Do chão ao empíreo


Pássaros que vem e que ficam também são os pássaros que passam.

Do chão ao empíreo (29/03/13)

Vou fiscalizar nosso termômetro da relação
Tem que permanecer além de quarenta graus.
E nossos complexos e imensos litorais
Sempre agitados com grandes furacões.
Mas está tudo de bom
Gostamos assim.
Devemos manter sempre os pés no chão
E deixarmos tranquilamente o girar da bola.
Mesmo com as areias quentes, queimando
E nada mornando o mormaço na cachola.
Deixei a vaidade ir embora
E na raça e coragem
Apertei o cinto e a embreagem
Engrenei a quarta
Arregacei as mangas
Pois já passava da hora.
E voltando ao furacão
Que carrega tudo por onde passa
Demolindo paredes sólidas
Abalando alicerces
“liquificando” a massa
E deixando escombros no chão...
A queda nos obriga a levantar a cabeça
Reconstruir com paciência
Cada passo, cada tijolo,
Cada pecado e cada inocência...
Erguendo-se mais rígido e harmônico
Com o cimento da convivência.

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