2 de abril de 2021

Olheiro

 



Olheiro


Em ziguezague, cá e lá, tantos olhos nus,

Aguardando a ponta do sol,

Que vai nascer num mote distante

De um lugar nenhum.


Não importa!


Como sossegos que assustam morcegos

Escondidos em cavernas, companheiros dos sentimentos tímidos;

Alma cálida daquela paixão nada passageira,

Derramando na veia, demudando o que corre no corpo

Da sola do pé ao topo

Vinho tinto – vinho do Porto...


Saboreia.


Seu lugar à mesa não está vazio,

É seu disponível - é seu abrigo

Inimigo e amigo do seu espírito

Em plena consciência da compaixão...


Humildade.


Venha fartar-se tão breve

Nessa mesa ou naquela

Na panela de quem se atreve.


Venha sentar-se tão logo

Nesse ou naquele colo

Ou no solo frio do chão.


As torradas estão prontas, saltam da torradeira,

Na hora exata de derreter a manteiga;

O aroma intenso do inexperiente mel

Espalha-se pela mesa

Junto com as tintas de um novo artista

Que o olheiro cobiça.


André Anlub®

Feliz Páscoa

"Caríssimos(as) Amigos(as)

Segue o Resultado do 1º Concurso de Poesias Livres ARLACS 2021 - categoria Acadêmicos Efetivos...

na página da Academia Internacional da União Cultural poderão ser consultados os resultados das outras duas categorias (Acadêmicos Correspondentes e Especial Não Acadêmicos)...

Aproveitamos para desejar um excelente feriado a todos! Paz e luz!"



A candura do aplauso


É, joguei a toalha - acho que já escrevi isso antes

No meu inferno de Dante, a vida sempre me malha.

Larguei novamente a navalha, deixei-me ir no amor

O sol vai sorrir ao se por; a lua desfaz tal fim triste.


De tempo em tempo a mente não mente, e molda, e muda...

Como uma mola que estica e torna-se um espeto de aço.

Tirei meu colete à prova de balas e delineei meu espaço

Derreti meus nervos de aço nessa equação absurda.


Há sempre notas musicais que adornam o dia

Aliviando os tímpanos, desopilando o fígado.

Compete aos comprimidos cumprirem sua sina

Todas as bodas de Fígaro têm certo tom de ironia.


Salve, salve, pois a maré sempre estará para peixe

Por isso deixo essa deixa; por essa haverá quem se queixe.

Uma Quimera, uma Górgona, uma goela, uma garrafa 

E a nau sem vela nem leme, o lance é lançar a tarrafa. 


Suprimindo qualquer coerência, homens seguem otimistas

Nessa vida de artista, a arte foi quem pintou o seu sete.

No deserto doído da alma, colocaram certas cores intimistas 

Desdenhando de peça e de palco; desenhando o aplauso à vedete.


André Anlub

30 de março de 2021

Sonhei com o Tibet

 



Sonhei com o Tibet


Por vezes penso em puxar a tomada

desligar-me de tudo

raspar a cabeça

limpar a consciência

e ir atrás da paz interior.


Sonhei com o Tibet!

E pra quebrar o tabu

sem quebrar a tíbia

vou tocar tuba

dentro da taba

deitado em uma tumba.


Descansando aqui, no meu banco de pedra

iluminado pela lua cheia

que disputa importância com o poste de luz.

Novamente, bloco e caneta nas mãos

e um pouquinho de inspiração

tenho a sensação estranha

de estar tendo uma experiencia

tipo extracorpórea.


Os cães latem ao longe

e pra longe se desloca meu pensamento

logo, logo, eu volto.


André Anlub®

29 de março de 2021

Cordão umbilical

 



Cordão umbilical


Sinto-me próspero quando não sou tapeado

E a inspiração, por fim, deixa minha mente.

Ela não é indigente, tampouco empregada,

É minha filha e amada,

Meu sentimento mapeado

Que foge do meu masculino ventre.


Mas a mesma não quer viver de vaia

Ou aplauso desacerbado.

Não quer ficar arquivada

Em uma gaveta empoeirada

Ou no raio que o parta.


Ela quer ser mais um elo da corrente

Ir longe, logo e ir pra frente,

Criar um leal - legal - legado,

Ser um dos 300 de Esparta.


Ela quer viver pequena ou colossal,

Onde habita a multidão e a solidão.

Ir ao limite que estica a emoção

E o meu cordão umbilical.


André Anlub®

28 de março de 2021

A epopeia de Denise e do Dono (caixa de Pandora - 5/5/10)


A epopeia de Denise e do Dono (caixa de Pandora - 5/5/10)

Denise caminha em uma praia e mesmo que o sol não raia sua alegria insiste e num instante depara-se com uma caixa, um baú velho e pequeno. O abre, deixando escapar um vento, em vulto, um veneno.

A caixa: dentro havia um sonho que a remeteu a outros lugares; voava por entre vales, sentia na face leve brisa gélida; despiu-se de todos os seus disfarces, reviu todos que já se foram e todos que por ela eram amados e ela por eles. Viu a morte que passou tão rápida e inexpressiva que na verdade poderia se tratar de uma nuvem negra: nuvem pequena – inútil –, essa nuvem que não faz chuva, mas, dependendo do ponto de vista, pode tirar o reinado do sol. Voou sobre a ilha de Páscoa e sorriu para seus mistérios; atravessou deltas de rios, do Parnaíba ao Nilo. Ao anoitecer viu Paris, sentiu seus perfumes e por um momento os odores a levaram a campos, como se estivesse presa numa redoma de vidro; foi testemunha do nascimento de uma pequena aldeia: África. Os lugares voltavam no tempo, homens surgiam em grupos, perseguiam mamutes e comiam famintos... descobriam o fogo – violência – pretensão. Ninguém podia vê-la ou ouvi-la, e tantas coisas para ensinar e aprender. De repente, tudo foi simplificado a um só casal de humanos, uma árvore, uma fruta, uma cobra – voltando em segundos ao atual e normal. Pode ver tanta coisa e estar em tantos lugares, mas ao retornar desse sonho tão real a realidade maior a esperava: ela não pode encontrar quem seria prioritário, quem responderia suas recentes e antigas perguntas, quem a acolheria e daria afagos e força, quem a conhecia como ninguém... ninguém mais que, talvez... talvez, ela mesma.


O Dono 


Pulando de nuvem em nuvem,

Jogando bola com o sol;

Pintei o arco Iris de preto

E mostrei a língua pro furacão.


Usando um vulcão de privada,

Canal do Panamá de piscina,

Posso estar em qualquer estrada,

Posso dobrar qualquer esquina.


Eu uso a Itália de bota,

Bebo a Via Láctea no café;

Sou Deus que troca Vênus pela Lua

E depois me escondo onde quiser.


Tudo posso e faço

Tudo com minha criação

Poeta da tinta e do espaço

Sou dono da imaginação.


Buscando plenitude e paz no dia a dia,

Nas águas límpidas do saber viver,

Achando sempre muito mais,

É assim que tem que ser.


Choro por muitas vezes sem motivo,

Posso chorar por você!

Estendo a mão a qualquer inimigo,

Simplesmente por não aguentar vê-lo sofrer.


A Lua e o Sol se completam,

Mesmo sem se tocarem;

Faço inimagináveis incógnitas,

Sou vultos por todos os lugares.


Quebro a barreira do som,

Posso fazê-lo ou não,

Mas mostro o poder maior

Que é grande nesse meu dom.


Falo em línguas estranhas,

Olho por todos os ângulos,

Dono de todos os tesouros,

Mestre de todas as façanhas.


O som das ondas é meu grito,

Refugio das manhãs tristes,

Um vulcão que sangra com meu sangue,

Dias mais que felizes.


Deito-me devagar vendo a terra tremer,

Sempre ao levantar, meu suor, orvalho.

Piso na neve para fazer planícies

E com poesia choro chuvas sem querer.


Na escuridão de um fechar de olhos,

Pensamentos voam como falcão,

Vagueiam em um amor que nunca existiu,

Falhas de canyons, rachaduras do coração.


Estar irritado é impossível,

Extinguirá a vida e o mundo;

Sou totalmente previsível,

Nunca serei um moribundo.


Acordei um pouco cansado,

Pensei em apagar o sol;

Dei um sorriso mal humorado,

Fui caminhar dormindo acordado.


Bebi toda água do rio Negro,

Usei uma nuvem como espuma de barbear,

Subi no cume do Everest buscando sossego,

Mas já havia gente por lá.


Com uma pirâmide palitei meu dente,

Usei o lago Ness como espelho d’água,

Fui para o Aconcágua, mas também havia gente,

E lá rio Tâmisa afoguei minhas mágoas.


Posso ser o dono, mas mesmo assim sou gente,

Crio o universo, mas também me enfastio.

Vou já indo para Marte como um indigente,

Gritar feito louco como uma gata no cio.

26 de março de 2021

A cada passo um ar mais puro


 A cada passo um ar mais puro


Ela voltou, trouxe algumas flores silvestres,

Vamos agora, juntos, pela nossa rua do apego.

A calçada é larga e o sol que fulge sempre,

Há cães que não ladram e gatos nos telhados.


De longe, bem ao longe, alguém clama companhia.

Lá, onde habita o delírio, tudo existe,

E ainda insistem até mesmo em chamar de “amores”,

As variedades de corações em combustão.


Mesmo com a enorme falta de enzimas e excesso de buzinas,

Reinam os notórios e imortais motores...

Nem mesmo as dores conseguem atenção.


É lá, toda a inquietude e desassossego,

Estão vendo mal de perto como funciona o medo,

E estão cansados, mostram-se exaustos.


Mas nossa estrada é larga, como já foi dito,

Há espaço e apreço para tudo e todos,

As intolerâncias não crescem no infinito,

Quaisquer que sejam e venham à tona,


André Anlub®

Nina Simone

 


Via: fahrenheit magazine


Música e luta, Nina Simone em suas próprias palavras

Sexta-feira, 22 de fevereiro, 01.26 GMT



Música e luta, Nina Simone em suas próprias palavras


Você provavelmente já ouviu falar sobre Nina Simone. Seus avós ou pais ouviram isso. Você a conheceu no rádio ou em um canal de televisão. Quem te apresentou? Um irmão? Uma amiga? Nós sabemos, ninguém escapa de Nina Simone.


Possuir uma voz com a capacidade de entrar em você e levá-lo através das notas mais tristes do blues, dos acordes mais divertidos da alma e dos bares de jazz mais complexos. Nina Simone era sem dúvida "A alta sacerdotisa da alma".


“O talento não é uma bênção, mas um fardo. Eu não sou deste planeta. Eu não venho de onde você. Eu não sou como você. " Nina Simone.


Eunice Kathleen Waymoncomo ela era chamada, era uma extraordinária cantora, compositora, pianista e fervorosa lutador social.


A vida de Nina não foi fácil. Ao longo de sua vida, ele experimentou diferentes tipos de discriminação. Principalmente por ser mulher e afrodescendente.


"Eu digo a você o que é liberdade para mim: não tenha medo." Nina Simone



Nina Girl

Ele nasceu em Tryon (Carolina do Norte) em 1933. Depois de dois anos, ele pegou seu primeiro instrumento, um órgão. Aos quatro anos ele tocou piano para a igreja em sua comunidade.


Desde criança, ela entendia que a vida e a música sempre andavam de mãos dadas. Com eles, a dor e o desencanto também o acompanhavam. Bem como a dura realidade.


Sua luta começaria quando ele começasse a arrecadar fundos para o Conservatório Julliard, localizado em um "bairro branco", para treinar como pianista clássico.


Mas seria na igreja onde enfrentou seu primeiro desafio, com apenas 12 anos, em sua estreia em um recital de piano.


Seus pais, que estavam na fila da frente, foram removidos. Por quê? Porque eles são pretos. Foi lá que Nina mostrou o personagem que a definiria para sempre.


Ele se recusou a cantar até que seus pais estivessem presentes. Este ato vislumbrou a grandeza de seu ser.


Com o tempo, os dólares que ele ganhou e o apoio de sua professora, Marian Anderson, permitiram que ele estudasse piano na Juilliard School of Music, em Nova York.


Mesmo com todo o esforço, ele não conseguiu alcançar seu sonho. Rejeitada do Curtis Music Institute por sua cor de pele, Simone enfrentaria decepção.


Foram essas barreiras raciais e problemas econômicos o que traria Simone mais perto do jazz e do blues.


"Para a maioria dos brancos, jazz significa preto e jazz significa sujo e não é isso que eu toco. Eu toco música clássica negra. "Nina Simone.



Simone

Em 1954 ele mudou seu nome para o que o mundo o chamaria. Esse apelido havia sido dado a ela por um namorado (Nina para a palavra "garota" e Simone para a atriz francesa Simone Signoret), mas o verdadeiro motivo era esconder a mãe que trabalhava no Atlantic City Club.


Seu primeiro grande sucesso viria com Eu te amo porgy de George Gershwin, que pertenceu ao Top 40 dos Estados Unidos. Depois, Meu bebê só se importa comigo Foi usado pela Chanel para o seu perfume No. 5.


Enquanto tudo estava pintando muito melhor na música, Simone continuaria sua outra luta, a social.


Ele se envolveu no Movimento pelos Direitos Civis das comunidades afro-americanas. Ele até apoiou a violência de Panteras Negras devido à realidade insuportável do seu povo.


Hinos importantes como: Ser jovem, Bem dotado e pretoBlacklash Blues, Mississippi Caramba, eu gostaria de saber como seria ser livre y Pirata jenny celes têm uma forte e poderosa mensagem política e social de protesto.


Mas Eu coloquei feitiço em você é talvez a faixa mais bonita e encoberta de todo o seu trabalho, que sem ter um tom tão agressivo como os anteriores, não deixa de ser uma música com toda a alma afro-americana.


Sua voz inconfundível, severa e séria começou a se tornar eterna. Quando ela cantou, não havia mais nada em cada canto de qualquer lugar.


Mas sua voz não era tudo, ela possuía uma ótima técnica pianista que a levou a experimentar e dominar aqueles ritmos que os brancos chamavam de "black".


"Eu vou morrer para os 70 anos de idade, porque depois só há dor." Nina Simone.



Nina Simone, profeta

É pouco conhecido, mas Nina também deixou seu legado em letras.


Sua autobiografia Eu coloquei um feitiço em você, co-escrito com Stephen ClearyFoi um trabalho para mais de 30 anos, onde ele relata seus inícios, dificuldades e pináculos.


Diagnosticada com bipolaridade, Nina desenhou suas ambivalências nas barras de sua voz e suas mãos.


Esta doença pioraria. Viriam ataques de paranóia, agressividade e comportamento errático que acabariam por levá-la a um exílio em Barbados, seguido por um intercâmbio de país para país.


Como ela previu, Nina morreu em abril 21 de 2003, perto de Marselha.


Sacerdotisa, feiticeira. Sua voz e sua música cativaram o mundo e a colocaram como uma mulher que nunca se contentou com nada.


Jovem, negra e talentosa, esta é Nina Simone.


Pombas felinas


Pombas felinas

Ela eternamente chamará atenção:
Holofote faz parte de todos os tempos.
Tudo lamento, intento, comemoração;
Tudo emancipação, afeição, fomento.

Nas ondas dos mares,
A solidão em sal, doce e tais;
Tudo jaz e renasce
Com o passar dos segundos.

Nos submundos da pera podre;
Nos céus das abóbadas celestes;
As vastas vestes dos reis
E os depilados reis desnudos.

Tudo com tudo e mais um pouco nesse louco mundo,
Pois tá com nada fazer muito pouco alarde de tudo.

Em todos os horizontes surgem poesias ecléticas,
Esféricas feras que circundam mentes nada ocas.
Falam todas as línguas,
Beijam todas as bocas.
São loucas e caóticas felinas,
São pombas brancas e éticas.

Fez a fonética que se imprime e se redime
Na escrita que se expõe, se cura e se adoece.
Faz de seu regime artístico algo que o fortalece,
Deixando pegadas de cores às mentes que a imprimem.

André Anlub®




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 MOSCA AZUL 


“A mosca azul faz referência ao livro do Frei Beto, que tem esse nome. Eis um trechinho: "A picada da mosca azul inocula nas pessoas doses concentradas de ambição pelo poder. As pessoas, então, são mais receptoras ao veneno da mosca quando vivem situações nas quais dispõem, de fato, de possibilidades mais concretas de exercer um poder maior.''


Quase todos nós já fomos picados pela mosca azul. Só que a maioria esmagadora de nós não sofre as tentações, não tem a chance, a "porta aberta", a carta branca. É ter a doença, viver e morrer sem ela se manifestar!

(...) o DNA do homem é viciado em poder. Muito mais que dinheiro... no fundo é poder! O que faz um cara como Cabral - que tem dinheiro para 10 gerações - não ter fugido há anos do Brasil. Pelo contrário, ficou e continuou roubando para ter mais e mais e mais até ser pego! Só quem teve a faca, o queijo e o presunto de parma nas mãos, e recusou, é que pode ser chamado de 100% honesto! É duro entender isso, parece uma demagogia às avessas, mas o homem tem que se conhecer.

Há um antídoto para a picada da mosca! É abdicar de luxo (ou quase luxo) e ostentações, deixar de ser consumista, é ter o n° suficiente de sapatos, relógio, roupa, casa... e ser feliz. Todos que consomem e gastam, gastam, compram, compram, tem o veneno da mosca... nem todos tem a doença... mas é uma questão de tempo e/ou de grau da tentação. Obs: nem sempre a tentação se dá de forma ilícita! Um casamento por interesse, por exemplo, é a manifestação do veneninho...


Texto sobre o Moro:

Texto do escritor, tradutor, jornalista, cronista, radialista e professor universitário, Juremir Machado da Silva (aquele que se demitiu no ar, durante um programa na Rádio Gaúcha, em que não lhe foi permitido entrevistar o coiso):


''Faz tempo que a mosca azul picou Sérgio Moro. Ele sempre se apresentou como um juiz imparcial.


Por simples circunstância, nunca condenou tucanos. Por outra circunstância dessas da vida o seu foco foi o PT. Por necessidade, teve de publicar aquele grampo ilegal que levou ao impeachment de Dilma Rousseff. Por outra reles circunstância, condenou Lula o mais rápido possível com escassez ou falta de provas. Foi só coincidência que o TRF-4 tenha confirmado sua sentença em tempo mais rápido ainda.


Moro sempre foi imparcial e neutro. Por circunstância, teve de cancelar uma ordem de instância superior para impedir a soltura de Lula. Azar da hierarquia e da falta de atribuição legal. Nunca lhe passou pela cabeça influenciar eleitores. Não passou de coincidência a sua liberação da delação de Antonio Palocci bem no meio da campanha eleitoral. É claro que ele não pretendia prejudicar as chances do petista Fernando Haddad.


Sérgio Moro nunca teve lado. Ele sempre foi tão imparcial e apartidário quanto o MBL, Kim Kataguiri, Alexandre Frota e Janaína Paschoal.


Não passa, portanto, de coincidência que Jair Bolsonaro, presidente eleito pela extrema-direita, tenha querido convidá-lo para seu ministério de técnicos imparciais. Sem as decisões circunstanciais e neutras de Moro, Bolsonaro talvez não tivesse chegado à presidência da República.


A imprensa internacional não consegue compreender o Brasil. Algumas manchetes: Financial Times: 'Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula'. The Times: 'Bolsonaro promete emprego sênior para o juiz que prendeu o seu rival'. Malditos comunistas britânicos. Arre!


O jornal francês de direita, uma espécie de Estadão sem o golpe de 1964, foi descritivo: 'O juiz que derrubou Lula será ministro da Justiça de Bolsonaro'. Nada mais justo? A justiça brasileira está de cara. No popular, Moro saiu do armário, passou recibo, revelou o tamanho da sua vaidade.


Bolsonaro entregou: 'Parecia um jovem universitário recebendo diploma'. Mais feliz do que pinto no lixo. Deslumbrado com o poder recebido. Se faltava um atestado, está dado. Moro, o imparcial, revelou seu lado.


Foi a mosca azul.

Biografia quase completa






Escritor, locador, vendedor de livros, protético dentário pela SPDERJ, consultor e marketing na Editora Becalete e entusiasta pelas Artes com uma tela no acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC/BA)

Autor de sete livros solo em papel, um em e-book e coautor em mais de 130 Antologias poéticas

Livros:
• Poeteideser de 2009 (edição do autor)
• O e-book Imaginação Poética 2010 (Beco dos Poetas)
• A trilogia poética Fulano da Silva, Sicrano Barbosa e Beltrano dos Santos de 2014
• Puro Osso – duzentos escritos de paixão (março de 2015)
• Gaveta de Cima – versos seletos, patrocinado pela Editora Darda (Setembro de 2017)
• Absolvido pela Loucura; Absorvido pela Arte
(Janeiro de 2019)

• O livro de duetos: A Luz e o Diamante (Junho 2015)
• O livro em trio: ABC Tríade Poética (Novembro de 2015)

Amigos das Letras:
• Membro vitalício da Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba (RJ) cadeira N° 95
• Membro vitalício da Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura da Embaixada da Poesia (RJ)
• Membro vitalício e cofundador da Academia Internacional da União Cultural (RJ) cadeira N° 63
• Membro correspondente da ALB seccionais Bahia, São Paulo (Araraquara), da Academia de Letras de Goiás (ALG) e do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa (PT)
• Membro da Academia Internacional De Artes, Letras e Ciências – ALPAS 21 - Patrono: Condorcet Aranha

Trupe Poética:
• Academia Virtual de Escritores Clandestinos
• Elo Escritor da Elos Literários
• Movimento Nacional Elos Literários
• Poste Poesia
• Bar do Escritor
• Pé de Poesia
• Rio Capital da Poesia
• Beco dos Poetas
• Poemas à Flor da Pele
• Tribuna Escrita
• Jornal Delfos/CE
• Colaborador no Portal Cronópios 2015
• Projeto Meu Poemas do Beco dos Poetas

Antologias Virtuais Permanentes:
• Portal CEN (Cá Estamos Nós - Brasil/Portugal)
• Logos do Portal Fénix (Brasil/Portugal)
• Revista eisFluências (Brasil/Portugal)
• Jornal Correio da Palavra (ALPAS 21)

Concursos, Projetos e Afins:
• Menção Honrosa do 2° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Brava Gente Brasileira”.
• Menção Honrosa do 4° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Amor do Tamanho do Brasil”.
• Menção Honrosa do 5° Concurso Literário Pague Menos, de nível nacional. Ficou entre os 100 primeiros e está no livro “Quem acredita cresce”.
• Menção Honrosa no I Prêmio Literário Mar de Letras, com poetas de Moçambique, Portugal e Brasil, ficou entre os 46 primeiros e está no livro “Controversos” - E. Sapere
• classificado no Concurso Novos Poetas com poema selecionado para o livro Poetize 2014 (Concurso Nacional Novos Poetas)
• 3° Lugar no Concurso Literário “Confrades do Verso”.
• indicado e outorgado com o título de "Participação Especial" na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas/Salvador (BA).
• indicado e outorgado com o título de "Talento Poético 2015" com duas obras selecionadas para a Antologia As Melhores Poesias em Língua Portuguesa (SP).
• indicado e outorgado com o título de Talento Poético 2016 e 2017 pela Editora Becalete
• indicado e outorgado com o título de "Destaque Especial 2015” na Antologia O Melhor de Poesias Encantadas VIII
• Revisor, jurado e coautor dos tomos IX e X do projeto Poesias Encantadas
• Teve poemas selecionados e participou da Coletânea de Poesias "Confissões".
• Dois poemas selecionados e participou da Antologia Pablo Neruda e convidados (Lançada em ago./14 no Chile, na 23a Bienal (SP) e em out/14 no Museu do Oriente em Lisboa) - pela Literarte

André Anlub por Ele mesmo: Eu moro em mim, mas costumo fugir de casa; totalmente anárquico nas minhas lucidezes e pragmático nas loucuras, tento quebrar o gelo e gaseificar o fogo; não me vendo ao Sistema, não aceito ser trem e voo; tenho a parcimônia de quem cultiva passiflora e a doce monotonia de quem transpira melatonina; minha candura cascuda e otimista persistiu e venceu uma possível misantropia metediça e movediça; otimista sem utopia, pessimista sem depressão. Me considero um entusiasta pela vida, um quase “poète maudit” e um quase “bon vivant”.

Influências – atual: Neruda, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Dostoiévski, China Miéville, Emily Dickinson, Žižek, Ana Cruz Cesar, Drummond
Hobbies: artes plásticas, gastronomia, fotografia, cavalos, escrita, leitura, música e boxe.
Influências – raiz: Secos e Molhados, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Jorge Amado, Neil Gaiman, gibis, Luiz Melodia entre outros.
Tem paixão pelo Rock, MPB e Samba, Blues e Jazz, café e a escrita. Acredita e carrega algumas verdades corriqueiras como amor, caráter, filosofia, poesia, música e fé.