Ótimo final de tarde


Meu Rio de Janeiro* (2/4/09)

Como pode alguém amar tanto um lugar:
suas praias, montanhas, que emanam o amor;
Curvas das ruas e de suas crias,
histórias, memórias, um glorioso legado.

O amor materno que sempre me banhou,
De pequeno até adulto do seu jeito fui criado.

Beleza bronzeada da cor do pecado;
o carinho do toque de sua maresia;
a visão e beleza do nosso senhor.

Fim de tarde (pés descalços) no Arpoador.

Uma estrela do mar e uma do céu que os meus olhos saciam, 
da primavera ao inverno no seu colo à vontade.
Quando a faca lhe fere também sinto a dor.

Digo em alto e bom som:
como é bom querer sempre
fazer parte da sua história... 

É salutar, mas periga ser um vício;
é no início, na essência onde bulo,
reviro a memória, o mar e o orgulho
e vejo que nessa guerra vale a pena lutar.

Meu Rio perfeito:
lhe quero bem, lhe quero sempre!
Mostre para todos, no mundo inteiro 
que você nos ama (é fiel)... 
amor verdadeiro.

(*esse texto está no livro Sicrano Barbosa de autoria de André Anlub)

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