Um mau lugar da pseudo-morte


Um mau lugar da pseudo-morte (4/7/10)

Com as mãos sujas de pecados,
Corpos fortes, mentes fracas,
Lixos espalhados por todos os lados
Ficam a empunhar as suas facas.

Uns nus gritam abafados,
Outros dizem serem soldados de Hades;
Mas todos buscam se alimentar
Comendo os corpos estragados.

Existe em frente um imenso mar de sangue,
Com ossos e pedaços de carne.
Na junção com a terra se forma uma espécie de mangue
Com pequenos moluscos que beliscam as faces

O cheiro de podre domina os lugares,
Também no ar existem pequenas cinzas
De corpos queimados pelos calcanhares,
Bocas abertas procurando brisas.

A dor e o medo são cotidianos,
Zumbis e moribundos vomitam maldade.
A esperança e a vida há muito tempo padecem...
A única saída é pedir piedade.

Postagens mais visitadas deste blog

Tempo de recomeço

Parte XI