16 de setembro de 2023

Das Loucuras (die versagung)




Das Loucuras (Mais tubo ação)


Eis que surge como ofício

Alargar na fechadura o orifício

Arruma o meio dentre o fim e o início

Faz da admiração o hospício.


Afim a todos, afim até a mim

Iça, acende e segura vela

Enfim fará o fim

Se te virem a fim

Beijando uma fria tela.


Nada incomum ou insana é sua gana

Até ser platônico não é coisa rara

Quando é De Armas a Ana 

E a Delevingne de Cara.


André Anlub


Das Loucuras (die versagung)


Nessa terra do sempre fiz meu pomar florido,

Vendo e prevendo seu rosto risonho;

Nesse caso olha-me com carinho e ironia,

Renovo a compaixão a cada novo dia.


Pinto, escrevo e canto o desejo

Em bons e breves sonhos e lampejos...

Jogo mil sementes distintas;

Vario vadio nas músicas, papeis e tintas.


Há de se tornar verdadeiro;

Há de me diferenciar dos fantoches...

É terra do sempre, terra do nunca;

É terra do seu céu e chão, sem pretensão ou deboche.


Amor ambíguo às vezes é sólido, é só, é vivo, é morto;

Um “s.o.s” para essa ardor implacável que impacta ao não;

Estigma na alma, na calma, na aura, no conforto...

Memórias de cartas ainda não escritas, incineradas de antemão.


Vasto projeto de uma união protegida, mas assolada,

Focada em telefonemas que nunca foram desligados na cara.

Tudo é líquido e liquida nossa linguagem quase em linguafone...

A fome de estar junto junta com a falsa fama e a verdadeira tara.


Amor que circula – cicuta –, que se escuta do céu ao chão;

E é minha sombra que me assombra no tudo e no nada...

Alma lavada, corpo quase no esgoto – emboscada.

Meu pensamento em seus olhos... E lá estão.


André Anlub®

15 de setembro de 2023

Das Loucuras (o voo e o pouso da coruja de Atena)


Das Loucuras (o voo e o pouso da coruja de Atena)

E a inspiração mergulha profundamente num cio...
A infalibilidade da coruja ao perceber sua essência,
Na metáfora proposital da “inteligência vazia”,
Deixa todos como num sonho – invídia –, a ver navios.

Segue sua vida na humildade da experiência,
Hoje se vai, ao contrário de um passado “dia do fico”...
Assimilando a lógica e logicamente, assim, mirando
E calando modestamente o bico.

O voo pela vida não é alto, pelo contrário,
É extremamente profundo.
Entra num túnel confuso, arbitrário,
Flerta com o mundo, o submundo e o sobre mundo do tudo. 

A coruja é faceira de infinitas faces,
E fazes que fizeram, fazem e farão feitos infindos.
Abre as asas e defeca nos trastes,
Agarra com suas garras e beija os bem-vindos.

Ao som de Charlie Parker passeia no parque,
Delicia-se com a delicia de ser quem é – à vontade!
Tudo que ensinarem está de bom tamanho – é de praxe...
É receptiva ao aprendizado; é devoradora de detalhes.

O pouso bem suave numa jam session é seu lema,
Seus ouvidos agradecem todo esse afago.
Por hoje basta de sacanagem, capricho ou moralidade...
Amanhã lubrificará as engrenagens para o Sistema.

André Anlub®

 

Excelente final de semana

 Lyudmilla Pavlichenko


Abateu mais de 500 inimigos, 309 reconhecidos de maneira oficial sendo 36 snipers alemães. 

As mulheres foram peça chave para a vitória Soviética e a consequente derrota de Hitler.

"-Quantos homens você matou?

- 309. E não eram homens, eram fascistas."

31 de agosto de 2023

Das Loucuras (1994, Copa, 1 da matina – arrebatamento)


Das Loucuras (1994, Copa, 1 da matina – arrebatamento)


A quietação da sagrada inspiração 

E o surreal e o real do imaginário

São sombras no caminhar solitário...

Mas que também pode ser que não.


Olho de soslaio um ser estranho vindo na outra calçada

A visão é alçada às ideias de sair da situação.

Franzo a testa e o que resta é descontração...

Pois ali fui criado, conheço as flores e os buracos

E esse saber está longe de ser nada. 


A solução do problema pode estar

Ao deixar de tentar pegar

Uma das visíveis e infinitas estrelas no céu,

E se contentar em pegar

Uma rara estrela do mar.


Pronto, o pensamento se perdeu na musa...

E no seu olhar há luz além dos calvários,

Vê-se onde o sossego descansa,

Vê no preconceito a repulsa.


Lido, ledo engano – felicidade...

É madrugada na minha cidade;

Alma drogada, não quer saber de nada – nunca quis...

Contorno de álcool, coturno, casaco e algo...

Tudo misturado com parafernálias vis.


Há algo que se possa fazer,

Mas é dar continuidade ao nada.

Quiçá exista a paz no que apraz – sacou a sacada?


Mas nunca ficou em pé – de guarda em seu posto,

Vigiando para os outros não saírem dos armários;

A ganância por detrás da máscara em seu rosto,

É problematizar problemas – inventar inventários.


Vem musa, me salvar desse “ouroboros”

Vem sorrir, expor o profícuo do que pra mim é finito,

Pois sou herói em meu sonho – e na real um tolo.

Nem leite nem bolo – só veneno – senão eu vomito.


E ela realmente veio...

Permanecendo ainda uma herança – sua sina...

De ter na alma o solidário – fazer bonito,

Estendendo as mãos aos que estão na latrina.


No coração há o transbordo do amor...

E as correntes ela abandona à dor.

Não há confisco, tampouco atrito,

Enfim, amores aprumando-se nas esquinas,

Do ser livre, do livre arbítrio.


André Anlub®

 

26 de agosto de 2023

Das Loucuras (Tarde de sábado)


Das Loucuras (Tarde de sábado)

O estreito furo do observador
A galinha ciscando no quintal
Tal de etc. de afago e dor
Enquanto a enfermeira prepara o mingau.

O que há dentro de nós?
Uma guerra sem fim;
Uma festa uníssona...
Aquele algo além do passível, enfim:
Tudo que se faz combustível.

É como se os verões quisessem sair,
Alavancando novos rumos,
Flertando com o ir e o vir,
Um futuro além de seus túmulos.

Então, enquanto o incenso invade a casa
Falsificando o cheiro puro do jasmim.
Para recomeços sempre será tarde criar asas
Se a cicatriz não se torna tatuagem assim.

Inícios, recomeços, medos, a rocha frágil, veeiros...
A roupa rasgada lavada; o pássaro preso ao viveiro.
De dia aquele clarão que põe à prova a coragem,
De noite a engrenagem que se quebra na cegueira do covarde.

Pés pisando em pequenos cascalhos,
A maresia, a adrenalina, a música e a sacanagem.
O pensar vago enquanto vagueia nas imagens
Numa bela praia do acaso;
Numa pintura de tarde de sábado.

André Anlub®


 

23 de agosto de 2023

“Forçação”


“Forçação”

Eis um louco tempo que no deserto navegarão os barcos
Oceanos de destrezas na nova era do acertado
Anseio excessivo coloca tempero naquilo e nisso
E o intuito e o compromisso deixam de ser opacos

Tentando não se afogar nas águas da besta-fera. 
É sexta-feira, dia de um sextar alado

Até outro dia uma mão engessada
A mola era a aflição que hoje se encontra enterrada
Um zen, o tal; um bem, o mal
Há de sambar em cima depois da última pá de cal.

O antigo sorrindo ao novo – toada e aterramento
A terra chora, a enxada dança – o coro come
Nova estrutura se levanta – novo momento
Planeta dos macacos; o extraterreste é o bicho-homem

Tudo, mas absolutamente tudo ao mesmo tempo na cachola.
Os bombeiros colocam fogo no parquinho
Nos vemos em novas letras, velhos desígnios
Até mais, já está na hora; até hoje, até agora
Vivendo a prendendo em novos e antigos caminhos.

André Anlub 
(23/08/23)

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Das Loucuras (vivendo ainda em construção)

Feições alegres em refeições fartas,
Farpas furando pés, ao pé da letra. 
O prego enferrujado na sola do sapato,
O emprego da palavra certa
 É o incerto do desempregado.

Dois dedos de pinga
E pingam suor e sangue adoidado,
Nesse corre e corre,
Nesse corte sem cura
De revanchismos baratos.

Segura essa:
Assegura alguém que essa história termina bem,
Sem abismos...
Contudo, mesmo com tudo e todos, 
Há os pessimismos.

O chefe Apache faz o de praxe:
Incendeia a rima...
A tribo só confirma, é o disfarce.
Ninguém aproveita a sombra
Do coqueiro solitário na ilha...
E nós aqui, vendo os meus lábios tatuados
Na sua virilha.

Na boca do lixo o grito do absurdo,
A prensa que é a pressa que faz a prima...
Mas no nosso caminho há silêncios,
E indícios de areia movediça...

Às vezes o tiro é à queima roupa,
E sempre isso pouco importa...
Agora está você roubando a maresia
Que antes refrescava as minhas hortas. 

Saudosismo que nocauteia as memórias,
Inventando absolutos do submundo...
Estou eu, doentiamente organizado
Na bagunça de vitórias e derrotas.

A jiripoca pia; a pele arrepia,
E tudo sempre esteve escrito...
Foi para ser assim – foi para ser infinito...
Mas é tão obvio, pois não pode ter fim
Onde jamais houve começo.

Na morte não sabemos
Se a escuridão nos abraçará...
Mesmo assim me olho no espelho
E com esmero
Penso em mim, em Roma, em Nero
E o que for que seja, será...
Eu mereço.

André Anlub®

21 de agosto de 2023

Das Loucuras (Pelo princípio mais lógico)

 



Das Loucuras (Pelo princípio mais lógico)


O cheio e o vazio dentro do pensamento

O bem moldando os desvios, à procura.

Vai e vem de frente-frias, temperatura boa para o plantio...

No tudo a cabeça é seu guia, mas um GPS ajuda.


A fiel escudeira – sua consciência – dava os pitacos e pitocos;

Querendo abraçar e beijar como um cio.

Marmelada com quiche de queijo, déjà vu de já veio,

Manejo da arma, maneiro do tempo, mineiro e seu ouro.


Maré propícia a novos ensinamentos,

Fogueiras ardem, mertiolate arde, luzes cintilam.

Sem endereço fixo fixa-se no voo continuo,

A prece ao que parece, seja um só ouvido...


Daqui a pouco já tem um ano de sua velha novidade,

Indo de cidade a cidade com a idade avançando...

Segue passando pano para sua ida de verdade,

Nas trincheiras trincadas dos dentes trincados, sem abandono.


As filosofias das ruas e a de Zizek, ensinam...

Pestes extintas, a onda ‘segurada’, tintas fartas, e mais tudo que preste.

As psicologias do “vivido” e a junguiana, anima e animam.


Detalhes são minudências dentro da sobrevivência,

E tudo estará nas folhas que surgirão e floresçam.

De modo evidente, doente, sadio, sútil;

De modo verdadeiro, falso, salso, doce, brocha, viril.


André Anlub®

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.