Uma tal fazenda

Fui criado na cidade grande, mas sempre frequentei os "interiores". Andei muito a cavalo; eu mesmo buscava no pasto, selava, montava e ao retornar dava banho. Ordenhei vacas e até aprendi a fazer queijo, pesquei muito em mar e rio, e como também não sou de ferro me rendi e entreguei-me à vida simples. Eta, saudade que bateu e me soltou a mão por aqui!

Algumas histórias XIII
Uma tal fazenda

Outra noite me flagrei relembrando
Uma época, em uma fazenda em Minas
A cidade de Santana do Deserto
Aprendi a fazer queijo, exercitei rir à toa
Novamente criei amizade com a natureza e pessoas
E na beleza do lugar avistei a esperança.

Acordava cedo, comia bem e gostava de ir selar o cavalo
No tempo muito raro o que só preocupava era estar feliz
Saia em direção ao centro, mas antes uma ponderação...

Era de praxe!

No caminho havia um pequeno lago, um açude
Lá fiz um balanço e um pequeno banco
Comumente me sentava e pensava na vida
Ah, o que eu não faria para já estar apaixonado...
Já ter o amor pela escrita nessa época.

Em uma noite a trupe voltava de uma sinuca em Três Rios
Percebemos a entrada de três ou quatro pirilampos pela janela do carro 
Então algo mais curioso aconteceu
Eram centenas deles, que chegamos a parar e desligar os faróis...

O assombro!

Saímos do carro e na estrada, sem iluminação
Vimos como uma árvore de Natal acesa
Eram pequenas luzes verdes, por todos os lados
Colidiam em nossos corpos, podíamos pegá-los facilmente.
Estavam em cima, e voavam também rente ao chão.

Não houve registro físico
Mas da mente dificilmente sairá.

André Anlub®


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