Ótima tarde

Impulso do mundo (4/3/17)

A inquietação da língua fez-me escrever tais aforismos
Em inícios, meios, fins e afins no a fim de espairecer.
Ela, imensa, na mente a imagem intensa do meu bem-querer;
Sou assaz devotado e derrotado, o amor sem dor e egoísmos,
Venceu-me na guerra eterna e benquista da conquista. 

Na efemeridade não há enfermidade que não se queira,
Na gostosa zoeira arteira, o doce mel que derrama em brincadeiras;
Vi-me guri, lisonjeado e acolhido por ser o escolhido,
A flechada do Cupido, o culpado por toda alegria que vivo.

A solidão – agora quieta – não mais me abocanha a alma,
Aguarda calma sabendo que um dia chegará novamente sua vez.
A solidão é solícita para esfriar o corpo e esquentar a saudade,
Que faz sua parte apimentando – à parte – toda relação.

Vejo você no horizonte, o coração se faz fera e acelera,
Encerro minhas palavras, pois tais não são necessárias;
Sossego minha língua – antes convulsa –, reservo aos beijos...
O mundo quase sai de seu eixo, pois é esse amor que o impulsa.

Imensurável poeta (Vininha) (03/12/13)

Vem o brilho em sonetos, sonoros versos
Excesso em talento, boteco e afeto.
Vem à letra na essência expondo a maravilha
Na trilha do fulgor, garota de Ipanema.

Surgem poemas libertinos, divertido menino
Há partituras com antigos - novos amigos.
Surgem emoções que fervem no imo
E no pacto da vida - do cego ao lince.

Imensurável Marcus Vinícius
Escrevia o rito e o reto em tortas linhas.
Poetinha, poeta, escritor de aço
Compositor, dramaturgo
Diplomata, jornalista.

Foi-se a chama, ficou o legado
Engrenado em livros de poesia viva.
Há o eco em noites que a leitura cura
Há doce loucura de um imortal amado.

André Anlub®

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