17 de maio de 2019
Das Loucuras (em primeira pessoa, pessoinha especial)
Das Loucuras (em primeira pessoa, pessoinha especial)
Penso, prenso, escrevo, leio, faço e digo não;
Desfaço o abraço e alguns rabiscos ficam à deriva.
Mas sempre preciso de mais tempo para a lapidação.
É assim comigo; é assim comida; é assim com a vida.
A dura espera do parto é uma esfera metálica
Nada estática e toda enigmática; intimidante e reluzente.
Fico à espera de surgir uma ponta, mesmo que um espinho,
Para amarrar meus escritos infindos, enfim, meus “niños”.
É assim: satisfazer – mesmo que parcialmente – a sede.
E quanto ao faro do feto no ventre?
Que muda a poesia, a torna (ou não) coerente...
Há exceção, mas nada é extremamente raro!
E quanto a não questionar mais nada?
Rara é sensação de satisfação plena!
Não raro é estar a par do que é um poético choque,
E mesmo assim ser de si mesmo para-raios...
Levando a descarga elétrica contente,
Queimando e curando a sensação amena,
Assumindo os estragos do enfoque.
Por trás de toda justificativa há uma comodidade;
Por trás de toda comodidade há inúmeras justificativas.
Digo: dispenso, disperso, descrevo, releio e sim...
Faço novamente o laço, mas com outra vertente.
Voo através da minha própria inspiração – sou insolente...
O tempo é suficiente, escasso é o fim.
André Anlub®
(20/1/18)
Das Loucuras (pano limpo e gelo na sangria)
Das Loucuras (pano limpo e gelo na sangria)
O corte foi fundo, bem visível,
O fez novamente ver o fundo do poço.
Ele esta bem...
Na medida inexata do impossível...
Pois há tempos roeu a corda,
Desafinou o coro
Chupou o osso.
Cores passam ao monocromático,
O aço se derrete ao calor do calafrio;
O fio da meada esta invisível...
Pela estatística, há estática em rádios que estão quebrados.
Ouviram as cineres tocando – todos sabem...
Desabou uma barreira na estrada – todo sábado;
A ambulância não chegará a tempo – todos morrem...
Estão se precavendo à próxima semana – todos muros.
Na cabeça do povo o enterro já foi feito previamente,
É de uma tristeza de dar dó, de dar dor, de acabar com o brio...
O pregador improvisa, faz a oração que vem à mente,
E os caixões vão descendo rumo ao sombrio.
Chegou o frio nas montanhas Apalaches;
Chegou à criança brincando com o forte apache.
E nessa estrofe pouca, louca e desconexa,
Atiça-se a mente e alguém pari a descoberta:
Será fetiche, licença poética;
Será dialética, recepção ou despache?
André Anlub®
(17/5/19)
16 de maio de 2019
Das Loucuras (caduto, infelice? mangiare! capisce; manjou?)
Pensar é um dos atos mais eróticos na vida de uma pessoa
Nélida Piñon
Nélida Piñon
Das Loucuras (caduto, infelice? mangiare! capisce; manjou?)
Lembrou-se dos seus loucos objetivos
Alegrou-se de jamais tê-los julgado
Sorriu pelos seus sagrados sacrifícios
Tem a certeza de serem seus legados.
O bom senso às vezes é debochado
Debruçado pelado no penhasco da vida
Cortinas abertas para iniciar o espetáculo
Se sente envergonhado pelos olhos atrevidos.
Cadeiras lotadas e a paz como vitrine
Veste a pelerine de uma academia conhecida:
Vem e vê a entrada;
Senta e sente a ferida;
Chora e cheira a flor-de-baunilha;
Sua e sai pela entrada.
Ele vê um loiraço no fim das fileiras,
Com duas fileiras num espelho e na boca um baseado;
Baseado na visão, que nada tem de corriqueira,
Descobriu tratar-se de um doido oxigenado.
Agora se lembra dos anos impudicamente vividos,
E nos ouvidos avisos de que há vaidade;
Nas veredas, as verdades ele deixa aos excluídos,
E imbuído, torna sua lida lealdade.
André Anlub
(22/12/17)
Das Loucuras (fogo-fátuo abstrato de fato)
Das Loucuras (fogo-fátuo abstrato de fato)
Deixa de ser cega, cegueira safada...
Caça meus defeitos, com efeitos de inverno.
Calo-me ao seu apelo, mas na pele que é bom, nada.
Não finjo querer ir à Lua, nem pro céu, nem pro inferno.
Corro pela rua, caço os botecos abertos
Vou ao ponto mais baixo dos egos...
Cutuco com minhas unhas as agruras,
Faço um simbólico enterro, na lápide ponho meus erros.
Uma área nua, intransponível, mas convidativa...
Um tanto cega, muita escura, quase um exílio.
Olhos alertas e a mente na escrita...
Um palpite: quase um eremita.
Junto os meus cacos de vidro
Belos mosaicos, flexíveis coloridos.
Faz-me sensível; faz-me menino
Um ser (im) perecível – contudo abduzido.
Mas tudo e todos se renovam
Até os abstratos e imóveis.
Colocando o coração à prova
O sol nasce em breve
E sua luz entra nas covas.
As mazelas certamente irão padecer,
Pois é assim, tudo passara... e sempre,
No “blow up” e no blecaute, passa-se rente...
Digo e repito: tudo se resolve com você.
André Anlub®
(16/5/19)
Excelente noite de quinta a todos
somewhere i have never travelled,gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose
or if your wish be to close me,i and
my life will shut very beautifully,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands
- e.e.cummings
Das Loucuras (babuíno na balbúrdia)
Outubro de 1979 - Bebendo um refri na cantina da Academia Carlson Gracie de Jiu-Jitsu (Copacabana)
Das Loucuras (babuíno na balbúrdia)
Rock balbúrdia na boa
Lembrou-me Rocky Balboa
Cinema do bairro lotado
Enlatado encalhado noutra esquina.
Vamos que vamos às águas claras e calmas,
Elevando à alma os imaculados pensamentos.
Os pés preparados para terrenos íngremes e difíceis,
Monges aos montes espalhando fomentos.
Não é fogo de palha, é fogo extremo...
A tarde que cai no buraco do esquecimento.
Meias verdades, verdades inteiras...
Um exército de paz com canhões e trincheiras.
Voltamos ao lutador de boxe na ativa...
Aqui jaz a inércia; aqui vem a experiência.
Samba pra cá, traz o drink e a desobediência...
Hoje é festa com poesia, som e expectativa.
Ou enfrentamos o marasmo ou ele nos engole...
No gole, no trago – não galego, eu não trago angústia.
Há de se ter alegria para distribuir ao vento,
Deixando ao relento tudo que não é rebeldia.
Absolutamente, sem precedentes vamos às ruas...
Levando ideias, lavando aldeias, louvando índios.
Quero ver o mundo inteiro com a pele nua...
Debaixo de uma Lua que engoliu todos os princípios.
André Anlub®
(16/5/19)
Das idolatrias
Será que a paz que busca pessoas que a prezam... Anda sumida?
Será que as rezas que são os matrimônios de descansos e paz...
Quebraram, fundiram ou nunca existiram?
Nada disso...
Não percamos a fé!
Das idolatrias
Brotaram no desabrochar dos lindos campos
Suas essências... Deixadas como folhas em vendavais
Voando, vagando, sem destino por entre pensamentos e alentos
Como mãos que tocam almas, fazem de harpas sons siderais.
Do seu grito que alcança o espaço
Ensurdecendo, de forma assustosa, supostos deuses e planetas.
Como se fosse aço derretido
Incide uma lágrima densa, que se encandeia e torna-se magma.
A magnitude do seu olhar...
Capaz de fazer dois mundos se apaixonarem
Das luas... pequenos vaga-lumes
De mim... o que quiser.
Meu ar, meu chão.
A imponência de sua respiração é sublime sopro...
Ah, dessa nem devo falar...
Mais bela e importante de todas...
A criação.
André Anlub
15 de maio de 2019
Das Loucuras (estruturar, reestruturar, bagunçar a quebrada)
Das Loucuras (estruturar, reestruturar, bagunçar a quebrada)
Olhos soltos, gordos, castanhos, desenhados a lápis...
Sonhados, admirados e relembrados à exaustão.
Os dois se abraçaram um dia – como irmãos...
Amadurecer é estar a par que as esperas não são achaques.
Eles preferem o clima de frio seco à umidade,
Escutam àquele jazz sem comparação – talvez não;
Valem o preço de suas inexigibilidades,
Não dão valor algum para a in(ad)equação.
Estruturar, tropeçar, cair, sentir a ressaca guerra;
Reestruturar, bagunçar novamente a quebrada...
Ir de encontro à pedra... Viver (é o que se espera)...
Não precisar escrever ou dizer mais nada.
Olhos fechado em transe após a “transa” arteira;
Corpos suados focalizados num banho de cachoeira.
O vinho obscurece o caos – coisa sem nexo;
A lua imaginária ilumina a cama – casal em sexo.
Dentro dessa janela não há choro nem vela ou breve momento;
Não há escasso espaço, pouco amaço, achismo ou açoite...
Vale o fragmento de vento que acaricia ele/ela nessa noite;
Estão felizes na queima da paixão que estava perdida no tempo.
André Anlub
(14/10/17)
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Vacina #Vacina Das Loucuras (boomboclaat) Aos prantos já sabia devidamente os desencontros que virão Na contramão do tempo que passava sem...
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