À morte, alérgico – à vida, estratégico – à alma, lisérgico.
Líquido sagrado de Baco (15/5/13)
Rigoroso esse tempo bom na tela do céu azul,
Enorme pingo quente dourado,
Mas amargurado ele caminha sem Norte (também sem Sul).
Só esperou o cair da noite e foi-se frenético abraçar a boemia:
Nas mesas bambas dos piores bares sentiu-se bem, satisfeito,
Era aquilo ali (Alá, a luz, além) que ele queria.
Com as paredes descascadas e encardidas,
Banheiros de intolerável cheiro ruim;
A meia luz...
A farra no garrafão de vinho barato que esvazia:
Todo feio se faz tolerável;
O detestável é a alegoria da vida.
Com três palitos de dente se faz um xadrez psicológico,
De deixar Freud confuso e Confúcio fã de Pink Floyd.
O que eu faria em uma atmosfera assim?
Além do porre corriqueiro:
De janeiro e meu aniversário;
De ver estranhos saindo do armário;
De tudo que é falso tornar-se verdadeiro.
O que eu faria?
Largaria o último copo e voltaria ao primeiro,
Desde onde a mente vai demudando,
O tom de voz aumenta, palavrão atroz vira salmo,
E enterra-se qualquer tormenta.
O que eu faria?
Vou voando – bem calmo ao terreno estrangeiro.
A insanidade das horas perdidas no líquido sagrado de Baco:
Com uma mão vai afundando o barco
E com a outra fornece o salva-vidas.
André Anlub®
16 de fevereiro de 2017
Dos desvelos
Dos desvelos (como som melancólico que segue invadindo)
Até coloquem palavras em minha boca... Mas que nasçam poesias.
Abrasador ao íntimo – sem dor – toca e preenche e compreende ao completo;
Na mais alta altitude que o anseio ressoa, e é tênue e desconcertante.
Toda uma terra estremece em todo o corpo que balança
E merece o céu no sol e a luz da lua na luz do teto do tato e do tudo.
Namoro e sinto e choro e aprovo e comprovo o sopro e aguardo, e você.
Mas é mais mar que observo e sou servo ao todo... E amo.
Vem, vem como variante, pé e pé, paz e paixão, marcando no solo – selo;
Como ao chão e ao sentimento é um sucinto sinal sagrado, afetuoso,
Pois não censura, nem corta nem cura, o soco solitário do colosso:
O banho ao calor em chamas, supina alma à sua presença... E amo.
Solos secos castigados, que fenderam em frangalhos de raios antigos...
Ficam no aguardo das águas em rios em milagres em lágrimas em circo em cio...
E vieram e vigeram e ficaram e fincaram... E amo.
André Anlub
Até coloquem palavras em minha boca... Mas que nasçam poesias.
Abrasador ao íntimo – sem dor – toca e preenche e compreende ao completo;
Na mais alta altitude que o anseio ressoa, e é tênue e desconcertante.
Toda uma terra estremece em todo o corpo que balança
E merece o céu no sol e a luz da lua na luz do teto do tato e do tudo.
Namoro e sinto e choro e aprovo e comprovo o sopro e aguardo, e você.
Mas é mais mar que observo e sou servo ao todo... E amo.
Vem, vem como variante, pé e pé, paz e paixão, marcando no solo – selo;
Como ao chão e ao sentimento é um sucinto sinal sagrado, afetuoso,
Pois não censura, nem corta nem cura, o soco solitário do colosso:
O banho ao calor em chamas, supina alma à sua presença... E amo.
Solos secos castigados, que fenderam em frangalhos de raios antigos...
Ficam no aguardo das águas em rios em milagres em lágrimas em circo em cio...
E vieram e vigeram e ficaram e fincaram... E amo.
André Anlub
15 de fevereiro de 2017
Dueto LXXVII
O livro de duetos 'A Luz e o Diamante', André Anlub e Rogério Camargo, lançado em março de 2015, e o recém saído do forno: Sarau do Beco & Convidados e minha logo marca - Poeta Hei de Ser (Poeteideser) - registrada ® em 2010
Dueto LXXVII
O escuro abriu a porta para a escuridão e ela dava para o que ele não queria ver,
Sentia-se acuado, queria seu corpo diáfano, queria o si-lêncio do espaço e somente do som o ínfimo traço – a voz de seu pai.
Vinha de longe, um eco distante da sensação de acon-chego e proteção.
Onde estará a mão forte de pedreiro e a alma de guerrei-ro tentando construir e ajeitar o planeta num brado lúgubre de oposição?
O escuro não sabia responder. Mas abrira uma porta pa-ra a escuridão e, tropeçando, foi entrando no que não queria ver.
Sentiu-se no útero, em casa, no conforto; não havia con-torno, aborto, suborno nem desgosto; sentiu-se bem-vindo, ob-servado, nutrido e cuidado.
O medo que tinha era o medo de ter medo, então. O medo que tinha da porta fechada era o de abrir a porta.
Agora pode ouvir a voz pueril de seu pai, que foi crian-ça um dia; agora pode sentir o carinho de sua mãe que cedeu espaço no seu corpo para sua estadia.
Lentamente escuridão vai sendo iluminada pelo senti-mento de presença. Lentamente o medo dela percebe que não estar é que apavora.
Pode dar as costas, ir embora de encontro ao dia, mes-mo sabendo que na luz feneceria; pode resgatar importâncias, calar-se ao atentar a infância e e talvez sorrir aguardando com paciência um novo breu.
André Anlub e Rogério Camargo
13 de fevereiro de 2017
Momentos
O ser notívago
Avenidas vazias, mãos e contramãos de molambos
Pelos mausoléus de fantasmas, passam colecionadores de isqueiros inúteis...
Catando lixos, latas e vidas ocas.
Sem pressa, arrastando corrente e levando seu corpo moribundo
Andam se esquivando de nada e balançando ao vento.
Ao som de motores noturnos, a luz dos postes e faróis...
Muitas vezes os remetem a uma vida de festas,
Uma existência regada a drogas que foram trocadas por comida e sexo.
Expectativas são contratempos de eras e momentos que não passam
Das bocas as mais puras conjecturas, dos olhos as bulas de remédios de leituras
Desenfeitam qualquer paisagem, enfeiam o que de pior que há.
Na fantasia de um deles surge um pássaro de bela penugem
O canto... Uma variação de tenor e gênero lírico, sublime delírio
Com o toque de um panorama, o inverno senta na primeira fila.
Não existem sapatos, pisa descalço em uma linda grama verde
Entre seus farrapos e uma velha esteira
Acabou o artefato, passou a loucura...
Chega enfim o “canto” de uma britadeira.
André Anlub
A ilha em êxtase
A ilha em êxtase
E agora, estava mais que na hora, o entusiasmo veio.
No veio de quem somos; no velho clichê de quem deveríamos ser.
O abstrato na tela uma ilha revela o absinto para encarar o abismo;
Na retrospectiva da vida – um bel prazer –, a perplexa perspectiva a nosso ver.
Somos quem somos, e já estava na hora do abrigo de um alento amigo.
Publiquem em letras garrafais: nossa vida é particular...
Mas mostrem o que há de divertido.
Exponham em íntimos ouvidos: quase tudo de todos soa peculiar...
Mas é assim que é para mostrar.
O tempo alcançou o próprio tempo,
Como a cobra comendo seu rabo.
Na frase eu me acabo; no vento você se inventa;
Como a cobra com salada, pimentões e pepinos.
Fecho os olhos e vejo um mar na nossa avenida;
Obro os olhos e vejo que sou um belo peixe...
Tire suas roupas e ao meu lado deite-se;
Deixe-se levar e me leve para sua ilha da vida.
André Anlub
(13/2/17)
Ótima tarde
Ao ver teu choro da fumaça danada,
Senti-me com uma facada, uma dor aguda nos ossos,
Na alma e no peito;
Nos olhos as pupilas dilatam, e na lata a vermelhidão do sem jeito...
Pela carência do ar da armada e a dúbia imposição do respeito.
A impunidade é como um patrono para a contravenção: apoia – encobre – estimula;
A lei e seu longo braço ficam sem a mão: impotente – descrente – nula!
Brisa que abre o portão vem do vai e vem das ondas, ultrapassando o varal, acalentando as roupas; moveu o barco pesqueiro, mudou de lugar uma duna, fez levitar uma pluma e dispersou o nevoeiro; brisa gélida de inverno alegrou o dente de leão, soprou ao rosto, encheu o pulmão; e nas manhãs corriqueiras espalhou o aroma do pão.
André Anlub
Senti-me com uma facada, uma dor aguda nos ossos,
Na alma e no peito;
Nos olhos as pupilas dilatam, e na lata a vermelhidão do sem jeito...
Pela carência do ar da armada e a dúbia imposição do respeito.
A impunidade é como um patrono para a contravenção: apoia – encobre – estimula;
A lei e seu longo braço ficam sem a mão: impotente – descrente – nula!
Brisa que abre o portão vem do vai e vem das ondas, ultrapassando o varal, acalentando as roupas; moveu o barco pesqueiro, mudou de lugar uma duna, fez levitar uma pluma e dispersou o nevoeiro; brisa gélida de inverno alegrou o dente de leão, soprou ao rosto, encheu o pulmão; e nas manhãs corriqueiras espalhou o aroma do pão.
André Anlub
12 de fevereiro de 2017
Morreu Al Jarreau, uma lenda do jazz
"Morreu o cantor norte-americano Al Jarreau, vencedor de sete prémios Grammy
O cantor de jazz norte-americano Al Jarreau, vencedor de sete prémios Grammy, morreu hoje, aos 76 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, dias depois de anunciar a sua retirada dos palcos e de ter sido hospitalizado por fadiga.
"Al Jarreau morreu hoje às 5:30 da manhã (hora de Los Angeles). Estava hospitalizado, acompanhado de Ryan (filho), Susan (mulher), amigos e família", explicou o agente do cantor, Joe Gordon, num comunicado hoje enviado aos meios de comunicação social, citado pela agência EFE.
A família irá mandar celebrar uma missa para as pessoas mais chegadas ao cantor e não será organizada nenhuma homenagem pública."
Saiba mais: DN news
O cantor de jazz norte-americano Al Jarreau, vencedor de sete prémios Grammy, morreu hoje, aos 76 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, dias depois de anunciar a sua retirada dos palcos e de ter sido hospitalizado por fadiga.
"Al Jarreau morreu hoje às 5:30 da manhã (hora de Los Angeles). Estava hospitalizado, acompanhado de Ryan (filho), Susan (mulher), amigos e família", explicou o agente do cantor, Joe Gordon, num comunicado hoje enviado aos meios de comunicação social, citado pela agência EFE.
A família irá mandar celebrar uma missa para as pessoas mais chegadas ao cantor e não será organizada nenhuma homenagem pública."
Saiba mais: DN news
Jiló
Jiló - parte II (8/5/14)
Na pizzaria às 21h30min eu queria algo pra acordar:
- Garçom, por favor, um café.
- Não temos, já passou do horário...
- Então me vê um energético, ou chá verde, chá preto...
- Não temos chás!
No sábado à noite a clientela gosta mais de beber cerveja ou bebidas destiladas e fortes.
- A tá, entendi!
Então, por favor, me traga uma dose tripla de Southern Comfort com duas pedras de gelo e uma rodela de limão.
- Sou de onde? É internet?
Não temos isso aqui não!
- Traz um suco de acerola, chefia!
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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Poemas de Manoel de Barros Via: Templo Cultural Delfos SEU MARGENS Seu Zezinho-margens-plácidas, célebre fazedor de discursos patr...
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Ontem tarde esqueci seu nome... Mas hoje cedo me lembrei de que isso não faz/fazia/fará a menor diferença. As melhores opções nem sempre s...







