
Minha Musa
Em tronco de cajazeira
Com doce alma felina
Esquecendo-me do tempo e da vida
Farei escultura de sua sutil beleza.
Nos olhos o fino acabamento
Com corte vertical de navalha
Para de repente um momento
Uma lágrima dimana em calha.
Boca suave em longas ondas
Relevos da carne entalhada
Perco-me sem eira nem beira
Nariz que faz alvo uma estrela
Enfeita o olhar que ilumina
Meus beijos em farpas que cortam.
André Anlub
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