"Exposta como vítima e criminosa, cantora, para além da voz imortal, foi ícone da luta pela igualdade racial
Poucas cantoras representam tanto para um conjunto de gêneros musicais quanto Billie Holiday. Talvez porque nunca tenha de fato interpretado uma canção, mas sim personificado a tristeza que carregava na alma e despejava no palco. Ninguém jamais cantará o blues, o jazz e o soul como Billie cantou.
Nascida Eleanora Fagan há exatos 100 anos, em Baltimore, filha de mãe solteira, teve a típica infância rica em privações que uma criança pobre e negra teria nos EUA da década de 1920. Quase sem acesso a escola e passando a maior parte do tempo sozinha, foi criada em lares adotivos onde foi vítima de abuso sexual e acabou em um internato católico. Quando saiu, partiu para Nova York, onde a mãe tentaria recomeçar a vida."
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/04/billie-holiday-completaria-100-anos-nesta-terca-feira-4734790.html
Preto e branca
(5/6/13)
Garanto minha frágil presença
No pensamento mais estranho
Que remete ao pesadelo
Da minha pele pintada de branco.
Enxergo essa minha entrega
Em reflexos de uma lâmina cega.
E de maneira sutil, tão simples,
Transcendo ao corte seguinte.
Em doação que faz mistura,
Nossas cruas carnes nuas
Fez contraste no arraste,
Na queima que é de praxe,
Do protocolo em leitura.
Ah, minha branquinha!
Bebemos na água pura.
Pegue o banco e a caipirinha
Venha sentar-se ao meu lado...
(desnuda – noite - minha)
7 de abril de 2015
O calor da Flor
O calor da Flor
(André Anlub - 18/11/14)
Prefere a Natalie a Keira, mas isso é outra história!
Aproveitando o gancho, a deixa, dá-lhes os loucos amantes, sempre por ai, largados e atinados.
Há um poeta que tem amor platônico,
na verdade são tantos... antagônicos e adjacentes...
(por que não insanos?).
Prefere, no inverno, usar um cobertor de orelha,
ao invés de um casaco de pele, desses de pele de ovelha...
e ele escolhe, acolhe e se recolhe no conforto do lar e do sonho... (bardo sonhador).
E sonha! sonha em se abrigar do frio com o calor da Flor...
(é, ela mesma! a Maria).
É franco, modesto e aprendiz; é raro um sujeito assim, muito raro;
tem a alcunha de “Macuquinho-preto-baiano”, e não há engano: é bem assim!
Na luz dos olhos verdes, azuis ou pretos,
no bate-papo na cama, caminhando pela praia ou na rede da varanda, nas várias opiniões contrárias,
nas várias ações que valham o tempo sublime em comunhão... sempre entrega seus pontos.
Vem, acorde-o, puxe uma cadeira e sente-se;
Prepare a paciência para ouvir seu longo sermão.
Depois surgem histórias lindas, poesias doces e inúmeras canções.
Irão servir também uns trecos para acompanhar: canapés com camarões e azeite de dendê, sucos de frutas raras, amor verdadeiro e música “démodé”. - Lembra-se daquele boneco de ventríloquo?
Resolveu ser astronauta, mas não conseguiu!
Mas pelo menos agora ele se mexe sozinho,
Fala o que quer e deixou de ser menino.
6 de abril de 2015
Dos desafios
"Embarque nesse carrossel onde o mundo faz de conta, a terra é quase o céu..." ♫♫♫
Posted by Catraca Livre on Segunda, 6 de abril de 2015
Dos desafios
(André Anlub - 2/8/12)
Sentinelas do mais profundo amor, vejo pela janela as folhas e pétalas que caem pintando o chão...
formam os tapetes dos amantes, síntese da emoção de todos os seres vivos.
Já tentei deixar de ser romântico, ver o mundo em branco e preto, lavar bem lavado meu despeito e organizar minha semântica.
Pego a massa e faço o pão, uso a farinha que vem do trigo; existe aqui dentro um insano coração que se materializou tão somente por você.
Vai dizer que me embriago por não tê-la, sons antigos na vitrola e deito-me em posição fetal... estou fraco para o viral e depressões e forte para construir minhas teias. Em absoluto desafio... quero ser chefe dos meus desatinos levantando e regressando à caminhada, vestindo minhas melhores roupas e colocando meus anéis... (fazendo o que sei fazer de melhor).
Cantar pra subir
#tvCarta Jonathan Duran é pai adotivo de um menino negro. Há pouco mais de uma semana, ele denunciou um caso de racismo...
Posted by CartaCapital on Segunda, 6 de abril de 2015
Cantar pra subir
(André Anlub - 25/6/14)
Da boca só se ouvia aquele timbre suave
Que soava na nuvem fazendo canção;
O sol sorria rasteiro e olhava cabreiro
Certo campeiro de cabeleira rastafári;
Chegaram o broto de feijão e o camarão
Trouxeram a tatuagem da maresia na pele e a santa festa “al mare”.
No horizonte o vermelho entre dois apreciáveis coqueiros
Que formavam aquele meu e seu (nosso) coração.
Talvez no mundo haja muito de injusto acontecendo,
Mas naquele momento, ali, só festejos;
Nada de ser herói tampouco bandido,
Das bocas agora, ao sol e a sós, só o estalar dos beijos.
A vida estava tão boa que aproveitando a garoa
Todos se desnudaram vestidos:
Eram confissões de pecados insurgentes,
Pensamentos e elos perdidos,
Eram tantos caracteres maus e travestidos,
Que há escassez de caracteres para escrevê-los.
Agora a felicidade foi ao extremo
E conseguiu atenção...
Agora grita quem já foi pérfido:
“Todos nus, todos nus... será que posso?”
A sensação de mais gengibre no quentão,
O balão subindo com o silencio a se esvair.
Vai cantar pra subir sacolejando o corpo
No branco na roupa ao avivado da emoção.
O amor endossa, emboça e adoça a vida.
Dueto da tarde (CXVI)
Dueto da tarde (CXVI)
Quase nenhuma chance de alguma chance ser quase: todas querem tudo.
Tenta cercar pelos lados, mas não há lado em um círculo rotativo.
Sempre a mesma coisa é a mesma coisa sempre. Olhar e não ver porque acha que já viu é a mesma coisa.
Sempre tudo é diferente, mas o diferente quando é abundante e frequente, acaba tornando-se igual.
Então as chances brigam com as possibilidades, querendo a prioridade, querendo a maioridade já ao nascer.
A prioridade por sua vez não pode ser indiferente a tal luta, pois sua labuta é calcada naquilo que se mostra com urgência.
Vamos falar sério, ela diz. E não fala sério. Não parece sério dizer vamos falar sério e não falar.
Para piorar a contenda chega de repente o improvável, que provavelmente foi barrado em uma festa adolescente.
Não há ninguém para dizer você fica aqui, você fica lá. Todos querem ficar ali. E ficam.
Ninguém vê, mas está ali para ser visto: quase todas as chances de todas as chances tornarem-se fatos; basta tirarem os sapatos e após esse ato saírem dançando.
Liberdade é libertar-se. Leveza é não carregar pesos. Mas quem bate em paredes apenas bate em paredes.
De todas as chances e fatos, de todos os atos consumados – acertados, pedantes ou pendentes, a única coisa coerente é saber que a incoerência está com seus dias contados.
Rogério Camargo e André Anlub
(6/4/15)
5 de abril de 2015
Morrem as abobrinhas
PARA MATAR " AS SAUDADES "
Posted by Restaurante El Novillo Carioca on Sexta, 22 de agosto de 2014
Morrem as abobrinhas
(André Anlub - 3/8/13)
Venha, chegue mais perto,
Quero sentir seu hálito delicado e forte
(sopro de amor).
Agora chegue ainda mais perto e cole seu nariz no meu.
Quero entrar nos seus olhos, no mar infinito
E no universo negro e mágico
Onde tento ver o meu rosto.
Digo em alto e bom som:
Como é bom, quero sempre fazer parte dessa história (é salutar); mas periga ser um vício.
É no início, na essência, onde bulo e reviro a memória, vejo que nessa guerra vale a pena lutar.
Ninguém vai nos dizer o que devemos fazer,
Nunca mais... (não, não)!
Com o certo ou o errado deles:
(dos ralos - dos reles) limpamos o chão.
Acabaram-se as abobrinhas nas nossas mentes,
Nem se falarem hipoteticamente
Só verei as bocas mexendo (sem som).
Dueto da tarde (CXV)
Dueto da tarde (CXV)
Arranca de forma violenta o tapa-olho de aço, cúmplice das cenas fantásticas e cruel ladrão de seu tempo.
A venda punha à venda o que não queria vender, o que morreria se vendesse. Enterra no quintal junto ao cachorro da infância.
Agora haja tempo para correção. No esconderijo dos sentimentos acenderam o lampião do (in) juízo: saiu – sumiu – senil foi a preguiça que agora sopra seu vento.
A distensão diz tensão também. O acordo acorda a corda que o enforcado pôs a dormir. Pensa num bilhete de despedida.
O mundo – o céu – a Via Láctea é pouco para quem deixou de ser rouco e quer cantar ópera.
Corre o tempo – é um contratempo. Vem a vida – é uma sobrevida. Se quer saber, não quer nem saber.
As águas escorrem pelas mãos: o arredio convida à mesa do bar da esquina; o monstro quer companhia para o banho no lago Ness; o garoto na laje quer cruzar sua pipa e o eterno é um segundo enquanto a água passa a seus pés.
Quem sabe não era melhor com o tapa-olho? Não, nada é melhor com o tapa-olho. De aço tem que ser a vontade. Fica à vontade para tremer.
Com tanta vida que perdeu, qualquer coisa torna-se um achado. O buraco de bala no muro torna-se um olho mágico que o remete à Baía da Guanabara.
Terra de cego não é terra de tapa-olho arrancado. Não há rei de um olho só na Baía da Guanabara que ele enxerga.
Se tudo é pouco, ele concluiu que o pouco já é tudo; é o obtuso do concluso, mas é que tem para hoje... e não é a fase de perder o seu fuso.
Confuso? Não para quem arrancou a venda porque não está à venda.
Rogério Camargo e André Anlub
(5/4/15)
Na saliva da vida
Técnicas de Grabado - Xilografia - Calcografia - Litografia - ...Koz Palmakozpalma.wix.com/kozpalma
Posted by Koz Palma on Domingo, 24 de agosto de 2014
Na saliva da vida
(André Anlub - 4/4/13)
Sem rumo, faz do instinto sua bússola,
Anda com a cara e a coragem...
Não mata um leão por dia,
Mas encara a besta macabra.
É dono dos prós e contras,
Um pé na frente e outro atrás.
Constrói seus moinhos de vento
Ao som de um clássico do jazz.
A cada lua minguante,
Pinta um cômodo da casa
E rega o jardim das camélias...
Que vibram nas águas dançantes.
O cachorro deitado num canto
E o canto dos pássaros belos:
- O pica-pau e o trinca-ferro
- O bem-te-vi e um melro...
Dão mais vida ao montante.
O voo da tranquilidade
Num céu azul de espaço,
Abraço da vida em liberdade
É o beijo na sede no riacho.
Não mais submerso em vil fachada,
Brinda os versos da mãe natureza;
Em aquarelas muito além das janelas
Que atravessa seguindo as pegadas.
Agora não são mais quimeras,
Novas paixões o esperam...
Sem sonho, sem pouco, sem mera
Nas mil opções de chegadas.
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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