5 de agosto de 2020

Das Loucuras (Xerpas e Denisovanos)



Das Loucuras (Xerpas e Denisovanos)

A animação chegou com vontade
A força de uma energia que pode ter vindo do espaço
Nervos de aço; sangue díspar; disparidade
Todos num só, mas com outro caminho traçado

Terras sem dono; donos que muitos desenterram
O tempo fez seu serviço com o compromisso da espera.
Ouroboros, bolos confusos da história...
Bora saber mais dos tempos de gloria.

E dizem por aí que há resposta para tudo,
O absurdo do burro e achar que é a cenoura que quer enganá-lo.
Cada asno no seu cercado; cada bugio no seu galho
E o homem achando que é o dono do pedaço.

Quanta ironia nos cerca quando se joga a pedra
Pois não faz onda no congelado lago.
Por entre casas velhas e novos edifícios
Teimamos e focamos no ego medíocre
Que nos afasta do achado e aproxima do estrago.

“Nem margarida nasceu” – nasceu foi o imbróglio.
E assim passam-se os dias, em idas, uvas, vinhos, vinhas...
Única alquimia necessária, dentre tantas dispensáveis,
Procurando chifre em cabeça de unicórnio...
Talvez em Marte encontraremos a resposta...
Mas tem que estar bem explicadinha. 

André Anlub®
(2/8/20)



29 de julho de 2020

Ouro de tolo (Parte II)



Ouro de tolo (Parte II)

Ouro valioso, rico enriquecido, diamante da noite/dia endiabrado,
Constrói-se um abrigo inimigo de brilhantes errantes e fúteis.
Mundo sórdido de fel, cruel, vil;
Colherada de antídotos e janelas fechadas ao sol mais belo.

Íris, anel, elo, perdão e ar; 
Enxerga a riqueza no breu dos olhos cerrados. 

É amplo o mistério, é mísero o conteúdo da cachola;
Faz-se um mundo imaginário de ostentações e glórias.

Na paz, na tez: espelhos do medo de tudo que se é.

É fechado e discreto o inverno: nuvens negras e tempestades 
(dentro de si próprio);
É trancado e resignado o verão: sol quente queimando a alma
(desesperando o ódio).

Tem que se deixar ir, deixar o corpo livre ao vento;
O gole de absinto do amor – fluir, e finalmente ruir falsos intentos.

Ouro valioso é a vida: goles de eternidade na água rara bendita;
Abrigo é coração alheio: calor da paixão, dois/todos mundos divididos/inteiros.

(Até mesmo os artistas porcalhões, não deixam jamais sua arte de lado, preferem lugares com clima úmido para esculpirem melhor suas melecas).

André Anlub

27 de julho de 2020

Outras línguas


Outras línguas

Os prot
egidos pe
lo mun
do dos poet
as de estre
las, em ala
medas de calaf
rios, noturn
os, matut
tinos, vesper
tinos... diant
e das bel
as lu
as, dos
bel
os mar
es e lin
dos ri
os...
só, e tão somen
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ando pel
a boc
a dos inúme
ros amant
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os extremis
tas que transm
utam em simp
lórias pa
ixões, lín
guas e pal
avras... e esp
alham-
se nes
sa imensi
dão do mun
do das vari
ações de co
res, cant
os e co
rações.

André Anlub®


26 de julho de 2020

Das Loucuras (cogito, ergo sum)



Das Loucuras (cogito, ergo sum)

Vai devagar, de vagar em vagar, sem pisar na grama...
Porque a mente e a rosa não são mentirosas.
Vogo, envergo, vejo e vivo em excelência
Quando tu estacionas teu pensar vago
Na vagabunda vaga da minha essência.

Vai bem ligeiro, pelo meio-fio...
Mas cuidado com os bueiros.
Nesse bem-me-quer lisonjeiro,
“Um qualquer” ao mensageiro.

Voam rotinas,
Aproveitando o entre e sai do parco dinheiro no bolso;
Decola o pressuposto,
No acalorar da fé no verdadeiro... 
Seria o décimo terceiro?

Na irregularidade da areia, vara, vira-lata, varia...
A arapuca de ver seu rosto – pareidolia.

Na perfeição do dia, ama e odeia, adia, anuência...
A rebeldia de me achar incluso – prepotência.

Nossa bolha se quebra, e, de-quebra, borbulho...
Meu mundo se funde ao seu, “se fundeu – fundilho”.
Me redimo em uma nova redoma...
Sempre cabe mais um quando se usa “Rexona”.

Nossa bolha se emenda e nosso espaço em um só.
Posso achar-me um bocó... pois autoflagelo é ferramenta.

Finalizo a conversa e inicio o caminho...
Sinto-me tão sozinho – avesso do vice-versa.

André Anlub


23 de julho de 2020

Das Loucuras (textos que se foram)





Das Loucuras (textos que se foram)

Já era sabido, o sábio assobiou nos ouvidos
Todos ficaram cientes
Inconscientemente envolvidos.
A face enrubesceu-se
E foi-se a decência de vez.
Era uma vez o que é seu,
Trate de ter entusiasmo, ação, sensatez.

Testas tatuadas com cicatrizes de guerras
O cotidiano dá as cartas e tira-lhe toda sua grana.
Sua gana é revertida aos farrapos, e ele se enterra...
O coitadinho debaixo da terra ainda se enagana.

Já era tolhido, o tolo engoliu seco o orgulho
Ninguém soube disso
Mas eu sendo o tolo profiro o bagulho.
O corpo pálido de gesso
O peso morto do fracasso.
Com grito ou mudez, obedeço
Faço do imediatismo a eternidade do atraso.

Texto se vão, e em vão pica toda a sua folha
Enfim entra novamente na babaquice de sua bolha
No vácuo a imortalidade de Enoque enobrece
Mas de nada adianta, se ninguém vê que isso acontece. 

Já é tarde, passa a régua e retrocesso. 
A lua bela dando as caras lá fora
Outra hora vem recitar o seu verso
Por agora só a falsa memória que aflora.

André Anlub®
(22/7/20)

O fantasioso mundo do "tico e teco"


Campanha “anti-doutrinação” contra professores eleva estresse em sala de aula
Clima de perseguição estimulado por Bolsonaro e Escola sem Partido geram ambiente de permanente tensão, relatam profissionais de centros públicos e privados de São Paulo

Aqui: El País

18 de julho de 2020

Das Loucuras (valiant thor)



Das Loucuras (valiant thor)

Aqueçam os motores, teorias estão aos ouvidos...
O bugio colocou seu chapéu de folha de alumínio 
Queria encontrar, encantar e fazer futuros amigos,
Em algum lugar estranho, desconsolado e desconhecido.

Bocas se mexiam, em extrema simetria
Os olhos em estrelas cadentes,
Fantasias banguelas com muitos dentes,
A dúvida é persona non grata, bem-vinda...
Tudo em voz baixa estridente 
Axiomas oxímoros vigentes. 

Voam bruxas
Em velocidades absurdas
Em mão e contramão.
Fantasmas cantam opera
E ele escuta
Terra redonda
Invenção da roda
Ação abrupta
Tudo na mais imperfeita perfeição. 

Esfriem os motores, teorias são dessabores
Em um mundo bruto, há maiores preocupações.
Acanhada num canto está a razão
Pensativa, extasiada, fantasiada de bicho cão.

André Anlub®
(18/7/20)

15 de julho de 2020

Castelo violeta


Castelo violeta 

Irmão do céu,
De pé em cima de uma alta nuvem;
Seus olhos aguçados, acuados,
Discretos em suas ferrugens,
Visualizam tudo de errado
E quase tudo de certo...
Mais nesses próximos parágrafos:

A tentação é ar puro,
É astuta e presente em todo o ambiente;
As pernas fortes das corridas
Invejadas pela alma fraca pelo tempo.

Um castelo é erguido
Com o seu aguerrido espírito;
Pulcro, imponente,
Mas cheio de tormentos e de inventivas mentes.

No porão há um covil escondido
Cheio de lobos dentro;
Famintos, sedentos,
Sonâmbulos e carentes de apreço.

Árvores nada raras
Se agitam e se ajeitam com os vendavais;
Nos varais as roupas
Se ensopam com a chuva fina que cai.

Barrancos descem pelas montanhas
Como a manta dos deuses...
Há poder; há alianças;
Há independência e – a ser pago – preço.

Por dentro do corpo lacunas se abrem
Implorando explicações convincentes;
Ações voluntárias,
Inadequações insolúveis – multiplique tudo mil vezes.

No mais, não é aceitável ter um modo de vida que nos têm,
Por muito menos e por muito mais – ao menos –,
Descarrilhamos mil trens.
Cavalos livres descem a montanha
Em uma bela manhã de dezembro...
É o caminho livre, cheiroso e extenso,
é o livre arbítrio para o castelo violeta.

André Anlub
(9/7/17)

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.