E vai vendo...


Ode ao Louco varrendo (28/6/12)

Sente na carne o estrago que a trincheira do corpo deixa passar; flecha que não era bem-quista – disritmia foi-se a bailar. Casco inquebrável, por vezes tentado a traições. Entre o espírito luzidio e a aura, há um fulgor de Foucault mais forte; persevera a bondade do antes e do agora – ser altruísta de cumplicidade afortunada e contínua. Mostra com clareza, destreza e simploriamente os “nortes”. A altivez tem tratamento (seja por vezes até o suicídio), segurando forte em uma mão a vida moribunda e na outra mão a morte (acalento que soa sem perigo). Suspenso pelo pescoço, com as canelas ao vento, no abismo vê-se de culpa isento (dor e remorso). Dimanem sacrifícios? – Não, chega de ignorância! É um louco varrendo...

II
Caminhamos como poetas novos, largando a soberba, o estorvo, no fluxo de um novo povo e nosso suor que não amarga. O alvo é claramente certo, de peito escancaradamente aberto, o coração de um bardo onde o esquecimento é adaga.

III
Um pesadelo muito incomum, andando no terreno do capeta, não existia uma só letra, sem poesia, sem alento; tentava achar rimas corretas, palavras abertas voando sem vento sem dono... um tormento para o poeta, Rei sem Rainha e trono. Os pensamentos não se encaixavam, quebra cabeça faltando peça, uma remessa de contra tempo, um contra tempo sem muita pressa. Mas logo me vi de olhos abertos e muito espertos de inspiração; não quero mais sonhos incertos, quero viver plena imaginação.

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