Ótima quarta

Mesmo você não sendo negro, pobre, sem teto/terra, dependente químico, descendente de Sírios, Libaneses... homossexual e afins... A Luta por direitos, travada por aqueles que você não simpatiza – pois não fazem parte do seu “lado” – irá um dia ter a ver com você e/ou beneficiar alguma ideologia sua.

Entrevista para a Pérola Bensabath Oiye em Janeiro de 2015

Você é famoso por suas frases de impacto. O volume 3 das COLETÂNEAS ELOS LITERÁRIOS está usando uma de suas frases como "frase-guia". 
2 - Quem é André Anlub, o ser humano?
 - Sou um cara tranquilo, simples, sincero, de bem com a vida que teve/tem muita sorte e muita gratidão com a família, a poesia  e com uma força maior, superior; sou um cara de fé que acredita na verdade, na filosofia, no amor, em aproveitar a vida, acredita na música, na natureza e no ser zen. Anlub tem muita simpatia pela doutrina Budista; falo “Anlub”, pois é um apelido muito antigo de adolescência, que faz uma espécie de anagrama com meus nomes e o primeiro sobrenome: André Luiz Barbosa.
3 - E o André Anlub, o homem que escreve?
- Esse é “poeta maldito”, sem rédeas, com pés descalços e mãos livres; eu acredito que qualquer caminho em prol da literatura é válido, escrever já é o presente mor, um prazer inenarrável, um divisor de águas, minha paixão eterna e tábua de salvação.
Sempre digo para todos que leiam muito, leiam sempre e em qualquer lugar. O livro tem que ser continuidade do corpo... durmam com ele, flertam com ele, casem-se com ele! Desliguem a TV e se arrisquem na escrita: escrevam à tia – escrevam às tantas – escrevam à toa.
4 - Fale do seu trabalho.
Tento escrever e dar valor e apoio aos que dão valor para a literatura, artes plásticas e afins. Tento estar envolto em projetos culturais, lendo sempre e muito, me informando e divulgando o máximo possível a arte. Procurando de uma forma simples catequizar os amigos e trazê-los/apresentá-los/apoiá-los para o meio da escrita. 
5 - Onde nasceu e onde reside?
 Minha família quase toda é do Rio de Janeiro e interior, mas nasci em Belém do Pará e fui com menos de um ano num Fusca 69 para o Rio de Janeiro, onde fui criado pelo mar, pelas montanhas. Morei 31 anos na mesma praça, vi amigos crescerem e terem seus filhos e perdi alguns amigos precocemente e já vi coisas que até o diabo duvidaria. Mas viveria essas coisas todas outra vez, se preciso fosse. Aos 31 anos me mudei para Itaipava, município de Petrópolis, e então minha vida mudou, a minha escrita nasceu... Pois a leitura já era bastante presente há anos (Livros para o colégio, revistas em quadrinhos, MAD, Playboy, Sandman, HQs).
6 - Por que usa em alguns dos seus textos, citações em francês?
As citações em Francês são apenas paixão pela língua. É algo novo, recente, mas ainda muito imaturo, pois as faço sem domínio algum da língua e usando os tradutores terríveis disponibilizados na internet. 
7  - E qual a sua impressão das COLETÂNEAS ELOS LITERÁRIOS?

Adorei o primeiro rebento da  Elos Literários; sempre acreditei nessa ideia e no potencial. Confio muito na amiga Pérola, e é um prazer sem tamanho estar ao lado de grandes amigos, grandes escritores, poetas e organizadores. Agradeço sempre, e muito, o convite.




Wolverine Eastwood

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