noite de 2 de julho de 2015



Pensamento vago, em voga e em vaga para idosos. 
(noite de 2 de julho de 2015)

É fantástico, e isso não é bordão não. Tenho o corpo em transe e transo bem com isso. Já nas devidas proporções acho que tenho absoluto direito de me alongar. Até porque – atenção – ginastica mental, poesia, versos e prosas, sem aquecimento e alongamento podem causar uma câimbra ou distensão. Hoje demasiadamente cedo vi a mais bela imagem: o dia; ao olhar-me no espelho constatei estar vivo... hoje e sempre... até porque eu só começo a acordar depois de lavar a fuça. Em seguida fui urinar e beber água, comer torrada e beber café (agora sim, acordei). Li as notícias, fiz as coisas corriqueiras e pus-me a escrever – fiz uma coisa e outra – revezando – até a hora do almoço. Nesse ínterim saíram alguns capítulos do meu romance, saíram a prévia dessas linhas, saíram alguns comentários online, saiu meu dueto com o amigo Rogério e também saiu um texto sobre feminismo. Bem, sobre esse último só tenho a dizer que está impublicável; sim, quase obsceno... Pelo simples e direto fato de eu não ter a visão extrema e pessimista de muitos. Mas deixe estar, deixe estando e deixe o estado estagnado. Vou-me para a varanda jogar bola com os cães, costuma desopilar meu fígado, cansá-los e também melhora nossa digestão (não só a do corpo, mas também a da mente). Sobre carecas e maquiagem: tira-se o chapéu com facilidade: aplausos hipócritas e sorrisos rosa com tons de violeta (o amarelo perdeu a graça). Põe-se a máscara com facilidade: aplausos ainda mais hipócritas e sorrisos de costas (daquele tipo: já fui). Chega-se e cega-se a seguinte conclusão: ninguém é mais real! E não por causa de implantes de silicones, cirurgias plásticas, viagras, piercings e tatuagens pelo corpo todo; mas sim por essa armadura – que de dura nada tem – que usamos no nosso dia a dia para tentarmos ser o que não somos e jamais seremos. Eu poderia falar de rosas e prosas (porque rima), de flor e amor (porque rima²); eu poderia colocar uma dúzia de belas palavras, apenas catando-as fragmentadas em um livro de Cecília Meireles... Mas não! Cansei de ler gente assim, de aplaudir falsos moralistas, cansei de bater palmas para maluco dançar (coitado dos malucos). Agora é ferro e fogo... E vou começar apontando dedos aos que estacionam em vagas de deficientes ou idosos (fico fulo); isso é bem mais importante que minhas meras palavras. O rastro, o resto e os restos deixarei para mais tarde e aos mais fortes.

André Anlub

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