Aquela quarta fantástica e famélica de poesia?



Morrem as abobrinhas

Venha, chegue mais perto,
Quero sentir seu hálito delicado e forte,
Sopro de amor e gosto.
Agora chegue ainda mais perto,
Cole seu nariz no meu,
Quero entrar nos seus olhos, no mar infinito,
E no universo negro e mágico,
Onde tento ver o meu rosto.

Digo em alto e bom som como é bom,
Quero sempre fazer parte dessa história,
É salutar,
Mas periga ser um vício.

É no início, na essência,
Onde bulo e reviro a memória,
Vejo que nessa guerra vale a pena lutar.

Ninguém vai nos dizer o que devemos fazer,
Nunca mais - não, não!
Com o certo ou o errado deles,
Dos ralos, dos reles,
Limpamos o chão.

Acabaram-se as abobrinhas nas nossas mentes,
Nem se falarem hipoteticamente,
Só verei as bocas mexendo,
Sem som.

Agora há o costume de seguir o próprio caminho,
Escolher as pontes e portas,
Ficar frente a frente com o vendaval,
Sem o aval alheio, sem olheiro,
Sem frase feita e sorriso banal.

André Anlub®
(17/7/13)

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