E foi-se


E foi-se

Explode aqui, explode ali, o silêncio fica acolá
É o cão na viola
Se samba o samba mais doce
Embriaga-se da fonte até o galo cantar.

Deixe abrir a janela que o visual é novo
Serpentinas e música, loucuras para quem quiser ver
No viver e na morte, de sul a norte, quase nada de novo no front
O restante dos escombros esconde o menino do povo.

Meça direitinho para não errarem no reparo
Os cabelos mais longos, o caminhar de novo
O mar a cada dia mais belo na bela história de um náufrago
O calvário de um estorvo é vício de já trouxe amparo.

Nos sons que se fazem agora
A cama fica pronta, o travesseiro mais fofo
Os sonhos desmontam desesperos
A verdade não mais sabe sua hora.

Explode aqui, explode ali, o barulho não é mais ouvido
De tudo que já foi encolhido
Com a vida foi jogado fora.

André Anlub
(6/2/17)

Postagens mais visitadas deste blog

A chuva bem-vinda

Um Eu qualquer

Parte XI