e abro o freezer deixando sair aquele bafo de fumaça gélido e gostoso, pego um copo comprido e coloco gelo até a borda e na porta a garrafa de vodca (resfriada/intensa – branca/alva – coloidal/viscosa – irresistível/fatal). As asas querem voo, me incomodam, querem que eu volte à leitura ou pegue a caneta. Mas com o copo na mão e o líquido na cabeça: estou de muleta. Um acordo: fiz um acordo certa vez, um pacto com um dos meus medos e com o mais forte deles. Nosso encontro foi em sonho: eu solitário no mar com ondas gigantes – é impossível estar sozinho quando se tem ondas gigantes, mas eu estava –, nada de terra em volta, nada de ilha nem sequer um barco. O medo voava enquanto soltava uma forte chuva sobre mim e soprava um vento muito frio e extremamente forte, no estilo terral, que fazia nas ondulações pequenas chuvas ao contrário. Era um cenário “Hitccokiano”, só um pouco pior, que parecia durar uma eternidade; eu gritava a ele para deixar-me livre, para expor a verdade, para não me enrolar mais... Ele concordou e eu então acordei (pássaros que vem e que passam também são os pássaros que ficam). Quando o tempo passa em branco é como estar alegre na jaula o Corvo; se acomodando no contrassenso de ser castrado da liberdade do voo. Um acorde: pego minha faca importada, minha faca de guerra, sento na varanda ao relento e começo a amolar – é um bom passatempo. A madrugada grita em silêncio, os cães das casas vizinhas e os daqui fecharam suas bocas sorridentes e babonas. Agora falta pouco, falta o parco: um mar, uma vara de pescar, uma lua cheia, inspiração e um barco. 

Madrugada de 27/4/15 – a enorme saudade do amanhã.
Sempre me flagro longe, pensando na minha velhice, na minha careca reluzente e no meu coração ainda batendo e amando, pescando em águas calmas e fartas de peixes e poesias; é recorrente. Penso no meu futuro barco simples, azul turquesa, nas águas de uma cidade do nordeste. Um barco com aquela tradição de um nome feminino escrito em letras simples e sóbrias nas laterais da embarcação... Há um tempo eu colocaria alguma pintora que gosto, que simbolizou algo em mim: Tarsila ou Djanira ou Haydéa ou Malfati ou Mittarakis...  Mas hoje em dia mudei, e o mais provável é que seja o nome de uma das escritoras que também me marcaram, nas leituras e/ou nas respectivas histórias: Emily Dickinson ou Sylvia Plath ou Ana C. ou Carolina de Jesus ou Virginia Woolf ou Beauvoir... Ainda mergulho de cabeça em uma paixão; mas checo a profundidade e a temperatura da água, coloco touca, tapa ouvidos e vou. Na varanda, na minha cadeira, cães deitados ao meu lado e o ar gélido, céu limpo e insetos me observam. Dou uma talagada no suco gelado de maracujá. Vou-me ao repouso, repousar o corpo, a mente, o bloquinho e a catarse que adoro, pois me persegue nos momentos mais curiosos, gráceis, carrancudos e inesperados. 

Madrugada de 1/5/15 onda só – assaz bela, mas só.
De quando em vez é melhor parar de pensar chatices. Na árvore da vida nunca se sabe qual galho segura o fruto, qual está podre e qual segura o fruto e se quebrará em podre. De qualquer maneira se deve adubar sem o adubo dúbio do mais fácil, trivial e raso. O abajur aceso ilumina meu conhecido bloquinho. E as sombras feitas na parede dos objetos que se mexem pelo vento do ventilador desafiam a imaginação. Taparam meus olhos para uma futura surpresa; desataram minhas mãos para os fatos do mundo. Ouvidos voam atrás de boa música e o corpo clama pela sobremesa. Agora não há tempo; não desisto nem do que desisti. Vivo remoendo vis charadas. Há tanta história dentro do prólogo que poderia até parar aqui. Mas vou além, o voo e lotes me aguardam nos vales querendo sociedade. A língua está solta como nunca, a mente tinindo de alegria, e a sensação de nunca ir dormir sozinho. Há mares e meu barco adentrando, meu doce mergulho e minha pescaria; não quero salgar demais o peixe – deixa-lo muito tempo à espera – só o necessário à língua. Meu amor/(a)mar, estou indo. O que será que acontece quando a aranha tece a melhor casa, a zona de conforto? O sono vem arriando, gancho mental de direita; agora é fugir do lógico e ir ao básico do orbe. Desligar o tri e bifásico. No mundo incógnito do ontem do amanhã do agora – ninguém é rico ou ferrado, pois não importa aos olhos de Deus que governa. Como não deveria importar nesse mundo aqui fora. Na pré-adolescência, durante e pós, fiz inúmeras amizades, percorria o RJ de camelo para cima/baixo, ia a diversas turmas de rua – Hilário, Constante, Leme, Figueiredo, GEL, Ipanema, Arpex, Catete, Glória, Botafogo para trocar ideias, fazendo assim amizade com várias mentes pensantes de histórias e ideologias diferentes. Sou humilde no trato com os amigos e complexo comigo.

André Anlub

Beltrano dos Santos



Beltrano dos Santos
(André Anlub - 18/5/14)

I
Ao final da tarde
As flores enfim se mostram
(mais dela) submissas, 
Num colorido real e pétalas
Como olhos famintos de belo.

Ela, dama, atravessa os jardins
Os passos tímidos e sutis,
Abrindo os lábios
E deixando brotar as próprias cobiças.

Um artista do amor sorri,
Aponta seus dedos magros, 
(outrora gordos e inebriados de nanquim):
- Ai, ai, ai, é o fim, ela não me notou...

Choram eu, ele, você e os jardins.
E o chá, um sopro para esfriar;
Vem aqui – foi lá.

A fumaça do tabaco profana a luz
Que atravessa a janela
Adentrando o quarto,
Trazendo a beleza que há
Aos olhos abertos
No limpar das remelas,
No sonhar – realizar e fazer jus.

II
Beltrano dos Santos é uma figura,
Já foi profeta,
Mas não se mostrou...
Só ele sabia;
Nas alquimias que os anos trouxeram
A derradeira ainda estaria porvir;

Mas ele não tem pressa,
O amor não tem pressa,
E o que só interessa
É o acreditar sem fim.

III
Pouco riso é muito siso,
Muito sexo é pouco nexo.

Sempre visa onde pisa
E nunca deixa o azar de eixo. 

Fez o louco de poesia,
Desfez o sóbrio na boemia;

E na mais-valia das prosas
E intentos,
Situou-se na graça
Da rosa dos ventos.

IV
Já me afoguei em versos (3/8/11)

Sempre sorrio com uma boa música,
Um bom poema;
Ou com o sol (mau ou bom)
Nascendo ao longe...
Num céu azul quase turquesa,
No alaranjado ao vermelhidão
Que borra a folha
E desfaz a resma.

Penso em expectativas de renovação;
Posso agora me dar ao luxo
De em nada pensar.

Já me afoguei em versos,
Tirando os pés do chão
Vou redesenhando o que já é novo.

Indo em busca de ocupar anseios
Novas escritas (esquinas)
Novos meios (receios)
Novas criações (pirações)

Confesso que tenho medo das anuências,
Quão o simbolismo de estar vivo:
- Um objetivo,
- Uma obrigação...
Pois não sou assim, nem assado!
Sou deixado como semente ao vento.
(vou vivendo)

Já me afoguei em versos,
Versos duros - que incineram,

Fui fundo...
Ao ponto onde não havia mais luz.

Levei minha fé (memórias)
Levei minhas perdas (histórias)
Levei quem sou e quem fui (caráter)

Quando se volta se inicia,
Existe a certeza da descoberta
- Existe a escrita de companheira
Pois alegria não é viável
Antes de estar disposto a reparti-la.

V
Meu Sangue (4/1/13)

Voo entre a terra e o céu,
O sonho que crio na escrita.
Lua que derrama no papel,
Sol que desbanca na tinta.

Vivo em copiosa adesão:
Fome e vontade de comer.
Tudo na mão e contramão,
Auge do exagerado querer.

Noto o sangue correr ligeiro
Tragando minhas entranhas,
Travestido em mil façanhas.

Noto o vermelho em cores,
Transformando dor em amores;
Poesias são alimento e anseio.

A realidade concorre
Com minhas vertentes,
E elas, céleres e insanas,
Sempre saem na frente.

“Rabiscador” do mundo,
Homem que voa.

“Mamãe, homens podem ser programadores também?”


Você sabia que o Eniac, o primeiro grande computador, desenvolvido em 1943, foi programado por seis mulheres? É uma conquista feminina importante, mas que a história esqueceu. Tanto que, décadas depois, a programadora Kathy Kleiman tentou descobrir quem eram as mulheres que apareciam nas fotos desse computador, e a primeira resposta que recebeu foi "são modelos”.

Kathy lutou pelo reconhecimento das verdadeiras mães dos softwares modernos, e prepara agora um documentário sobre elas. Mesmo antes de ficar pronto, o filme já está influenciando pessoas: durante a pesquisa, seu filho de 4 anos reparou a peculiaridade das imagens e perguntou: “mamãe, homens podem ser programadores também?”.

Saiba mais sobre essa história: http://eniacprogrammers.org/

amanhecer de 26 de julho de 2015


Às vezes esqueço seu nome, mas logo me lembro que não faz mais diferença.
(amanhecer de 26 de julho de 2015 – 05:15 am)

Noite romântica, ar de esperança, desarrumar da cama e arrumar de você. Mas foi sonho! Dia sonambulo, noite sonambulo, ar de molambo, cabelos longos e loucos gracejos. E foi sonho! Tarte tortuosa, previsão tortuosa, ar de verso e prosa, sol despontando na fresta do olhar de lado, no vale amarelo que vale mais que a oferta. E é real! O cérebro brilha com tamanha intensidade que expele uma luz forte, inspirativa e multicor pelos olhos; colore todo o ambiente e faz-me lembrar por um momento, momento único e ligeiro, que os olhos já foram castanhos. Sorrio aos poucos, bem devagar, mas logo a cachoeira despenca no real do real do mais que real da tempestade na alma. Da ascensão à queda, do porco assado do regozijo da embolia anorexia à dieta feita lá na casa do baralho, jogando baralho com a mãe Joana. Tudo não faz sentido no sentido errado da meta, na confusão das setas que se misturam aos olhos viciados. Nesse momento chega o bom dia, alegre, com pássaros coloridos que pousam na janela; com pão fresco que sai do forno, com sorrisos verdadeiros, olhos festeiros e muito mais tempos juntos; a atenção é gigante, também imensa são as conversas que esquentam os ouvidos; tudo é belo, pleno e bonito... tudo é perfeição. E novamente é sonho.

André Anlub

25 de julho de 2015

manhã de 25 de julho de 2015



Na liberdade há muitos fetiches, mas a incoerência existe em se prender neles.
(manhã de 25 de julho de 2015)

                 Olhe com tenacidade para fora desse quadrado e ultrapasse a grade. No mínimo haverá um universo que lhe agrade. Sendo si mesma, sendo simétrica; veja-se agora sua dona, faça o esforço nesse esboço de ouvir sua voz de doma soar em suor. Procurando abrir a porta certa, passa perto de ser casada eternamente com sua ex-casa, sua ex-vida, sua “se vira” tanto ouvida por ser tão nada brandamente falada. Nem isso nem aquilo nada mais valiam mais do que a sua simples e própria procura da coisa certa. Vista-se de olheira do mundo, de plantadora de sementes secretas que brotam belas árvores aos montes e de repente – não se esquecendo de citar –, que a qualquer momento, darão excelentes frutos. Ao pisar fora do quadrado (caso consiga), cuidado! A areia é bastante quente e o caminho estreito que vai dar ao mar é bem cansativo: dunas em sobe e desce, muitos vultos – mas inócuos –, haverão algumas hortas com verduras frescas – mas não coma, não perca tempo –, no mar haverá muito peixe além da mesa à beira da praia com seus pratos preferidos, suas melhores sobremesas, seus amigos e alguns fetiches que manterei segredo. 

André Anlub

24 de julho de 2015

tarde de 24 de julho de 2015



Bem nas preliminares, fantástica no principal, chegou à final, mas desistiu de jogar.
(tarde de 24 de julho de 2015)

                   Momento decisivo nem sempre decide algo; melhor uma ótima atuação que um final decepcionante... Até porque finais que decepcionam são muitos recorrentes. A resistência estava feita, as palavras encaixadas de forma primorosa, um verso espremido aqui, um temperinho sem exagero na prosa. Esfria-se a cuca, pois valeram todas as esperanças, nota mil às alianças junto às fichas e os sorrisos; a belíssima e gorda aposta na mesa, ao lado da magra e amarga sobremesa de uma torta de ameixa com gengibre e sem açúcar. Vamos rebobinar a fita daquela música antiga; vamos aumentar o volume enquanto há no lume uma saída. Pena que nem sempre há energia para tudo; pena que no fundo há uma fria barriga com medo. Muito mais que querer mais, muito é a satisfação. Na hora de comer: substitui-se a torta por um prato recheado de frios. Atenção que agora é sério: as férias na beira do rio, há férias no colchão frio; atenção que as pernas estão bambas... há bombas, mas há o frio..., dessa vez bom, na barriga. Emagreceu para ver se ainda existe o bom gosto; engordou para provar o bom da vida; não fez o que queriam enfiar-lhe goela abaixo, mas preferiu limpar o básico da poeira que ainda insistia. Momento mágico em abdicar-se de criar expectativas; momentos esses de vitórias, anseios, joelhos e preces. Quanto mais o tempo passa, mas os pés pisam, mais se estanca durante o jogo; mais prazer, mais suor, mais o pó volta a ser uma suntuosa moradia. Inconfundível esse sorriso largo no vasto dessa nossa harmonia. Estou feliz que tudo tenha sido vasto, nada nefasto e com muita valentia. Mesmo dentro dessa toada, com a toalha jogada, mesmo com sua desistência na briga. 

André Anlub

Gurufim



Gurufim
(André Anlub - 6/5/14)

Principiou-se o gurufim do fim das horas,
E príncipes negros, índios e gurus aplaudem fora.
Já foi tido o caminho com trilhas fáceis
E tão hábeis são ditos sábios ao atravessá-las.

Leram em pergaminhos com preconceitos,
O mito e o medo, a carne e o osso são peças frágeis.
Alguns quiseram viver em museus de idos tempos,
E oprimindo seus inimigos se sentem bravos.

Lá no alto, bem no alto, da mais baixa montanha
Avistaram o ser importante com sandálias velhas.
Descia lento e cantava baixo um antigo mantra,
Sentindo a brisa, notando o novo, suando o samba.

E caem as primeiras gotículas álgidas das chuvas,
De uma nuvem única que bailou com o sol arriscando a luta;
Voaram as aves brancas, negras, pardas e as aves raras,
E ao se verem vivas e ralas – ao se verem importantes e análogas...
Tornaram-se plumas.

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.