E a fila anda...



Para quem  esqueceu os óculos...

E a fila anda

Há um famoso ritual de ajuntamento
como uma nau, à deriva, em forte vento.
Acalora o frio e inerte coração
faz do branco e da verdade o indumento
pois tem na alma e no sim a comunhão.

Já é sabido, vez ou outra ela chega
a paixão que abstraí e deixa aéreo
e no mistério a implicação de ficar cego
os olhos fulgem no clarão do seu interno.

Há também um procedente paradoxo
que trafega entre o ditoso e o lascivo.
No flerte que transmuta em aversão
e a ternura que se afoga em puro vício.

Não sabe dizer se traição é inerente
ou se é pisar com cinco dedos no respeito.
E já sem jeito estufa o peito e sorridente
atrás vem gente, é melhor andar direito.

André Anlub®
(21/5/13)


Grato pela leitura!

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