Por onde andei?



Por onde andei?

Sufocando-me com palavras de medo,
Pisei em recintos baldios, de escasso oxigênio.
Com o sentimento e o enredo em tormento,
Quase sempre acabava, na rua na vala, em desfecho infeliz.
(desagradável)

Ia de encontro ao trem bala da história,
Ao revolto trem expresso sem nexo,
Em conventos de inventos – Freiras nuas e loucas.
(insonhável)

Na imaginação em reverso de um incesto incerto,
Nunca foi sexo de pretexto, tampouco ultraje de um traste.

Perdia as estribeiras, perdi a linha – o vento e o vinho;
Já sabia que minhas palavras dormiam,
E as alcunhas surgiam
Em mil punhados de disfarces.

Perdi a noção do correto,
Fiz curvas do reto
E do cego um deus.

André Anlub
(10/2/15)

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