12 de maio de 2018

Ótimo final de semana


Dos Bardos

É pensante, mas sóbrio poeta insurgente
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo...
Menos do que o toca no absoluto profundo
Pois nele, o mesmo, é extremamente faltante.

Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde
Notória sincronia com o público que aclama
Forca em praça pública com linchamento e chamas.

O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo
Sem normalidade, sem torto e sem reto
Eqüidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.

Mas há poeta que grita abraçado ao berrante
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos 
Pois Narciso é conciso e sem siso é errante.
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.

André Anlub®

10 de maio de 2018


Manancial 

Bebi em fontes de águas puras, outras nem tanto
Ri com os anjos e joguei com as bestas
Coisa besta é não citar os meus prantos;
Coisa e tanto é que eu não me envaideça.

Em diversos sonhos banhei-me em cachoeiras
Que iam além dos vales, dos tempos, da verdade.
Minha vaidade não me deixa enfermo, arrependido;
Minha crença ensinou-me o aprendizado desde menino.

Nos inúmeros afluentes que percorri,
Me sequestrei, me sabotei, me socorri;
As memórias fortes de quando fui fraco,
Fizeram meu olhar mais amplo e menos vazio
Me colocando sempre e corretamente nos trilhos.

Manancial que nunca seca, de vida não tão sã,
Fez o que fui, o que sou... fará meu amanhã...
Transformará os destroços em uma nova muralha,
Beijará o meu momento abençoando minha alma.

André Anlub
(5/12/15)

9 de maio de 2018

A maior das sentenças


A maior das sentenças

A primeira grande chance de liberdade
Real, quase escorre pelos dedos
Viu exposto e justificado no patamar da vida.

Ferida...
Recentemente aberta
Sangria...
Chegou aos olhos chocar.

O amor tornou-se denso, impávido, mas órfão
Solitário e moribundo
Tornou-se breu e áspero
Vão.

Anulou qualquer acordo que ainda estivesse em aberto
Desviou-se dessa estrada de pedra
Entrou em outra de chamas e chuvas
Mas com renovada determinação.

O amor é assim...
Vai e vem
Foi e virá
Mas buscá-lo é de suma importância.

Ele é réu confesso e se entrega...
Se rende ao amor...

Juiz maior dos sentimentos
Que dê a ele a maior das penas
Pois a cumprirá sempre de pé...
Há de ser ter certeza.

André Anlub

6 de maio de 2018

Das Loucuras (refrigeração Cascadura)


Das Loucuras (refrigeração Cascadura)

E no sempre: as entrelinhas dos entre tantos,
Pensamentos vagos dos solitários viajantes.
Além da constelação mais distante
Achou-se, mas não gostou do rompante.

Rasgou como seda, sedou-se como um vivo-morto;
Abandonou involuntariamente o seu posto
E foi-se como zumbi ao mais próximo instante...

Entrou no navio sem rumo, ou agrado ou porto;
As promessas ficaram na placenta (na prancheta) do útero,
Multiplicou por quatro, e tudo nem é muito ao quadrado...
E ainda há aquele plano (de prato) incomum.

Sem medo emendou-se feito fio feito de cobre,
Cobrou-se e encabulou-se com o resultado...
E de volta ao lar, à estaca zero do ato,
Viu-se imóvel e isolado no quarto apertado.

Era tudo novamente ao começo,
Sem tropeço ou avesso,
Pegou poemas e teoremas
E preferiu somar um mais um.

André Anlub®
(06/05/18)

3 de maio de 2018

Das Loucuras (não acho o feio da miada; o gato que arranha é arrimo!)


Das Loucuras (não acho o feio da miada; o gato que arranha é arrimo!)

Esse será quase diferente,
Assim como todos os outros;
Nada é igual o tempo todo,
Há parecidos, gêmeos, imitadores.

Vejo a luz e o som entrarem pela janela,
Sacolejam-me e tocam-me como fogo...
Convidando-me à longa passarela
Que reflete o meu flerte em amores.

Olhos que se abrem e cruzam em desafios,
Bocas que se roçam em desafogo.
O assanho do suor na nuca em arrepios,
Fazendo da poesia um sujo jogo.

Não te cobro só te cubro e dou calor...
A proteção de um escudo invisível.
Sou menino, sou crescido, sou sensível...
Sou a parte de um todo, espinho e flor.

Esse já está bem diferente,
Como a gente de repente faz projeção.
As coisas se repetem no inconsciente,
E fingem que se forjam em compaixão.

André Anlub
(03/05/18)

Folhas, águas, linhas



Folhas, águas, linhas

E vão as folhas secas no curso do rio,
Vão mil destinos entortando nas pedras.
Suas belas pernas no fluxo de um cio,
Cobiçam alento e afeto defronte à guerra;

Correm sozinhas, andam famintas...
Estacionam distintas em terrenos baldios;
Deixam sementes de adolescentes linhas...
Brisa menina caçoa das varas que envergam.

No centro da terra o fulgor do suor se resseca,
O encanto sapeca resiste em sobreviver;
Se o viver que persiste é a poesia mais fértil,
Sai firme e forte da inércia e imerge no alvorecer.

Outra menina linda, outra menina minha...
Garota garoa tornando-se chuva forte e bem-vinda;
Como a perceptível delicadeza de uma folha de orquídea...
Também mexe em minha alma, coração e vida.

As águas levam as folhas e induzem às vidas...
Cantigas longas e antigas do clico do tal renascer;
O que fazer com palavras dançantes e musas nuas divinas?
- Só bailar nas vitrines do mundo – moribundo,
Em sóis quentes, luas gordas – franzinas, 
De folhas, águas e linhas... é tudo que se deve fazer.

André Anlub®
(5/11/14)

Excelente quinta aos amigos


Ao ver e ouvir um sabiá, ponderei:
Qual outro tamanho encanto 
Faz minha boca calar-se
Acarinhando meus olhos
Cantando aos ouvidos
Tão doce e frágil
Tão inesperado
Que voa pelos quatro ventos
E pousa sem alarde
Conquistando os corações?
Além do pássaro, o amor.

Combatente amado

Esse sorriso é o meu maior retorno
Não preciso de abraço ou palavras de consolo
Basta ser sincera...
Querer-me ao seu lado.

Vou até onde posso pôr minha vida em jogo
Almejando vitória, valendo a guerra
Empáfias se entregam ao combatente amado
E desarmado, o amor está na fila de entrega. 

André Anlub

26 de abril de 2018

“Bon Vivant”


“Bon Vivant”

Deitam-se nos leitos de letras
sob o olhar de um grifo
osculam suas grafias
Afrodite adotada.

Bem tratados, enfastiam
criadores que tudo criam.

Poucas são as causas que agarram
muitas são suas fantasias
se aquecendo no fogo de Nero
ao som de hinos homéricos.

Ah, mil redes confortáveis
sentindo brisa doce na face
seguem confortados na vida
ao tom de uma pressuposta amada.

Governados por algo
no absoluto, por rosas.

Permeiam no céu com alvoroço
rodam pelo colosso de rodes
passeiam no manuscrito de Virgílio.

André Anlub®

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.