Há de se ter vida


Há de se ter vida
(André Anlub - 23/4/12)

Ele chora, está com medo,
Com frio as lágrimas gelam.
No refugio do campo de trigo
Senta e sente o vento soprar.

Ele já foi louco, já foi vertigem,
Caçador de próprias luas,
Poeta de penas e plumas,
Exibia na cicatriz o segredo.

No momento procura abrigo
(velhos mitos perseguidos)
Sem valer de coragem ou esforço,
Sem tirar a faca de seu dorso.

Há de se ter força no amor que persiste,
Ao levantar-se refaz o caminho.
Vê a ave que alcança seu ninho
Mesmo a mesma estando ferida.

Ao ver teu choro da fumaça danada, 
senti-me com uma facada, 
uma dor aguda nos ossos, 
na alma e no peito; 
nos olhos as pupilas dilatam 
e na lata a vermelhidão do sem jeito... 
pela carência do ar da armada 
e a dúbia imposição do respeito.

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