23 de agosto de 2023

“Forçação”


“Forçação”

Eis um louco tempo que no deserto navegarão os barcos
Oceanos de destrezas na nova era do acertado
Anseio excessivo coloca tempero naquilo e nisso
E o intuito e o compromisso deixam de ser opacos

Tentando não se afogar nas águas da besta-fera. 
É sexta-feira, dia de um sextar alado

Até outro dia uma mão engessada
A mola era a aflição que hoje se encontra enterrada
Um zen, o tal; um bem, o mal
Há de sambar em cima depois da última pá de cal.

O antigo sorrindo ao novo – toada e aterramento
A terra chora, a enxada dança – o coro come
Nova estrutura se levanta – novo momento
Planeta dos macacos; o extraterreste é o bicho-homem

Tudo, mas absolutamente tudo ao mesmo tempo na cachola.
Os bombeiros colocam fogo no parquinho
Nos vemos em novas letras, velhos desígnios
Até mais, já está na hora; até hoje, até agora
Vivendo a prendendo em novos e antigos caminhos.

André Anlub 
(23/08/23)

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Das Loucuras (vivendo ainda em construção)

Feições alegres em refeições fartas,
Farpas furando pés, ao pé da letra. 
O prego enferrujado na sola do sapato,
O emprego da palavra certa
 É o incerto do desempregado.

Dois dedos de pinga
E pingam suor e sangue adoidado,
Nesse corre e corre,
Nesse corte sem cura
De revanchismos baratos.

Segura essa:
Assegura alguém que essa história termina bem,
Sem abismos...
Contudo, mesmo com tudo e todos, 
Há os pessimismos.

O chefe Apache faz o de praxe:
Incendeia a rima...
A tribo só confirma, é o disfarce.
Ninguém aproveita a sombra
Do coqueiro solitário na ilha...
E nós aqui, vendo os meus lábios tatuados
Na sua virilha.

Na boca do lixo o grito do absurdo,
A prensa que é a pressa que faz a prima...
Mas no nosso caminho há silêncios,
E indícios de areia movediça...

Às vezes o tiro é à queima roupa,
E sempre isso pouco importa...
Agora está você roubando a maresia
Que antes refrescava as minhas hortas. 

Saudosismo que nocauteia as memórias,
Inventando absolutos do submundo...
Estou eu, doentiamente organizado
Na bagunça de vitórias e derrotas.

A jiripoca pia; a pele arrepia,
E tudo sempre esteve escrito...
Foi para ser assim – foi para ser infinito...
Mas é tão obvio, pois não pode ter fim
Onde jamais houve começo.

Na morte não sabemos
Se a escuridão nos abraçará...
Mesmo assim me olho no espelho
E com esmero
Penso em mim, em Roma, em Nero
E o que for que seja, será...
Eu mereço.

André Anlub®

21 de agosto de 2023

Das Loucuras (Pelo princípio mais lógico)

 



Das Loucuras (Pelo princípio mais lógico)


O cheio e o vazio dentro do pensamento

O bem moldando os desvios, à procura.

Vai e vem de frente-frias, temperatura boa para o plantio...

No tudo a cabeça é seu guia, mas um GPS ajuda.


A fiel escudeira – sua consciência – dava os pitacos e pitocos;

Querendo abraçar e beijar como um cio.

Marmelada com quiche de queijo, déjà vu de já veio,

Manejo da arma, maneiro do tempo, mineiro e seu ouro.


Maré propícia a novos ensinamentos,

Fogueiras ardem, mertiolate arde, luzes cintilam.

Sem endereço fixo fixa-se no voo continuo,

A prece ao que parece, seja um só ouvido...


Daqui a pouco já tem um ano de sua velha novidade,

Indo de cidade a cidade com a idade avançando...

Segue passando pano para sua ida de verdade,

Nas trincheiras trincadas dos dentes trincados, sem abandono.


As filosofias das ruas e a de Zizek, ensinam...

Pestes extintas, a onda ‘segurada’, tintas fartas, e mais tudo que preste.

As psicologias do “vivido” e a junguiana, anima e animam.


Detalhes são minudências dentro da sobrevivência,

E tudo estará nas folhas que surgirão e floresçam.

De modo evidente, doente, sadio, sútil;

De modo verdadeiro, falso, salso, doce, brocha, viril.


André Anlub®

11 de agosto de 2023

Das Loucuras (vapt vupt, zen, zap, zolpidem)


Das Loucuras (vapt vupt, zen, zap, zolpidem)


É, assim o céu abriu, as nuvens caíram fora e saiu o sol

Mesmo olhando relógio do pulso e constatando ser onze da noite 

Na loucura a cura faz coro, pinta cartazes e vai às ruas em prol

De ter com os deuses um relacionamento aberto e menos distante.


O sigilo foi quebrado, nada por agora terá mais importância...

Nos sonhos sempre um ônibus e a falta de um destino concreto.

Mas não há pânico – pelo contrário –, vejo uma calmaria em constância...

E assim brotam amigos antigos, dentro de um devaneio ambíguo, porém reto. 


De repente a situação muda e surge a narrativa incoerente,

Dentro de uma percepção confusa entre o fidedigno e o mutante.

Há coragem de todos em enfrentar o perigo iminente...

Fazendo um verdadeiro abrigo que nos tira da cena num instante. 


Subidas e descidas íngremes, em caminhos estreitos e de barro,

E assim a vida brinca de casinha com que está flertando com essa prosa.

Sorri a todos nós, acaba para alguns e de muitos tira sarro...

É debochada, é de brochada, é inteiriça, brincalhona e impecavelmente valiosa.


André Anlub®





6 de agosto de 2023

Das Loucuras (Inhotep)

 Das Loucuras (Inhotep)


Não faz pouco pois ele é um louco;

Um corvo que vive incluso na informalidade de um jogo 

Em puro ouroboros, catando tesouros,

Em armadilhas há mais de quatro décadas...


Sua vida é um subir e descer caminhos fantasiosos

Faz seu ninho na beirada da sacada da emoção

Doce ilusão de poder desenhar seu futuro,

Num louco e profano absurdo de inspiração.


Um karma ser fantasma e carrasco de sua biografia;

Duas falhas: sonhar a esmo; não sair em busca de si

Os pecados camuflados e misturados com os atos afáveis

Os erros antigos são retocados a mão nessa revanche.


Já, vagarosamente refaz o começo

No traço que crio; na cria que obedeço.

A luz que sai por detrás das nuvens

Traz o abraço dos Deuses.


Vindo com o som do trovão mais absurdo

O corpo um pouco enferrujado, mas a alma incólume;

Recebe a benção da nova fase rumo ao futuro

Afrouxando as porcas de um sistema porco e duro

Que faz não sermos nós mesmo enquanto nos engole.


Mas somos absolutos e no fim derrubamos os muros,

Pintando de preto o clarão que cega, e de branco o lado mais obscuro.

Vem o som, a luz, o renegado...

Vai o intruso e entre suas pernas o seu rabo.


Sorrisos plantam árvores em montanhas distantes

Ao som de trompetes e as celestiais trombetas.

Novo elo; nova era. Foi jogada a pá de cal no mal que já era...

Ao vivermos dentro desse papel surreal e absorto que se inventa.


André Anlub®

(22/2/20)

23 de julho de 2023

Pitty II

 




INKOMA - Entrevista MTV 1998 Pitty




Das Loucuras (cogito existencial e a preguiça de pensar sobre isso)


Ele era pirracento,

E na despedida disse:

Vai com dedo!...

E que nos seus caminhos Deus te elimine. 


E assim vai costurando inimizades,

Na realidade de suas brincadeiras, segue firme.

Nada o inibe, a não ser a própria verdade...

A autenticidade das suas feridas num “autocrime”. 


O frio gela os pés,

É o inverno que chega anabolizado.

É hora do almoço e a rainha saiu de fininho,

Foi ao reino vizinho comprar um guisado.


O rei, que nunca foi coroado,

Ficou sozinho, mas diz: 

Antes só que mal acompanhado...

Não é nada, não é nada,

Sua refeição foi um peito de frango congelado

Com a macarronada da semana passada.


Pensa, logo existe...

Não é crime achar que essa frase não lhe cabe.

“Tenta” é prologo de “não desista”...

Agora sim, essa se encaixa, ele sabe! 


Nas palavras de Kierkegaard, no livro O conceito da angústia:

“Existe calma e descanso; porém existe, ao mesmo tempo, outra coisa que, entretanto, não é perturbação nem luta, porque não existe nada contra o que lutar. O que existe então? Nada.”


Agora pôde seguir com mais calma a estrada,

Observando a mata e os pássaros, aos passos vagarosos.

Sentiu-se realizado, com a mente bem clara,

Enterrando problemas passados, encarando os novos.


André Anlub®

(25/5/19)

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.