12 de novembro de 2014

Robô Philae faz pouso histórico em cometa

Imagem do robô Philae, que vai coletar amostras do cometa 67P

O robô Philae pousou na superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira (12), às 14h03 (horário de Brasília), a aproximadamente 500 milhões de quilômetros de distância da Terra. O pouso foi confirmado pela Agência Espacial Europeia (ESA), em Darmstadt, na Alemanha. Pelo Twitter, a agência anunciou: "Estamos no cometa". Trata-se de um feito inédito na história da exploração espacial, que permitirá aos cientistas ter mais informações sobre a origem da vida na Terra.

Saiba mais: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/11/12/robo-philae-faz-pouso-historico-em-cometa.htm

Olhos azuis de cegos




Olhos azuis de cegos
(André Anlub - 30/9/12)

Jovem, bonita e mortal!


Uma crônica cólica romântica
Pode até ser fatal;
Mas só para os corações fracos e desprotegidos...
Quase todos que há.


Ela deixa o sujeito de quatro,
Febril e sem norte,
Clamando pela morte
Sob o ataque juvenil...


Em um labirinto do fauno,
Entregue a própria sorte...


“A inocência tem um poder que o mal não pode imaginar”.


Quando se alcança uma idade avançada
Há uma predisposição.
Uma espécie de paixão
Pelas coisas mais novas;


A luxúria de cunho sexual e erótico,
Movido pela imaginação:
- o que foi rima vira verso 
- o que foi verso torna-se prosa.


O poder da juventude é efêmero 
(nada discreto)
Existe o enorme preconceito pelo ultrapassado ou velho.
A pureza do novo, 
Que antes visível, 
Assim não é mais reta.


Sinuosa estrada que no final volta ao seu início.


Nas margens do caminho há no limite o precipício,
O verdadeiro mergulho na vaidade
Não tem volta ou arrependimento;


Faz uma vida de angústia,
Um ímpio no hospício...
Que vaga por orifícios
Das seringas de rejuvenescimento.


E no final:


- enche com silicone os egos,
As amarguras com cimento.

Vê-se no espelho por um momento...
Com olhos azuis de cegos. 

11 de novembro de 2014

Nódoa



Nódoa (do livro “Poeteideser”)
(André Anlub - 28/1/09)

I
Passou percebido como um terremoto,
Teceu vários olhares.
Sons inóspitos para alguns
E agradáveis para milhares.

Rebeldia de uma meretriz,
Capitalista convencional:
Compra – comprará – comprou 
(quem quis).
Absolutamente fenomenal.

Mulher perfeccional e pérfida,
Adjunta de tudo e todos que convém.
Sua índole é sempre muito maléfica
Fazia do mais importante um ninguém.

Seguia com o nariz apontando para o céu;
Fazia de qualquer Deus um réu;
Bela – inteligente – realizada.
Dona do tudo, quase tudo e do nada.

Sempre foi uma rainha que não transige,
Pois não precisava de um rei só.
Não tinha ré, mi, lá ou dó... (e o resto todo).
Quando morresse viraria ouro em pó.

II
Essa rosa linda do jardim,
Teu perfume surreal,
É oferecida para mim
Numa vil crise existencial.

Subjugava seus valores decorrentes,
Não se importa com a dor.

Nunca é coerente,
Somente de sua própria vertente.

Engole o mundo e arrota,
Esnobe como sempre é!

Abre suas ideias, comportas...
Perfeita da cabeça aos pés.

Ergue muralhas de beleza,
Sem fim e nem comparação.

Dizem ser melhor que a mãe natureza
Tem o universo nas mãos.

Quando morrer virará pó de ouro,
Todos no mundo irão chorar.

Perderão o maior dos tesouros,
Nódoa (dona de tudo que há).

10 de novembro de 2014

Acalmando a Alma IX

É MEU DEVER DIZER AOS JOVENS O QUE É UM GOLPE DE ESTADO:
http://www.hildegardangel.com.br/?p=35008


Me apaixonei num sonho




A dialética do homem atual é transformar em filosofia coisas óbvias e lógicas, e deixar de lado o que é de suma importância ser debatido.

Me apaixonei num sonho

Nenhuma noticia do juiz cruel
E seu dedo funesto e tremulante;
Nem por um instante,
E dou graças aos deuses,
Deu sinal.

E cabe quando, a qual, a quem afinal,
Vestir o corpo com a tez do pecado?
Eu não, e por enquanto sigo no não...
Não sou réu aqui, sou sonho,
Aqui sou o que, o qual, e quem quero.

É sim me apaixonei no sonho
E como ela é, não digo.
É sim, pois aqui nada é pecado,
Nada é mutilação, traição, tampouco mau gosto,
E não existe nada de oposto,
Nem mesmo a contradição.

Esse sonho não é feito para olhos alheios;
Até mesmo a escrita é em linha reta
Sem partida – chegada, sem meta,
Sem nem ao menos “os meios”...
(boa merda).
Mas qual graça teria ser e ter o perfeito em volta
Sem a vida às vezes em reviravoltas,
Sem solda nem fenda,
Sem pouco nem sobra,
Sem erro ou acerto? (boa bosta).

André Anlub®
(10/6/14)

9 de novembro de 2014

Acalmando a Alma VIII

Há 45 anos, em 15 de novembro, em pleno AI-5, "O Pasquim" publicava a célebre entrevista com Leila Diniz. A imprensa nunca mais foi a mesma, a mulher brasileira também. Joaquim Ferreira dos Santos, biógrafo da atriz, conta a história daquele momento e mostra trechos do áudio da entrevista, com todos aqueles palavrões que o jornal substituiu por asteriscos. Ouça o programa na Rádio Batuta: http://www.radiobatuta.com.br/Episodes/view/723


Imagem: Leila Diniz, 1971. Foto de David Drew Zingg/ acervo IMS.

Bucólico Eu

Tema: Mulheres de Chico 
Título musical: Cecília

Bucólico Eu

Um bardo e suas moças, suas musas,
São suas asas em êxtase – motor propulsor;
Buscam paixões arquitetadas, minudências focadas,
Na alma, no corpo e no papel...
No entanto e no intuito elas extravasam nuvens, 
Voam assim: avivadas e soberbas, plumas,
Buscando a veemência – a coerência, ao léu.

“Buarqueando” - Como não falar de Chico?
- Se a moradia na emoção é o botão de liga/desliga de uma alma incendiária.
E por falar em musas...
São obsoletas?
São absolutas?
Algumas reais:
“A Marieta manda um beijo para os seus...”.

Agora, veio-me a mente “Cecília” (nome da minha mãe);
Mas vivem muitas na permuta aos olhos do poeta;
Tornam-se paixões, canções, tentames, rabiscos infames,
Fragmentos do meu bucólico Eu. (que nunca se completa).

André Anlub®
(30/10/14)

Acalmando a Alma XII

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.