24 de janeiro de 2015
Meu mar é mais melo que marmelo
Meu mar é mais melo que marmelo
Dizem que a inspiração vem pelo ar,
(e é absurdamente bem-vinda, como o amor esvanecido),
E as asas invisíveis já estão batendo, em sintonia...
Distintas criações e influências passeiam pelo ar;
Dizem que surgem e vão-se como uma espécie de epidemia... voejando;
Passam por frestas de janelas, levantam e assentam folhas, poeiras,
Ouvem besteiras da larga e desumana boca da intolerância
Que um dia há de se acabar.
Seguem voando...
Incidem nos cabelos das morenas, das meninas,
Pegando carona em seus luxuosos pensamentos...
Aprofundam-se em sonhos e estacionam (provisoriamente) nas imagens,
Nascem delas ou as inventam; criam pessoas, situações;
Criam o mar e canoas – criam o navegante – esculpem a perfeição.
“Queijo coalho, pamonha, acerola, açaí”.
Gritou o vendedor enquanto eu resolvi rabiscar esse texto;
O açaí lembrou-me o mar.
Quero o som do mar, a visão do mar, o sabor do seu sal,
Tombar na monumental percepção de bem-estar;
(mesmo estando longe, e onde mais eu estiver, e hoje, e sempre)...
Quero seus beijos, seu toque, seu banho.
O açaí e o tudo me lembram o mar,
Lembram que o amor foi mergulhar e não voltou,
Pois se transmutou em mar...
E está bom, está de bom tamanho.
André Anlub
(24/1/15)
Herói trágico
Herói trágico
(André Anlub - 14/7/12)
Tsunamis - terremotos
Almas penadas:
- fragmentos de episódios de um cotidiano singular,
Cheiro de eucalipto na cheia banheira da casa,
Banhos de sais e velas acesas só fazem ansiar.
Um amor perdido e desperdiçado
Assusta os ponteiros da vida (montanha russa).
Falam bem alto que o tempo é esgotado,
Aprenderam a lidar com a lida.
Pintam os olhos encharcados com cores de fúcsia,
Relógio antigo na parede carcomida.
É de matar! Sim, de matar...
Já com seus anos vividos e ainda teme paixões;
Burro de carga em estradas esburacadas;
Coração mole de pedra de açúcar;
Herói trágico de sua própria vida.
Deitado em uma cama de vime,
Ou de pés bem calçados no chão,
Pensa que sabe o que é fome,
Cometendo o pior dos crimes:
Ingratidão!
Santos de madeira
Santos de madeira
(André Anlub - 25/12/11)
Pés descalços pisam nas britas,
Que parecem pequenas brasas.
Colher de boia fria na marmita,
Colher de pedreiro nas mãos,
Ensaiando seu karatê.
(aiá!)
Cheirando cimento,
Colando o pulmão.
O sol fulgente e quente
Cortando de um lado ao outro
O céu mais limpo.
Rito habitual,
Frito obituário.
Às vezes pisca para a esperança
E o sol ri da sua cara.
E ele, cá embaixo,
Suando em bicas,
Pensa que há uma missão a ser feita.
(e há!)
Nas horas vagas é escultor,
Faz santos de madeira.
Com a ponteira acerta os pontos,
Com o cinzel talha o formato
E a plaina aplana a vida.
(...) E o verniz como o brilho nos olhos
Da lágrima que se mescla ao suor.
Seu chão
Publicação by Sith TV.
Seu chão
(André Anlub - 1/1/13)
Pele morena e queimada de sol
Salgada de mar – dourada de paixão.
Marquinhas brancas em lugares capciosos
Apetecem meu doce paladar.
Cabelo em ondas e o sorriso largo
Perder-me, me encontrar e desfrutar...
Desvendar é vago.
Vou com seus passos e na sua lida,
Vida de beijos e calenturas.
No seu mundo de flores e sonhos
Vejo inenarráveis loucuras.
(p) reparo seu banho,
Aqueço seu corpo,
(a) prendo seu prazer.
E, enfim, desbravo a região...
Sou anão, sou colosso
Errante – jovem – ancião...
Sou amor e pecador
Me perco – me acho
Capacho – seu norte
Sou seu chão.
23 de janeiro de 2015
Dueto da tarde (XLIII)
Dueto da tarde (XLIII)
Passou correndo, comendo vento e, naturalmente, declamando poesia.
Naturalmente, o eco respondia. E ao que respondia o eco ele correspondia:
Venha poesia! - A cada verso solto, o eco, em dueto, soltava outro novo...
De dois em dois, não fizeram quatro nem vinte e dois, mas o que veio depois foi arte, foi ofício, foi o sacrifício em abraços de incondicionais lirismos.
O frenesi da intensidade também era a admiração pela extrema calma que o momento continha.
Assim, fazendo uma pequena continha, de dois em dois davam passos muito além de uma perna, como uma peregrinada eterna pela terna inspiração, moderna/arcaica forma de viver o mundo.
Eram completos em contemplar a candura da natureza; eram distintos, pois tinham a grandeza de apenas ser meramente simples.
Foi simplesmente isso, então. Passar correndo, alimentando-se de vento e expulsando a poesia das veias como se fosse um raio, ou até mesmo um parto raro, algo necessitando plena liberdade, carecendo de ar para tornar-se eco e explodir em sons coloridos, em cores musicais, em formas diluindo-se, em etéreas concretudes, em atitudes e gestos sem protestos e protestando vida até a morte.
Rogério Camargo e André Anlub
(23/1/15)
Ziguezague e “ziquizira”
Publicação by Mpora.
Ziguezague e “ziquizira”
Na vida da dama os fulgentes ofícios
Dócil anjo do hospício que tingiu em sua vida:
Guaches, canções, letras, artifícios...
Do repente que trouxe delicada guarida.
Ziguezague de arranque, bucólico sentimento,
Mão dançante e frenética da mente produtiva.
Ziquizira que se rendeu ao faminto fomento
E no momento só enxerga a real perspectiva.
Andarilha no trilho, falcão de voo sucessivo,
Faz do seu trabalho o ato muito mais expressivo.
Do suor do seu couro nesse denso mundo raro,
Faz de seu umbigo somente mais um detalhe.
Que a inspiração não suma, não durma e não falhe...
E se doe doce no eterno, açucarando o seu faro.
André Anlub
(24/8/14)
22 de janeiro de 2015
Para ponderação
Hoje me lembrei de ondas que surfei
Das "vacas" homéricas
Caldos eternos
Lembrei que surtei em mares no inverno
Em "pelo" no gelo
E o roxo dos lábios.
Lembrei-me de amores perdidos
De dores achadas
Meninas histéricas
Mulheres imaculadas.
Lembrei-me que a vida é um duelo
Dos práticos com os sábios
Do medo e o zelo
Do ter tudo sem nada.
André Anlub®
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Biografia quase completa

Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)
Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas
Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)
• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)
Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha
Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas
Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)
Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte
André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.
Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.
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Filha e esposa de Edir Macedo dando, aula de desapego:
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