27 de novembro de 2023

Julia Vianna Surfista Brasileira

 



Da Loucuras (até aí morreu Neves)

Garoto indo a caminho de Xerém:

O homem procura grupos que pensam da mesma forma que ele
Com a finalidade de dividir a reponsabilidade pelos erros futuros.

Caso queira, conte-me seus mistérios 
Prometo nunca contar a ninguém.
Guardo o que for leve e o pesado excluo.
Sei que não trará tédio nem me fará refém.

Voo além do ócio,
Dentro do meu próprio hospício
Ao som do chocalho, junto os cascalhos e construo o rochedo;
E solto minhas memórias que ainda guardo do princípio.

Tudo velho no badalo do sino – haja parcimônia;
Tossindo pela manhã e resfriado na parte da tarde...
À noite um pouco febre e na madrugada insônia.

Ah, que romântico, me pego falando de mim mesmo...
Em um desejo insólito de ser o rato e o queijo.
Então no tato quase me vou, no voo em tão do trato,
O que fiz aos deuses, de entregar-me e ser gato e sapato.

Guria indo no trajeto de Iguaba:

O homem marcara-se em seus grupos, por ter uma auto divergência,
Na deselegância da obediência, em ser bom no falso bem que se gaba.

André Anlub®


26 de novembro de 2023

QUAL DELES VOCÊ CONTINUA ESPERANDO?

 


QUAL DELES VOCÊ CONTINUA ESPERANDO?

“- Os índios estão à espera de Kalki há 3.700 anos.
- Os budistas esperam por Maitreya há 2.600 anos.
- Os judeus esperam pelo Messias há 2500 anos.
- Os Cristãos esperam por Jesus há 2000 anos.
- Sunnah espera pelo Profeta Issa 1400 anos.
Os muçulmanos estão à espera de um messias da linha de Maomé há 1300 anos.
- Os xiitas esperam por Mandi há 1080 anos.
Os Drussianos estão esperando por Hamza ibn Ali por 1000 anos.
A maioria das religiões adota a ideia de um "salvador" e afirma que o mundo permanecerá cheio de maldade até que este salvador chegue e o encha de bondade e justiça.
Talvez o nosso problema neste planeta seja que as pessoas esperam que alguém venha resolver os seus problemas em vez de o fazerem sozinhas! ”

19 de novembro de 2023

Taylor Swift




Essa história do tour da Taylor Swift fica cada vez mais inacreditável. Vamos aos fatos:

• os ingressos no Rio vão de R$ 144 na pista (onde o estado primitivo e animalesco do ser humano é despertado em prol de um metro quadrado) a R$ 3189 no setor inferior (que seria a arquibancada, acima da ralé, mas mais distante do palco).

• os ingressos para o show em São Paulo na semana que vem são mais interessantes. Os mais baratos custam R$ 1322 nas cadeiras inferiores (quase atrás do palco). No camarote (a uma distância considerável do palco), você precisa desembolsar R$ 12.267 – mas calma, tem meia para estudante.

• se o fã não vive no Rio ou em São Paulo, ele ainda vai precisar arcar com transporte e hospedagem (se bem que a maioria está dormindo em frente aos estádios para garantir o pior lugar próximo ao palco – nunca o melhor, não tem melhor lugar).

• o calor no Rio de Janeiro atingiu níveis desumanamente insuportáveis. Mesmo assim, o fã não tem opção, ele já está lá, não tem volta. Ou se compra água mineral superfaturada ou literalmente se morre de calor (alguém levou isso a sério).

• por conta da morte inexplicável de uma fã, a cantora decide adiar um dos shows como se o calor miraculosamente fosse diminuir na semana que vem. Isso significa que o fã terá que ficar mais dois dias em barracas e adiar a volta para casa (correndo o risco, em alguns casos, em perder o trabalho).

• somado a tudo isso, existe a violência urbana. Vários relatos de arrastão no Rio e que COM CERTEZA vai acontecer em São Paulo também.

• CALMA, CHEGOU A CEREJA DO BOLO! 🍒A cantora foi flagrada por fãs mais atentos cantando por playback. Você sai da sua casa, come o pão que o diabo amassou,  para ver a artista bilionária colocar o Spotify no máximo para você cantar junto.

Como um sujeito me disse certa vez, “Deus colocou limites na inteligência humana, mas na estupidez não”.

- Celso Assis

16 de novembro de 2023

excelente quinta a todos

 

𝗙𝗼𝗶  𝗲𝗺  𝟭𝟵𝟱𝟲  𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗶𝗹𝗼́𝘀𝗼𝗳𝗼 𝗷𝘂𝗱𝗲𝘂 𝗮𝗹𝗲𝗺𝗮̃𝗼 
𝗚𝘂̈𝗻𝘁𝗵𝗲𝗿 𝗔𝗻𝗱𝗲𝗿𝘀 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗲𝘂 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅𝗮̃𝗼:
′′Para  sufocar antecipadamente qualquer 
revolta, não deve ser feito de forma violen-
ta. 
Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. 
Basta  criar um condicionamento coletivo 
tão poderoso que a própria ideia de revol-
ta já nem virá à mente dos homens. 
O ideal seria formatar os indivíduos desde 
o  nascimento  limitando suas habilidades 
biológicas inatas...
Em  seguida,  o  acondicionamento  conti-
nuará  reduzindo  drasticamente o nível e 
a qualidade da educação, reduzindo-a pa-
ra uma forma de inserção profissional. 
Um indivíduo inculto tem apenas um hori-
zonte  de  pensamento limitado e quanto 
mais seu pensamento está limitado a pre-
ocupações materiais,  medíocres, menos 
ele pode se revoltar. 
É  necessário  que  o  acesso ao conheci-
mento se torne cada vez mais difícil e eli-
tista... que  o  fosso se cave entre o povo 
e a ciência,  que a informação dirigida ao 
público em geral seja anestesiada de con-
teúdo subversivo.
Especialmente  sem  filosofia.  Mais uma 
vez,  há que usar persuasão e não violên-
cia direta:  transmitir-se-á  maciçamente, 
através da televisão,  entretenimento im-
becil,   bajulando  sempre o emocional, o 
instintivo. 
Vamos  ocupar  as  mentes  com o que é 
fútil e lúdico. 
É  bom  com  conversa  fiada e música in-
cessante,  evitar  que a mente se enterro-
gue, pense, reflita.
Vamos colocar a sexualidade na primeira 
fila dos interesses humanos. Como anes-
tesia social, não há nada melhor. 
Geralmente, vamos banir a seriedade da 
existência, virar escárnio tudo o que tem 
um valor elevado, manter uma constante 
apologia à leveza; de modo que a euforia 
da publicidade, do consumo se tornem o 
padrão da felicidade humana e o modelo 
da liberdade.
Assim, o condicionamento produzirá tal 
integração, que o único medo (que será 
necessário manter) será o de ser excluí-
do do sistema e, portanto, de não poder 
mais   acessar  as   condições  materiais 
necessárias para a felicidade. 
O  homem  em massa,  assim produzido, 
deve ser tratado como o que é:  um pro-
duto, um bezerro, e deve ser vigiado co-
mo deve ser um rebanho. 
Tudo o que permite adormecer sua luci-
dez,  sua  mente  crítica  é   socialmente 
boa,   o  que arriscaria despertá-la deve 
ser combatido, ridicularizado, sufocado...
Qualquer  doutrina  que ponha em causa 
o sistema deve ser designada como sub-
versiva  e  terrorista e, em seguida, aque-
les que a apoiam devem ser tratados co-
mo tal.′′
- Günther Anders -  A  obsolescência do 
homem de 1956.


7 de novembro de 2023

Noam Chomsky, New York Times - 8 de março de 2023

 


Sobre IA. Noam Chomsky.

"A mente humana não é, como o ChatGPT e seus semelhantes, uma máquina estatística, um  glutão para o reconhecimento de estruturas, que engole centenas de terabytes de dados e rouba a resposta mais plausível a uma conversa ou a mais provável a uma pergunta científica. ”
Ao contrário... a mente humana é um sistema surpreendentemente eficiente e elegante que opera com uma quantidade limitada de informações. Não tenta lesionar correlações não editadas a partir de dados, mas tenta criar explicações.
Vamos parar de lhe chamar Inteligência Artificial e chamá-la pelo que é: "software de plágio". "Não cria nada; copia obras existentes de artistas existentes e altera-o o suficiente para escapar às leis de direitos autorais.
É o maior roubo de propriedades desde que os colonos europeus chegaram a terras nativas americanas."

Noam Chomsky, New York Times - 8 de março de 2023

26 de outubro de 2023

Das Loucuras (Le Quatorze Juillet – musas, francês e chiclete)

 


Das Loucuras (Le Quatorze Juillet – musas, francês e chiclete)


Pessoa erra, pessoa muda; 

Pessoa berra, pessoa muda.

Aonde foi que li isso antes?

“Está tudo como dantes no quartel d'Abrantes”.


Dito-cujo que surge e soa na destoante de mim

Pois ontem sonhei com um colorido laço,

No lago, casa no mato, queijo Brie, Larson

E jazz, e uisquinho, e vinho tinto e afim.


Um Sol no arrebol se fazendo de machão girassol

E uma Lua – do nada – se fazendo de viada.

E na vida:

O que não era assim tão bom,

Continua assim não tão ruim;

Há algo ótimo para ser emoldurado,

Mas não gostei da moldura...

Achei quadrada.


Por não ter tido um passado Negro,

Talvez a vida tenha passado em Branco.

Sonha com a escuridão da salinidade no pélago

E inveja a utopia de um mundo franco.


Jogou a toalha,

Riu da toada,

Exigiu arrego...

Recebeu sua herança,

Goza de boa saúde,

Largou seu emprego...

Às 6 horas na praça,

Dando milho aos pombos,

Abraçando sua graça.


Enquanto a queda da Bastilha ferve

Em outro lugar alguns unem as mãos em namastê.

Se apurar a inspiração, alimentando a verve,

Viaja-se no tempo e chega-se ao cine privê.


Tudo junto e misturado, sobe e desce elevador...

A mente aperta o treze; aperta o seis; aperta o térreo,

A superstição abre mão do preconceito etéreo 

Da loucura em andamento – sem furor de causar dor...

A imaginação enterra tudo e vai direto a Gal Gadot.


André Anlub®

24 de outubro de 2023

 A poeta e romancista palestina Heba Abu Nada, autora do romance Oxygen is Not for the Dead (2017) - obra sem tradução para o português - , morreu sob bombardeio em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, na sexta-feira (20), anunciou o Ministério da Cultura palestino.

Nos últimos dias, ela usava a conta no Twitter para se referir ao conflito instalado na Faixa de Gaza desde o dia 7 de outubro.

"A noite da cidade é escura, exceto pelo brilho dos mísseis, silenciosa, exceto pelo som dos bombardeios, assustadora, exceto pela garantia das súplicas....", publicou a poetisa no dia 8 de outubro.



21 de outubro de 2023

Das Loucuras (tardígrados tarados no mamoeiro)

 



Das Loucuras (tardígrados tarados no mamoeiro) 


A traição se alimenta da importância dada pelo traído;

Se houver descaso, a traição morre de inanição.

Dentro desse raciocínio, dessa clara ação,

A clarividência torna-se obvia e o pavor da relação vai sumindo. 


Com as mãos nos bolsos, à procura de trocados

Andando pelo bairro, de birra, confuso e atormentado,

Segue o andarilho como uma caapomonga de praça,

Queimando neurônios, congelando a boca afogada na garrafa.


Cada um no seu quadrado, o livro foi aberto,

O poema é infinito, dá para vê ao longe e “ao perto”.

Os homens cantam um hino em homenagem ao húmus,

Que adubará à beça as cabeças, arrumando os rumos.


Tudo se intensificou

Na escrita largada no caminho.

As aves foram lendo,

Levando no bico

E partilhando no ninho.


A estratégia é, a longo prazo,

Atenuar o prazo de indecisão.

Também identificar o alvo,

Expor o estupor, o óbvio,

Arregaçar a manga

E pôr o açúcar no mamão.


André Anlub®

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.