O livro que fez meu cavalo livre



O livro que fez meu cavalo livre

A priori...
tudo está a contento, e sobrevivi!

Lembro-me da vastidão do picadeiro
o cavalo da loucura em galope louco.
Nunca se deixa de fazer pouco
quando tudo se tem...
É você em primeiro!

Alucinações, parábolas, cogumelos
nos desenhos, moravam duendes
pras crianças, eram casas...
Salgados caramelos.

Cavalguei sobre o campo de tulipas
amassadas pelas pegadas do cavalo.
E na queimada da mata...
Pelo ralo foram-se alguns anos
pelo corpo farejei meus desenganos.

Chorei ao deparar-me com o tempo perdido
e no dito e não dito que ignorei.
Com a felicidade tinha perdido o compromisso
e no chumaço do chá de sumiço, 
hoje me achei.

Enfim, estacionado o cavalo.
Dei banho, água e feno
abri o cercado do terreno
e o deixei livre ao regalo.

André Anlub®
(3/6/13)

(Dedicado ao irmão e amigo Carlos Couto de Castro)


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