24 de fevereiro de 2014

Bloquinho


Bloquinho

Não contive o anseio de me molhar na forte chuva que de repente inundou a rua, a calçada, a alma minha e até a lua. Parte era asfalto, parte lama e parte de mim que dança. Banho que purifica, deságua, desaparecendo os maus fluidos e elevando minha aura ao patamar que almejo. Faço meu desejo por entre sonhos multicoloridos com parentes e amigos queridos, que se foram e agora me dão as mãos e voam comigo.
Em sintonia com eus, céu, terra e paz interior, caminho em direção a árvore do outro lado rua, na antiga praça que reunimos sorrisos e aprendizados. Procuro o banco logo abaixo dela e sento. Dentro de mim a sensação é de pairar num alto e velho monte. Consigo ver as melhores paisagens das minhas recordações. Choro. Como não poderia ser diferente abro seu bloquinho de poesias... Sei todas de cor, na verdade nem precisaria lê-lo para recitá-las ao vento, como um louvor. Ainda sinto muita nostalgia, e essa saudade esfola e aperta o peito como um torno gigante, mas mesmo assim eu anseio.

Anseio nos ser sempre. Porque tudo ainda vive em mim.
E como de praxe, mais uma vez, choro.

André Anlub e Bia Cunha

Não esquento...


Não esquento com qualquer coisa
Habituei-me ao fogo brando
Guardo gás para a chama forte
Sempre que houver paixão.

André Anlub®

Biografia quase completa:

Escritor, autor de sete livros em papel: Poeteideser de 2009 (edição do autor), em 2010 o e-book Imaginação Poética, em 2014 a trilogia...