Princípio e fim

Princípio e fim            
(André Anlub - 2/2/15)

Percebem-se as letras ao vento, fermento dos versos no intento;
Na mescla que move à fantasia – lamúria e luxúria dos dias.
Diga-se de passagem: a paisagem pairou na barriga dele (grávido),
Pariu na paragem mais certa e reta – cerne que outrora tardava.

Faz-se poesia – fez-se cria – faz-se o poeta (ávido),
Criou-se a meta na metalinguagem em espectros.
Assombrando os muitos herméticos heréticos espertos
E espetando os pedantes pedintes descalços moleques.

Ao céu o seu mais lindo e redondo sol brilhante (enérgico),
Diamante dos dotes de deuses de doutrinas de histórias;
Ao léu as asas cresceram, veio no veio inspiração e sorrisos,
Ao velho ao novo ao menino – porta de início de índio de íngreme.

Prepara-se o leito quente – seio da mãe – leite materno,
Cobiçando o menino vadio, forte e inteligente (frenético),
As letras são o “norte”, coreógrafas convidando ao passeio (imagético),
Sem freio, meio – principio – confins sem fim.
                                  
Não nasci cá, nem acolá, nem além ou aquém; sou melhor e pior que ninguém. Vivo o amor e a arte, assim sou do mundo, quiçá limpo ou imundo... mas de nenhuma parte. 

Quando se lida com a vida alheia o erro quase sempre é perigoso, mas não raro! Quando lidamos com nossa própria vida temos a tendência de achar que o erro é raro. Isso o torna tão, ou mais, perigoso.

Livro, música e café são três vícios, ente tantos outros, que atualmente sobressaem no meu corriqueiro.

Confio mais em leões com a barriga vazia do que em certos homens de barriga cheia.

Café e sucos bebo feliz amargos; pessoas vis tenho dificuldade em digerir.

Tenho enorme admiração e extremo respeito com quem é feliz – realizado – pleno com pouco dinheiro.

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