No meio do lago


As gaiolas se abriram, voam os pássaros, rumo à vida.
Falham as bombas e pombas de branco se pintam.
O mundo esquece seu eixo, gira em toda direção
e pira - sem nenhum desleixo - sem a menor ambição.

No meio do lago sossego meus remos (18/11/13)

lanço a vara com a melhor das iscas.
Espero o peixe
faço figa.
Em tempo ameno
mordeu a Tilápia.
Depois do alvoroço
num pensar parco
devolvo-a pro lago.
- No meu lar tem almoço
Já ganhei meu dia
vou puxar meu barco.

André Anlub®

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