14 de maio de 2019
13 de maio de 2019
Das Loucuras (missa de oitavo dia para o morto que acordou)
Das Loucuras (missa de oitavo dia para o morto que acordou)
Babados nababescos, o nabo e a baba do quiabo.
Odaliscas construindo obeliscos, nada mais razoável.
Tal beijo e o corte da faca, de um bobo da corte no diabo.
Companheiro procurando compromisso, isso tudo é admirável.
Começa a missa do oitavo dia, a qual todos choram calados.
Chega um, chega outro, acendem as velas e os baseados.
O corcunda de Notre Dame veio do passeio ao Corcovado...
E para não ficar grilado, Victor Hugo fecha com afinco os cadeados.
Um casal atrasado fica de fora, e mesmo lá fora tiram o atraso,
São gemidos bem altos, como alguém fritando ovo e um cano furado.
Logo todos que passam tiram suas roupas e entram no amasso...
Uma visão meio tosca, mas de dar inveja a qualquer necessitado.
Todo silêncio é pouco, mesmo que o pouco não seja mais apoucado.
Um trocado aqui, um trocadilho ali, a troca de socos de Ali.
Mil copos de água, e a dor do trovador de Akira Kurosawa.
No luar noturno a constatação da constelação de Dorado.
Um som alto se ouve, é a televisão em volume máximo:
Um porão, um rapto, armas e um seriado policial barato.
E a missa segue, mesmo que na tela haja sangue derramado...
O dia findado sem nexo, e sem nexo esse texto é escrevinhado.
André Anlub
(18/1/18)
12 de maio de 2019
A ilha em êxtase
A ilha em êxtase
A vida não é um coito de Fadas!
E agora, estava mais que na hora, o ânimo veio,
No veio sumido e assanhado de quem somos;
No envelhecido clichê de quem deveríamos ser.
No abstrato da tela, em aquarela, aquela ilha...
Confiando no absinto para encarar o abismo;
Na retrospectiva da vida, um céu de bel prazer:
A perplexa perspectiva a nosso ver.
Somos quem somos, fomos e seremos (os tais)...
E já estava na hora do abrigo de um alento amigo.
Publiquem nos anais e jornais, em letras garrafais:
Nossa vultosa vida vivida não é particular...
Então, s'il vous plaît, mostrem o que há de divertido.
Exponham em íntimos olhos de ourives:
Tudo de todos tarda, e sempre soará peculiar...
Então tão assim – e assado – é para se mostrar.
O tempo alçou e alcançou o próprio tempo,
Como a serpente doente comendo seu rabo.
Na frase eu me acabo; no vento você me inventa;
Eu como a cobra com pimentão, pepino e pimenta.
Fecho os olhos e vejo um mar na nossa avenida;
Obro os olhos e vejo que sou um belo peixe...
Largue o preconceito e ao meu lado deite-se;
Deixe-se levar e leve a todos para sua ilha da vida.
André Anlub
(13/2/17)
À espera do sol
Pousa para dar pé, pausa para um café;
Asa em construção – voo em atuação;
Ao distante a verve chamando, pois...
Incitante é a vida entoando.
À espera do sol
(inspirado na música ‘Lado de lá’ da cantora Pitty)
Talvez a resposta seja tão somente amar
Como se ama sem sequer saber do fato;
Quando o tempo ecoa do ralo e migra do pouco ao farto;
O corriqueiro abandona a imediata desesperança inesperada.
E o que falar das variáveis? Apenas não variam mais;
A não ser de vez em quando.
Um bando de aves tão ágeis, não levanta voo... por assim querer...
E festejam dançando insanamente em volta da fogueira estimada.
E vão saber, e vão querer, e vão e voam...
As pedras antes atiradas agora descansam no chão;
Tudo é ar rarefeito; tudo é iniciação...
Costumes, costuras, culturas em adaptação.
André Anlub
(16/1/16)
A cena da sina em cinco tempos
A cena da sina em cinco tempos
Parte I
Deixei um abraço pro lago Paranoá,
Fim de tarde dos mais belos,
E o sol batendo o ponto pra descansar.
Parte II
Se não fosse a paixão, simples,
Teria outro nome:
- Fez-se atração ao limite do suportável.
Mais uma vez grito! E o grito sai assim:
- Meio confuso, meio dominado.
É a saudade, é o deslumbre;
É o lume da liberdade...
São pontos, luzes da minha cidade;
Vejo o mar com imponência e atitude.
Olho pela janela do avião e concluo:
- Será uma enorme coincidência de também meu corpo físico estar nas nuvens?
Não há tempestade que me atinja;
Não há cor ou mancha alguma que me tinja.
Hoje - agora - amanhã...
Sou camaleão!
Parte III
Olhos cheios d’água,
É noite e as luzes refletem na minha íris.
Vejo minha terra, minha mãe
Desse filho adotivo, birrento,
Que amamentou em seu seio,
(ama de leite)
Banhou-se no seu mar
E no seu sol aqueceu-se
De um acaloro que vem de dentro
Expressivo – decisivo – poetar.
Parte IV
Agora é êxtase de lisonjeio e satisfação;
Pus a mão na arte, na autoridade de uma academia;
Animo de energia – passo a frente – mira ativa.
Fiquei maravilhado aos pés de Iguaba...
E não me gabo desse flerte;
Como diria Caê:
“Adoro ver-te...”.
Parte V
No retorno, e torno a teclar nessa tecla;
Abraço deuses, mestres e magos.
Ponho-me à mercê da alegria,
E a vida me fecha em afagos.
Novamente sobre outros lagos
E largo sorriso ecoando.
Saudade da casa e entornos,
Contornos de tempos mais calmos.
Saudade dos bons e maus que com o sol fazem a lua;
Saudade da música sua, e a língua dançante dos cães.
Quero a água gelada, as bocas recitando versos,
Novos escritos discretos e poças com estrelas nuas.
A nuvem negra se foi no horizonte,
Tempo que a fez merecer.
Meio termo, temor inteiro,
Do dilúvio que não irá acontecer.
Da sombra se faz um poeta
Da seta de mão/contramão.
Do sonho no rabo do cometa
Se meta, poeta hei de ser.
André Anlub®
(18/3/14)
Marcas de quem Vive
Marcas de quem Vive
Cicatrizes me lembram de que algumas memórias não foram sonhos!
Mas de certa forma foram... Mas se realizaram.
Cicatrizes gritam que fui uma criança arteira!
Mas de que também sou um adulto... Que ama e amou.
Cicatrizes podem deixar mágoas!
Mas sempre, todas, foram ensinamentos.
Uma Cicatriz pode não lhe recordar nada!
Mas mostra, de alguma forma, que você sobreviveu a ela.
...Bebi toda água
do rio Negro,
Usei uma nuvem
como espuma de barbear,
Dei
uma passada no cume do Everest buscando sossego,
Mas já havia um
bocado de gente por lá.
André Anlub
E o ar corre solto
E o ar corre solto
Qual o problema em não ser tão óbvio?
Será visto com maus olhos e/ou cairá na boca das más línguas?
Tenha a liberdade para viver
abrindo a porta do amanhã, do seu fado.
lapidado, bem acabado
na arte final do mais talentoso e fantasioso artista.
Venha aqui para perto, quero lhe contar um segredo
o final do filme da sua existência.
Não sou um deus ou algo parecido
é sua obviedade que é tão transparente
a ponto de ser redundante
e ficar escrito nos seus olhos
na sua voz e suas pegadas
a cada instante.
Mude, e diga-me o que sente ao rasgar o tempo
sem clemência, sem apreensão
totalmente à vontade
despretensioso, ou não.
Diga-me que é um prazer não ver as horas passando
quando cada segundo é aproveitado
cada mexer dos ponteiros
sem serem notados.
Mas não achincalhe com o tempo
nem por um minuto.
Os ventos vivem nos dizendo coisas novas
trazendo novos cheiros, aforismos
sorrisos e insultos.
Diga-me o que sente
vendo o ar correndo solto
batendo as janelas
balançando as árvores
ondulando o lago.
Quiçá uma revolta
que nunca dá em nada
mas que mantem a alma vivendo.
André Anlub®
Mar de doutrina sem fim
Mar de doutrina sem fim
Houve aquele longo eco daquele verso forte desafiador;
Pegou carona na onda suntuosa de todo mar agitado:
- fui peixe insano com dentes grandes e olhar de bardo;
Fui garoto, fui garoupa, fui a roupa do rei de Roma...
E vou-me novamente mesmo agora não sendo.
Construo meus barcos no sumo da imaginação:
(minhas naves, pés e rolimãs),
E como imãs com polos iguais, passo batido...
Por ilhas virgens – praias nobres – boa brisa;
Quero ancorar nas ilhas Gregas, praias dos nudistas e ventos de ação.
Lá vem novamente as velhas orações dos poetas,
A tinta azul no papel árduo
E vozes roucas das bocas largas
Mas prolixas, mês de maio, mais profetas.
E houve e não há, o que foi não se repete;
Indiferente das rimas de amor – vem outro repente...
O mar calmo oferece amparo:
- sou Netuno e esqueci o tridente,
Trouxe um riso com trinta e dois dentes;
Sou mistério que mora no quadrado de toda janela,
O beijo dele, dela, da alma ardente que faz o mar raro.
André Anlub®
(12/5/14)
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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