14 de dezembro de 2023

Vivências da madrugada



Praça Edmundo Bittencourt (Bairro Peixoto) Copacabana! Saudade dessa mangueira, muitas histórias pra contar! 


Vivências da madrugada 

                        Romero se deu conta da existência do preconceito de uma maneira curiosa, pois se deparou com ele pelo lado de quem está praticamente resguardado; na verdade mal sabia ele que o racismo sempre fez parte do seu meio, dos seus amigos de escola, da cidade, do bairro, do prédio onde vivia e, até mesmo, dos olhares críticos de seus familiares... Ele até poderia falar que o racismo era sutil, mas não poderia ser tão atrevido, debochado e perspicaz assim, por se tratar de um branco, heterossexual, de classe média, e não estar ciente da verdade dentro do corriqueiro dos seus amigos afrodescendentes. Romero estava com dois grandes amigos, o Grilo (amigo de longas datas) e Isaac (cinco anos que o conhecia), um viciado em quadrinhos de ficção científica, surfista, boa praça, comunicativo e extrovertido, morador de um apartamento mínimo – em um prédio do bairro –, considerado uma “cabeça de porco”. 

Lá pelas altas horas, Romero e os amigos já estavam há tempos bebendo cerveja e comendo fritas em uma birosca antiga cuja o dono já fora seu sogro. Estavam no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, mais precisamente na rua Siqueira Campos, bem ao lado da subida da Ladeira dos Tabajaras. Naquela época era um ponto com a fama não muito boa, ponto de viciados, “aviões de drogas”, mas também pessoas comuns, transeuntes que compram cigarros, outros que param para pegar o ônibus e aqueles que só estão ali para conversar, namorar e beber. Ao saírem do bar entraram no breu silencioso da rua, na companhia de sombras, gatos e a sensação repentina de uma vontade louca de urinar. 

Ao longe uma viatura da polícia vinha subindo a rua; ao aproximar-se, a sirene dá um baixo e curto toque, se acende o giroflex e tão breve se apaga; os olhares se cruzaram e Romero dá de ombros abrindo um sutil sorriso de canto de boca ao reparar o som advindo da janela do primeiro andar de um prédio próximo: alguém gemendo em um possível ato sexual. O inevitável acabou acontecendo: foram parados. As portas se abrem ligeiras e saem dois policiais do carro: aquela típica dura na madrugada Carioca. Romero era o único branco, estava com sua roupa de passeio, quase um uniforme: bermuda de surfista, camisa da Hering lisa, tênis, meia branca e um boné surrado e de marca aquecendo sua cabeça; estava tranquilo, pois nada tinha nos bolsos, apenas sua carteira, um maço com dois caretas (cigarros) e um isqueiro da marca Zippo (presente dado por sua namorada atual). Romero soltou um ar com a boca e passou a mão em frente em um movimento estilo karatê, cerrou os olhos e “touché”! Estava com um bafo terrível, fétido, de uma cachaça barata, amarelada, que fora vendida como se fosse uma pinga legítima mineira. Na hora deu-lhe uma ligeira tonteira e acabou tudo misturado no pensamento, acabou por dar um arroto seco da cerveja que fermentava em seu estômago. O policial mais alto e meio troglodita, que tão logo foi obviamente rotulado mentalmente pelos três amigos de “mau-mau”, falou em voz firme, incisiva e deveras alta:

- Levanta o braço... cadê o fragrante? É melhor mostrar – disse olhando os outros dois de soslaio –, pois se eu achar vai ser pior!

O outro policial descruza os braços, dá um passo ligeiro à frente e intervém de forma amistosa: 

- Antes de tudo quero ver o respeito, todo mundo pianinho!

– O policial aproveita a deixa do silêncio e conclui:

- Levantem a camisa, abaixem a cabeça, documentos nas mãos e podem abaixar também os braços.

Romero e os amigos tiraram as carteiras do bolso e as estenderam em suas palmas dando total sinal de submissão. Visivelmente Romero parecia um ser invisível, pois foi o único a não sofrer quaisquer pressões físicas e psicológicas. Ao contrário de Grilo e Isaac, não foi esculachado verbalmente e sequer teve sua carteira aberta; foi tratado com desdém enquanto observava todo o abuso nos tapas no peito, intimidação na fala, dedo na ponta dos narizes e até um empurrão em Grilo, que o jogou contra o muro e o pé em uma poça de água parada. Do jeito que Romero colocou sua carteira na palma da mão ela ficou; sequer foi vista ou aberta até o fim de todo o imbróglio. Enquanto assistia com o olhar soturno aos documentos dos amigos sendo iluminados pela lanterna dos guardas, e alguns vinténs e pertences caindo ao chão, sua mão continuava estendida e sem qualquer ingerência. De repente veio um empurrão circular ao Isaac; ele vai meio trêmulo em direção ao muro, onde é colocado de costas e tem as pernas abertas pelo coturno do guarda. O outro policial, batizado mentalmente por todos como “bom-bom”, guarda a arma, vai até ele e o examina meticulosamente dos pés à cabeça... num movimento violento o policial retira-lhe as chaves do bolso, alguns papeis com poemas escritos e um pacote de balas, sem achar enfim nada aparentemente ilegal. Agora ele dá um toque com a sola da bota na junta da perna, com a intenção de fazê-lo se ajoelhar, – mas não consegue –, então ele empurra seu ombro para baixo de forma grosseira até os joelhos jazerem no chão, bem ao lado de um despacho, e diz:

- Fique quietinho! Está querendo ganhar porrada?!

A luz do poste era ínfima, parecendo o cenário de um quadro de Caravaggio. Não havia movimento algum nos arredores, até os gemidos haviam cessados, era uma noite propícia para um crime de preconceito ou ódio; mas não ali, não naquela noite, não ali na zona sul e em Copacabana. Com certeza aconteceria em outro ponto da cidade. O bar já havia fechado suas portas, a água com a espuma cinza escura do sabão da lavagem do chão já escorria por debaixo da porta, atravessando a calçada e escorrendo correndo ligeira rua abaixo pelo meio-fio. E ali, os três, começaram a ouvir o sermão dos dois policiais:

- Sabe que odeio malandro? – Disse exaltado o policial mais alto e inquieto –; odeio gente que quer tirar onda com a cara de uma autoridade – e, em seguida, lançou um tapa na cara de Grilo que estalou ecoando pela rua, dando a impressão que ficaria aprisionado naquela rua escura e assombraria aos passantes por anos e anos. Em seguida o policial foi mais preciso:

- E esse relógio ai? – Disse com o dedo em riste e a voz meio pipocada; olhou rapidamente para Romero mas retornou o olhar ao Grilo – roubou aonde? – Agora com olhar de determinado e já com as duas mãos na cintura (uma flertando com a arma que se encontrava no coldre).

- Não roubei – disse Grilo em tom cauteloso que beirava um sussurro –, foi presente de Natal que ganhei dos meus pais.

Os policias devolveram os pertences e após alguns minutos que pareciam eternidades todos foram liberados.

Assim que a viatura em alta velocidade deixou a rua, um grupo de cinco jovens bem arrumados e com uma garrafa de uísque importada, despontou descendo a ladeira transversal, vindo de alguma festa. Um deles ainda segurava um cigarro de maconha, aceso, e olhou com certo desprezo para os três. Os outros riam e falavam ao mesmo tempo e tão alto que acabaram abafando o soluçar do choro que Grilo não conteve.


André Anlub

11 de dezembro de 2023

surf girl

 

- Que fatalidade: ao fechar seu zíper, Zappa perdeu seu Zippo; ficou com o fumo, mas sem consumo, sem fogo, sem fósforos; ficou famélico e – quem diria – com fisionomia de abstêmio, perfume de absinto e sorriso de feijão-fradinho... Mas com uma caixa cheia de barrinhas de cereal sabor chocolate com avelã. 


- Rótulos são para todos que gostam; conteúdo é só para quem o procure e mereça.


Imponência


De uma forma deveras palpável

A grafia renasce no arcabouço 

Vindo de uma sensação mutável

Tornando-se finalizada ante o esboço.


As letras jamais envelhecidas

Amareladas com rigidez perene

Órfãs sem jamais terem nascidas

Lapidadas pela sutileza do cerne.


Apólogo nas mentes funcionais

Decreto soberbo dos irracionais

É boa imprecação em todas as formas.


Sem acatamento diante da alusão

Dona de si perante comunhão

Jamais dará ouvidos às normas.


Dueto CLXXV


Cheia de fases e quieta, como a lua, a coruja viúva somente observa.

Seu longo histórico de observações leva a pensar. A coruja viúva adora ser levada a pensar.

Observa – pensa, pensa – observa... poderia (caso quisesse) ficar presa nisso e nessa até o sol raiar.

Mas até as corujas sentem fome. Encosta a filosofia num canto do galho e alça voo silenciosamente.

Voa rente e alerta, silenciosa e esperta, e caça o coelho que sai de seu abrigo, pois tinha hábito notívago.

Coelho perde a vida para que coruja continue vivendo. De volta a seu posto de reflexão, entrega-se a meditar.

Entre um som e outro, imersa na penumbra, tenta tirar o cochilo... Em vão! E vão em diversa direção seus olhos gigantes que não relaxam. Em suma: suma noite para que a coruja durma.

Vá embora agora isso que decora a mente com reflexos complexos. Quero descansar! Mas a imagem do coelho apavorado não lhe sai da cabeça.

Parodiando Suassuna: matar coelho dá um azar danado. Sobretudo para o coelho. 

A caçadora digere sua caça e os azares da vida, que são a sorte de quem os provocou. Digestão pesada.

A lua vai dando seu adeus para a noite grávida de oito meses que em breve, muito breve, dará a luz.

A coruja viúva boceja, arrota, ajeita-se no galho-casa, deixa o sono pesar nos olhos e, absolutamente sem querer, compõe um adeus-epitáfio ao coelho mártir.


Rogerio Camargo e André Anlub

1 de dezembro de 2023

Furiosa (trailer)

 



Das Loucuras (Nossa Holanda)


Fazer o bem sem se gabar a cem,

O bilhete diz absolutamente o que mereço.

Diz tudo e muito mais um pouco...

Está explicito ali, para olhos que veem.


Infiltrando-se por dentro do corpo oco

E por fora mantendo o brilho extenso.

A capilaridade social impede o fundo do poço,

Ainda que possam empurrar o sol para dentro.


Há as mais puras inércias...

Nos países baixos.

Há a maior mentira discreta...

Pra não fica por baixo.


Mais um adendo: 

O corpo não se sustenta

Não há omelete sem ovo

Nem borda sem centro...

Mas há quem inexista e aguente.  


Nossa Holanda arquitetada

Também tem ciclovia que brilha

Em artes de Van Gogh inspirada

Numa folia de vaga-lumes em trilha.


Vejo-a naquela pantomima...

Todos vão com tudo na encenação eloquente.

Se não há fé, vá sem fé mesmo...

Pega-se um ônibus, dobra-se uma esquina,

Mas com um pouquito de crença

A vida, com ou sem desavença,

Fica mais a contento.


Vejo-a bela e sorridente,

Dentro de nossa antípoda.

Não é preciso falar ao meu ouvido,

Eu já nasci entendendo.


Sussurre ao abismo,

Sem eco, sem ego, sem medo.


Século de nada, de sangue, de ouro,

Rasga-se o couro...

O mestre dos sonhos e seus tesouros.

Tudo para se gabar com os louros.


Nuvens cinza se dispersam com o vento,

E nesse lamento as lágrimas secam.

De um lado da bifurcação o mar e a lua que refrescam;

O que fica para trás é só o fim do começo.


Bem visíveis às pegadas

Na areia fria da necrópole,

E a semântica dessa semana

É branda e já está sanada.


Estacionada na nossa Holanda,

Nossa enrolação nos enrole

Com moinhos de vento,

Ventania inventada,

Eu e você, de mãos dadas,

Constituindo nova prole.


André Anlub

27 de novembro de 2023

Julia Vianna Surfista Brasileira

 



Da Loucuras (até aí morreu Neves)

Garoto indo a caminho de Xerém:

O homem procura grupos que pensam da mesma forma que ele
Com a finalidade de dividir a reponsabilidade pelos erros futuros.

Caso queira, conte-me seus mistérios 
Prometo nunca contar a ninguém.
Guardo o que for leve e o pesado excluo.
Sei que não trará tédio nem me fará refém.

Voo além do ócio,
Dentro do meu próprio hospício
Ao som do chocalho, junto os cascalhos e construo o rochedo;
E solto minhas memórias que ainda guardo do princípio.

Tudo velho no badalo do sino – haja parcimônia;
Tossindo pela manhã e resfriado na parte da tarde...
À noite um pouco febre e na madrugada insônia.

Ah, que romântico, me pego falando de mim mesmo...
Em um desejo insólito de ser o rato e o queijo.
Então no tato quase me vou, no voo em tão do trato,
O que fiz aos deuses, de entregar-me e ser gato e sapato.

Guria indo no trajeto de Iguaba:

O homem marcara-se em seus grupos, por ter uma auto divergência,
Na deselegância da obediência, em ser bom no falso bem que se gaba.

André Anlub®


26 de novembro de 2023

QUAL DELES VOCÊ CONTINUA ESPERANDO?

 


QUAL DELES VOCÊ CONTINUA ESPERANDO?

“- Os índios estão à espera de Kalki há 3.700 anos.
- Os budistas esperam por Maitreya há 2.600 anos.
- Os judeus esperam pelo Messias há 2500 anos.
- Os Cristãos esperam por Jesus há 2000 anos.
- Sunnah espera pelo Profeta Issa 1400 anos.
Os muçulmanos estão à espera de um messias da linha de Maomé há 1300 anos.
- Os xiitas esperam por Mandi há 1080 anos.
Os Drussianos estão esperando por Hamza ibn Ali por 1000 anos.
A maioria das religiões adota a ideia de um "salvador" e afirma que o mundo permanecerá cheio de maldade até que este salvador chegue e o encha de bondade e justiça.
Talvez o nosso problema neste planeta seja que as pessoas esperam que alguém venha resolver os seus problemas em vez de o fazerem sozinhas! ”

19 de novembro de 2023

Taylor Swift




Essa história do tour da Taylor Swift fica cada vez mais inacreditável. Vamos aos fatos:

• os ingressos no Rio vão de R$ 144 na pista (onde o estado primitivo e animalesco do ser humano é despertado em prol de um metro quadrado) a R$ 3189 no setor inferior (que seria a arquibancada, acima da ralé, mas mais distante do palco).

• os ingressos para o show em São Paulo na semana que vem são mais interessantes. Os mais baratos custam R$ 1322 nas cadeiras inferiores (quase atrás do palco). No camarote (a uma distância considerável do palco), você precisa desembolsar R$ 12.267 – mas calma, tem meia para estudante.

• se o fã não vive no Rio ou em São Paulo, ele ainda vai precisar arcar com transporte e hospedagem (se bem que a maioria está dormindo em frente aos estádios para garantir o pior lugar próximo ao palco – nunca o melhor, não tem melhor lugar).

• o calor no Rio de Janeiro atingiu níveis desumanamente insuportáveis. Mesmo assim, o fã não tem opção, ele já está lá, não tem volta. Ou se compra água mineral superfaturada ou literalmente se morre de calor (alguém levou isso a sério).

• por conta da morte inexplicável de uma fã, a cantora decide adiar um dos shows como se o calor miraculosamente fosse diminuir na semana que vem. Isso significa que o fã terá que ficar mais dois dias em barracas e adiar a volta para casa (correndo o risco, em alguns casos, em perder o trabalho).

• somado a tudo isso, existe a violência urbana. Vários relatos de arrastão no Rio e que COM CERTEZA vai acontecer em São Paulo também.

• CALMA, CHEGOU A CEREJA DO BOLO! 🍒A cantora foi flagrada por fãs mais atentos cantando por playback. Você sai da sua casa, come o pão que o diabo amassou,  para ver a artista bilionária colocar o Spotify no máximo para você cantar junto.

Como um sujeito me disse certa vez, “Deus colocou limites na inteligência humana, mas na estupidez não”.

- Celso Assis

16 de novembro de 2023

excelente quinta a todos

 

𝗙𝗼𝗶  𝗲𝗺  𝟭𝟵𝟱𝟲  𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗶𝗹𝗼́𝘀𝗼𝗳𝗼 𝗷𝘂𝗱𝗲𝘂 𝗮𝗹𝗲𝗺𝗮̃𝗼 
𝗚𝘂̈𝗻𝘁𝗵𝗲𝗿 𝗔𝗻𝗱𝗲𝗿𝘀 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗲𝘂 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅𝗮̃𝗼:
′′Para  sufocar antecipadamente qualquer 
revolta, não deve ser feito de forma violen-
ta. 
Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. 
Basta  criar um condicionamento coletivo 
tão poderoso que a própria ideia de revol-
ta já nem virá à mente dos homens. 
O ideal seria formatar os indivíduos desde 
o  nascimento  limitando suas habilidades 
biológicas inatas...
Em  seguida,  o  acondicionamento  conti-
nuará  reduzindo  drasticamente o nível e 
a qualidade da educação, reduzindo-a pa-
ra uma forma de inserção profissional. 
Um indivíduo inculto tem apenas um hori-
zonte  de  pensamento limitado e quanto 
mais seu pensamento está limitado a pre-
ocupações materiais,  medíocres, menos 
ele pode se revoltar. 
É  necessário  que  o  acesso ao conheci-
mento se torne cada vez mais difícil e eli-
tista... que  o  fosso se cave entre o povo 
e a ciência,  que a informação dirigida ao 
público em geral seja anestesiada de con-
teúdo subversivo.
Especialmente  sem  filosofia.  Mais uma 
vez,  há que usar persuasão e não violên-
cia direta:  transmitir-se-á  maciçamente, 
através da televisão,  entretenimento im-
becil,   bajulando  sempre o emocional, o 
instintivo. 
Vamos  ocupar  as  mentes  com o que é 
fútil e lúdico. 
É  bom  com  conversa  fiada e música in-
cessante,  evitar  que a mente se enterro-
gue, pense, reflita.
Vamos colocar a sexualidade na primeira 
fila dos interesses humanos. Como anes-
tesia social, não há nada melhor. 
Geralmente, vamos banir a seriedade da 
existência, virar escárnio tudo o que tem 
um valor elevado, manter uma constante 
apologia à leveza; de modo que a euforia 
da publicidade, do consumo se tornem o 
padrão da felicidade humana e o modelo 
da liberdade.
Assim, o condicionamento produzirá tal 
integração, que o único medo (que será 
necessário manter) será o de ser excluí-
do do sistema e, portanto, de não poder 
mais   acessar  as   condições  materiais 
necessárias para a felicidade. 
O  homem  em massa,  assim produzido, 
deve ser tratado como o que é:  um pro-
duto, um bezerro, e deve ser vigiado co-
mo deve ser um rebanho. 
Tudo o que permite adormecer sua luci-
dez,  sua  mente  crítica  é   socialmente 
boa,   o  que arriscaria despertá-la deve 
ser combatido, ridicularizado, sufocado...
Qualquer  doutrina  que ponha em causa 
o sistema deve ser designada como sub-
versiva  e  terrorista e, em seguida, aque-
les que a apoiam devem ser tratados co-
mo tal.′′
- Günther Anders -  A  obsolescência do 
homem de 1956.


7 de novembro de 2023

Noam Chomsky, New York Times - 8 de março de 2023

 


Sobre IA. Noam Chomsky.

"A mente humana não é, como o ChatGPT e seus semelhantes, uma máquina estatística, um  glutão para o reconhecimento de estruturas, que engole centenas de terabytes de dados e rouba a resposta mais plausível a uma conversa ou a mais provável a uma pergunta científica. ”
Ao contrário... a mente humana é um sistema surpreendentemente eficiente e elegante que opera com uma quantidade limitada de informações. Não tenta lesionar correlações não editadas a partir de dados, mas tenta criar explicações.
Vamos parar de lhe chamar Inteligência Artificial e chamá-la pelo que é: "software de plágio". "Não cria nada; copia obras existentes de artistas existentes e altera-o o suficiente para escapar às leis de direitos autorais.
É o maior roubo de propriedades desde que os colonos europeus chegaram a terras nativas americanas."

Noam Chomsky, New York Times - 8 de março de 2023

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.