E assim foi-se...

Eu poesia

Não seremos prolixos
Vamos falar de poesia:
Eu, meu eu lírico e o alter ego se exporão.

Poesia no âmago é cega
Um lince
Feia e linda.
Em sua saída
Abraçada na verve
Leva contigo tato e emoção.

Poesia pode lhe trair
Atrair e extrair.
Estimular muitos
Ou nenhum.
Ser alento
Veneno
Somar
Subtrair.

Levar aos sonhos
Ser foice perversa
Vertigem
Seu métier
Ócio
Dar ordens
Ser forte
Obedecer.

Em poemas libertinos
Que quase sempre em linhas tortas
Ficariam mortos, desatinos...
Mas comovem plateias
Alcançam destinos.

No arcano que é a poesia
Fazemos uma idolatria doentia;
Poesia pode ser menina traidora
Mentirosa:
Rima, rosa, sua, nossa, 
prosa, fossa, fina, grossa, roça, urbanista
Dividida, multiplicada, maniqueísta, enfadada
Enfeitada, nua, crua e temperada...

E mesmo que na ferida exposta da fossa
Ela roce, coce, sangre, derrame e assim desagua...
Batemos palmas
Damos guarida
Damos espaço e nossas almas.


André Anlub®

É, sou impostor vivente, 
Fantasioso e sensível.
Pinto com aquarela a imagem de um deus no céu,
Escrevo no papel minha quimera de um ser imbatível.

Escutarei a voz que vem de dentro,
Virá do centro e dará apoio, consertará o jarro.
O vozear poderá gritar mais alto,
Se houver necessidade.
Ela irá impulsionar-me para bons atos,
Para caminhos de paz – e quem sabe, de repente,
Até para o amor.

No seu olhar, além das colinas,
Onde o sossego descansa,
Existe o profícuo,
Existe a herança.
Aprumam-se as esquinas
Do livre arbítrio.

André Anlub®

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